Reunião discute agenda de desenvolvimento para o Pantanal

Publicado em: 28 outubro - 2016

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Mais de 150 representantes governamentais e de instituições de pesquisa, produtores rurais, atores da sociedade civil e lideranças empresariais estiveram reunidos em Miranda (MS), em 15 de outubro, para discutir estratégias para promover o desenvolvimento sustentável da região pantaneira nos próximos anos.

O resultado foi um documento conhecido por “Carta Caiman“, assinado pelos governadores Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul, e Pedro Taques, de Mato Grosso, formalizando ações de integração entre os estados em prol do bioma com a anuência do Ministério do Meio Ambiente. Durante o evento, a Embrapa Pantanal foi representada por Emiko Resende e Jorge Lara – empossado em outubro como chefe geral da unidade de pesquisa localizada em Corumbá (MS).

A sustentabilidade permeou toda a reunião. Um assunto bastante discutido foi o ecoturismo, considerado uma grande oportunidade para o Pantanal, e de que forma fazer com que nossos destinos turísticos se tornem ainda mais conhecidos dentro da cadeia. A importância da pecuária como fator produtivo – uma atividade histórica e muito bem adaptada à região – também fez parte da pauta. Foram abordadas, ainda, questões relacionadas ao avanço de lavouras de soja no bioma, por exemplo. Nesse contexto, a Embrapa Pantanal pode contribuir com o seu conhecimento, sua equipe técnica, o aproveitamento de dados já gerados e, eventualmente, com novas pesquisas acomodadas dentro desse conceito, que enxerga o Pantanal como um só nos dois estados“, afirma Jorge.

De acordo com o chefe-geral, outro papel da unidade de pesquisa em meio a discussões como essas é o de atuar como parceira. “Buscamos usar o reconhecimento que a sociedade sente pelo nome da Embrapa, conquistado com mérito e por meio de um trabalho realizado com neutralidade e seriedade, para reunir e promover discussões técnicas entre os diversos atores da região“, diz. Emiko Resende, que atuou como chefe geral nos últimos seis anos, ressalta a importância de basear legislações em informações produzidas pela pesquisa. “Espero que os dados técnicos gerados pela unidade sejam incluídos na maior quantidade de políticas públicas possível. A informação é necessária para que a sociedade tome as melhores decisões”.

Jorge, que assume a chefia da Embrapa Pantanal a partir de 2016, começa a atuação em meio ao amplo reconhecimento do trabalho realizado pela instituição, expresso na reunião por diversos representantes governamentais e de instituições relevantes para o bioma. “Tivemos a oportunidade de conversar com o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e ele registrou claramente que conhece a atuação da Embrapa Pantanal e que ouviu falar muito bem do nosso trabalho“. Emiko Resende completa: “O Jorge assume em um momento em que todas as conjunções são ótimas. Nós estamos com as portas abertas e com o nosso discurso muito alinhado com o desses atores – o da busca pela sustentabilidade, beneficiando questões econômicas, ambientais e sociais em conjunto. As perspectivas são as melhores possíveis. Resta a nós, trabalhar“.