Programa ‘Terra Boa’ investe R$ 57 mi na agricultura familiar de SC

Publicado em: 23 janeiro - 2021

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Após receber aporte de R$ 51,4 milhões no ano passado e beneficiar diretamente 71 mil produtores, o programa ‘Terra Boa’ – criado pelo governo de Santa Catarina para atender, sobretudo, a agricultura familiar – deverá contar, em 2021, com investimentos de aproximadamente R$ 57 milhões, conforme prevê o secretário da Secretaria de Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural do Estado, Altair Silva. Voltado à aquisição de sementes de milho, calcário, melhoria de pastagens, apicultura e cobertura do solo, o ‘Terra Boa’ resulta de convênio firmado entre as pastas da Agricultura e Fazenda catarinenses, agroindústrias e cooperativas do Estado.

Ao comentar o êxito do programa, renovado há vários anos, Silva acentua a importância de investir no aumento da produtividade do milho no Estado, assim como desenvolver pesquisas de novas alternativas para abastecimento das cadeias produtivas de carne e leite. “Nossa intenção é aportar cada vez mais recursos para atender um número crescente de produtores”, resume.

No ano passado, o Terra Boa foi responsável pela aquisição de 310 mil toneladas de calcário, 216 mil sacas de sementes de milho, 1.799 kits forrageira, 329 kits apicultura, 1.635 abelhas-rainha e 248 kits solo saudável. Para melhor aplicação dos recursos por parte dos agricultores familiares, a assistência técnica dos produtores rurais é feita pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Entre as principais mudanças do Terra Boa, em 2020, destaque para o foco à distribuição de sementes de milho de alto valor genético, o que proporciona rendimento superior por hectare plantado. A variedade é a preferida por 70% dos produtores. Somente no ano passado, mais de R$ 27 milhões foram investidos na aquisição de sementes, beneficiando mais de 54 mil produtores. Como Santa Catarina é um dos maiores importadores de milho do país, o grão é considerado elemento fundamental para garantir a competitividade do segmento de carnes do Estado.

Outra iniciativa oportuna foi o reforço, por conta da estiagem, de 17 mil sacas de sementes de milho, o equivalente a um investimento de R$ 8,3 milhões. A falta de chuvas prejudicou muito as lavouras de milho e de milho silagem. Em compensação, cotas-extras poderão ser empregadas no replantio, em especial, nas microrregiões Oeste, Extremo-Oeste e Meio-Oeste.  


Por Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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