Segurança alimentar, agricultura sustentável e desenvolvimento do agro unem Secretaria da Agricultura e Uniesp

Publicado em: 01 dezembro - 2016

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio de sua Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-SP), no âmbito da qual o Conselho se estrutura, e o Instituto Educacional Irineu Evangelista de Souza – Barão de Mauá (Uniesp) celebraram um protocolo de intenções visando futura parceria para a implantação de ações, projetos, pesquisas e programas em segurança alimentar e nutricional e desenvolvimento do agronegócio e agricultura sustentável.

Todos os nossos departamentos direcionaram sua atuação para a busca desse objetivo. Os institutos de pesquisa estão estudando os custos de produção de alimentos, a formação de preços, controle biológico de pragas e novos cultivares e manejo que permita o abate precoce; tecnologias que são levadas aos produtores, especialmente aos pequenos, por meio da extensão rural; fiscalização do cumprimento da legislação e garantia da saudabilidade dos alimentos e, fechando esse circuito, apoio ao agricultor com a criação de novos canais de escoamento da produção e orientação à população sobre alimentação saudável. Sempre alinhando sua atuação com as premissas que determinam a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente”, destacou Arnaldo Jardim, titular da Secretaria, por ocasião do lançamento, em 24 de outubro de 2016.

Nesse sentido”, prosseguiu o secretário, “a assinatura desse protocolo de intenções com a Uniesp vem convergir com os eixos prioritários da Secretaria de Agricultura, explicitados pela ação de nossas coordenadorias, e se apresenta como uma oportunidade ímpar de disseminar e aprofundar os conceitos de segurança alimentar e nutricional”, concluiu.

José Fernando da Costa, reitor da Uniesp, afirmou que o protocolo de intenções permite o desenvolvimento de um grande projeto que beneficiará os alunos da instituição, o Governo do Estado, representado pela Secretaria de Agricultura, e a comunidade. “Nosso grande desafio para as próximas décadas é aumentar a produção de alimentos sem destruir o meio ambiente. Vamos envolver nesse projeto alunos e professores dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharias de Alimentos e Florestal e Nutrição. O Brasil é um celeiro com responsabilidade de produzir alimentos para o mundo”, ressaltou.

O gestor da Codeagro, Michel Reche Beraldo, lembrou que a Secretaria de Agricultura tem desenvolvido uma série de projetos para ajudar o agricultor. “Criamos o sistema de compras públicas, que informa de forma simplificada onde e quando existem editais abertos e o que o produtor deve fazer para participar, e a pesquisa de preço de produtos orgânicos realizada em supermercados, feiras livres e sites, além do excelente trabalho realizado pelo Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans), que testa receitas e disponibiliza uma série de publicações sobre alimentação saudável. Os dados são públicos e estão disponíveis no site da Coordenadoria”, afirmou.

José Valverde Machado Filho, secretário-executivo do Consea-SP, destacou a capilaridade da Uniesp, uma instituição com mais de 100 mil alunos e campus instalados em 103 municípios brasileiros nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Pernambuco.

De acordo com ele, “nós temos uma expectativa muito boa de poder contar não somente com os pesquisadores e professores, mas também com o corpo discente da Uniesp, a fim de que a pauta da segurança alimentar e nutricional possa ser disseminada nesse importante setor que é o acadêmico”, afirmou, lembrando que a universidade sediará, no interior e até mesmo na Capital e grande São Paulo, alguns eventos do Consea-SP, entre eles reuniões plenárias e das comissões regionais, sempre com a participação de professores e alunos da Uniesp.

O Consea-SP é um órgão formado por representantes do poder público e da sociedade civil que assessora o Governo na elaboração de políticas públicas relacionadas à segurança alimentar e nutricional. É formado por 36 membros, sendo 12 representantes do poder público estadual e 24 da sociedade civil, 16 dos quais são indicados pelas Comissões Regionais de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CRSANS) e os oito remanescentes provêm de entidades com contribuição na área de segurança alimentar.



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