Sistema Ocepar registra faturamento de R$ 110 bi em 2020

Publicado em: 07 dezembro - 2020

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Formado por 221 entidades, mais de 2,5 milhões de cooperados registrados em sete segmentos (agronegócio, crédito, saúde, transporte, infraestrutura, além de serviços especializados e cooperativas de consumo), o Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) obteve faturamento de R$ 110 bilhões este ano. A cifra – mais do que o dobro do orçamento estadual (R$ 51,6 bilhões) no período – foi divulgada na sexta-feira (4), durante o 4º Encontro Estadual de Cooperativas Paranaenses.

Para a organização, o desempenho positivo se deve, sobretudo, ao papel do cooperativismo no agronegócio, uma vez que este responde por 65% da produção agrícola estadual e 45% dos produtos da pecuária. Animada com os resultados colhidos, a Ocepar projeta como marca dos próximos anos atingir um faturamento das associadas próximo a R$ 200 bilhões. Reforça essa expectativa a criação, mesmo em plena pandemia, de 10 mil empregos pelas cooperativas paranaenses ligadas ao Sistema Ocepar, revelou o presidente da entidade, José Roberto Ricken. “Em mais de 130 municípios, o cooperativismo é o maior gerador de tributos, empregos e renda”, destacou, ao imaginar um 2021 promissor, em que o Paraná deverá ganhar o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação e da peste suína clássica, ‘senhas’ para a inserção dos produtos paranaenses em nível global.

Ao comentar que os números do setor “reforçam a importância da união para construção de uma sociedade desenvolvida, o governador do Paraná, Ratinho Junior, e seu vice, Darci “retomada econômica vai demandar muito trabalho e empenho de todos”. Na mira de ambos, transformar o Paraná em ‘hub logístico’ na América Latina. “Estamos investindo em infraestrutura, facilitando acessos e encurtando as distâncias”, informou o governador. 

Competitividade internacional – O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Mello, por sua vez, entende ser muito importante “alinhar o setor produtivo e acirrar a competitividade internacional”. Na sua avaliação, as cooperativas “são a melhor forma de inserir pequenos agentes no mercado internacional”. Já o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes, assinalou que a ideia do cooperativismo, associada à crise decorrente da Revolução Industrial, “continua sendo uma forma de os trabalhadores se unirem para superar crises”. 

De acordo com o publicitário Nizan Guanaes, também presente ao evento, “o principal desafio do agronegócio brasileiro é melhorar sua comunicação, pois ele é global em tudo, menos em comunicação. Nisso, ele é caipira. Não é que ele se comunica mal, ele não se comunica”, analisou, acrescentando uma condicionante ao sucesso externo. “Enquanto não começar a se comunicar, vai ter problemas para entrar em novos mercados ou falar com os consumidores mais jovens desses mercados”, concluiu.


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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