Projeto “O Mercado” aquece demanda por hortifrútis em Portugal

Publicado em: 01 fevereiro - 2021

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Desde iniciado, em dezembro último até hoje, o projeto denominado “O Mercado” já soma até agora vendas digitais de 540 cabazes (espécie de cestos que podem conter de cinco a sete produtos agrícolas) a mais de 200 famílias do Apeadeiro de Susão, região do Valongo, em Portugal, superando expectativas de analistas.

De acordo com o cronograma do projeto – resultante de parceria entre a Câmara Municipal de Valongo com a cooperativa de mesmo nome – todas as terças-feiras, os cabazes são entregues no Apeadeiro de Susão, e, às quintas-feiras, em Ermesinde, onde fica a loja da cooperativa, próximo à estação do comboio. Atualmente, estão envolvidos no projeto 22 produtores de Valongo, Gondomar e Paredes. Quanto aos formatos, cada cabaz (dotado de cinco itens e peso de 5kg) custa € 5 (cinco euros), enquanto a modalidade Super Família (sete variedades e peso de até 9kg) é vendida por € 8 (oito euros. Em ambos os casos, o consumidor recebe dicas e receitas saudáveis.

Sem esconder a satisfação com o resultado obtido, o presidente da cooperativa de Valongo, José Luís Dias, contou à agência Lusa que, “logo no início, as vendas superaram a estimativa inicial, pois, somente na primeira semana de dezembro, foram entregues mais de 70 cabazes, número bem superior ao previsto – de não mais do que 30. Dias explica que, como “não sempre iguais”, os cabazes estão sujeitos à “flutuação dos pedidos”, ou seja, conforme a demanda. Ao comentar as dificuldades de atender todos os pedidos – uma vez que, no inverno, a horticultura é mais fraca – o dirigente conta que a cooperativa “está escoando tudo o que é produzido”. Sua expectativa, agora, é de que, em março ou abril, a disponibilidade de produtos seja maior, acompanhando a alta da demanda.

Em que pese o confinamento (isolamento social imposto pelo governo português, devido à pandemia) o presidente da Câmara Municipal do Valongo, José Manuel Ribeiro considera “o “Mercado” um sucesso que superou todas as expectativas. Segundo ele, o projeto possui três grandes virtudes: “coloca na mesa dos valonguenses mais frutas e legumes frescos do que antes; a venda ocorre ambiente totalmente digital, da encomenda à entrega do cabaz, a um preço muito acessível a todas as classes sociais”. Ao mesmo tempo, Ribeiro defende a necessidade de “introduzir, entre população, novos alimentos e hábitos de consumo, em favor de uma melhor qualidade de vida da comunidade”.  Integrante do Plano de Ação da Saúde do biênio 2019/2020 e instituído pelo Legislativo municipal, o projeto Mercado visa promover e comercialização da produção agrícola da região, com a inclusão de produtos de época na dieta semanal das famílias.


Por Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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