Projeto de R$ 2 mi do Mapa beneficia agricultores familiares do Amazonas

Publicado em: 06 fevereiro - 2021

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Agricultores familiares amazonenses – que se dedicam à produção de castanha-do-brasil, pirarucu e guaraná – poderão contar, até 2022, com investimentos de R$ 2 milhões, referentes a um projeto de capacitação e gestão de empreendimentos, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A iniciativa inclui, ainda, a sistematização de informações do extrativismo e da sociobiodiversidade, para estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a ampliar o acesso ao crédito, na linha Pronaf Bioeconomia. 

Com a ideia central de expandir a economia local, o coordenador-geral de Extrativismo da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Marco Pavarino, explica que a ação também beneficiará pequenos produtores, agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais.

A promoção de incentivos que confiram maior visibilidade aos produtos da região, para que estes ganhem maior valor agregado, é um dos objetivos da medida, segundo a diretora-presidente da Associação dos Agropecuários de Beruri (ASSOAB), no Amazonas, Sandra Amud, para quem “a ideia é agregar valor aos produtos da sociobiodiversidade, do extrativismo decorrente da agricultura familiar, visando sua inserção nos arranjos de bioeconomia, para geração de renda e melhoria da qualidade de vida da população”, avalia. 

“Uma (cadeia) fortalece a outra, à medida que a bioeconomia ganha força, desenvolvimento, e a sociedade passa a valorizar produtos da sociobiodiversidade como essenciais à economia ligada ao desenvolvimento ambiental e à manutenção dos recursos naturais”, assinala Sandra, ao citar como exemplo a Amazônia, “que possui uma diversidade de produtos que necessitam de incentivos e pesquisa para começar a serem explorados economicamente”.

Foco em C & T – Como as atividades desenvolvidas com agricultores familiares estarão focadas na promoção da bioeconomia, com viés em Ciência e Tecnologia (C&T), a diretora da ASSOAB explica que “a intenção é interiorizar o fomento para o desenvolvimento de arranjos produtivos, assim como a comercialização de suprimentos dos produtos da sociobiodiversidade e extrativismo”. 

Coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Mapa, o projeto faz parte do programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade é uma parceria com o governo do Amazonas, que visa “fortalecer as relações e os arranjos produtivos de comercialização entre os envolvidos nessas cadeias, superando um dos maiores entraves ao desenvolvimento do programa”, como o baixo grau de formação tecnológica voltada à inovação pelo segmento, implicando acesso reduzido a mercados diferenciados, demandando melhor estruturação dos mercados da bioeconomia no Amazonas. 


Por Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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