Três safras no mesmo ano agrícola melhoram rentabilidade em até 20%

Publicado em: 15 agosto - 2021

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A região Oeste e o estado do Paraná reúnem condições especiais que os tornam modelo em produção e produtividade agrícola. Além da fertilidade do solo e da dedicação dos produtores, essas áreas contam com clima que permite o cultivo e colheita de três safras por ano. Muitos agricultores passam a investir na novidade e os resultados são muito bons, como mostra o mais recente dos episódios da edição de inverno do Show Rural Coopavel que já está disponível nos canais www.showrural.com.br e youtube.com/showruralagro.

Uma das principais vantagens da adoção do sistema é melhorar a rentabilidade da propriedade em até 20% no ano. O agrônomo da Coopavel Amauri Procopilk informa que o avanço das pesquisas e o lançamento de cultivares e híbridos precoces de alto potencial produtivo têm grande parcela de contribuição na viabilização e no sucesso das três safras anuais. “O planejamento, considerando os períodos de plantio e colheita, é outro aspecto a ser considerado com o máximo de atenção”, conforme Amauri.

O melhoramento genético trouxe ao mercado várias opções de materiais de ciclo curto de excelente desempenho. Os produtores precisam, na soja, escolher cultivar com ciclo de 120 dias, com elevado potencial produtivo e de fácil adaptação ao plantio antecipado. Para o híbrido de milho, a escolha deve ser de superprecoce de qualidade com ciclo de até 145 dias. Os materiais selecionados devem ter tolerância e resistência a pragas e a doenças. Para ganhar tempo e manter a agenda de três safras sob controle, a colheita do milho deve ser antecipada considerando umidade do grão entre 25 e 28 graus.

A semente de trigo precisa reunir, como virtudes, boa sanidade, elevado potencial produtivo e boa qualidade industrial. O ciclo, precoce, deve ser de 110 dias. Conforme Amauri, a recomendação é de plantio da soja na última dezena de setembro com colheita no fim de janeiro. Em seguida, entra-se com o milho com previsão de colheita na segunda metade de junho. Em razão de o período estar dentro do zoneamento indicado, o produtor poderá optar inclusive pelo seguro agrícola do trigo.

Seguindo o cronograma das três safras, o plantio do trigo deve ocorrer na metade de junho com previsão de colheita na última dezena setembro. Técnicos informam que é possível, caso necessário, empregar a dessecação para antecipar as colheitas. O clima é um aspecto importante nessa estratégia, observa o agrônomo da Coopavel. “Por isso, principalmente no inverno devido à baixa ocorrência de chuvas, do agricultor requer-se boa logística de máquinas e implementos para agilizar a colheita e o plantio das culturas nas épocas devidamente recomendadas”.

Embora relativamente nova, a opção pelas três safras no mesmo ano agrícola traz inúmeras vantagens e benefícios: os resultados financeiros são maiores e há ganhos agronômicos com a maximização do potencial do solo, aumentando a produtividade e diminuindo os custos com a correta gestão do uso de defensivos e herbicidas. Amauri Procopilk informa que há benefícios indiretos e diretos que atraem número cada vez maior de produtores rurais interessados em aderir a esse sistema de cultivos.

Os benefícios indiretos são os seguintes: melhor aproveitamento dos fertilizantes químicos no sistema; maior produção de palha (milho contribui com 5,5 mil quilos de palha com hectare; e o trigo com até 4,5 mil quilos/hectare) e controle de plantas daninhas, principalmente de buva e amargoso. Há ainda melhorias na plantabilidade da soja sobre a palhada do trigo.

Os benefícios diretos são: melhor uso da infraestrutura da propriedade rural; melhor rentabilidade e aumento de palhada no sistema dificultando a germinação de sementes de plantas daninhas levando à economia defensivos. “Somente nesse ponto em específico, de melhor gestão dos produtos químicos, o agricultor consegue reduzir custos de duas sacas de soja por hectare”, conforme Amauri.

Em razão do plantio sobre palhadas, principalmente da do milho, exigem-se alguns ajustes nos equipamentos para permitir a potencialização de resultados. O agrônomo Matheus Antonio Cantelli explica que a regulagem da semeadeira deve ser rigorosa. A pressão sobre os carrinhos de semeaduras deve estar correta para que o equipamento possa cortar a palhada, abrir o sulco, distribuir as sementes e o fertilizante que, ao mesmo tempo, têm que estar corretamente cobertos por camada de solo.

Os produtores rurais devem estar atentos à pressão das molas e dos limitadores de profundidade, observando sempre às características da palhada em cada talhão. Com o uso dessa técnica, a quantidade de sementes, quando o cultivo ocorrer sobre a palha do milho, deve ser 20% maior ao convencional. A fertilização também precisa ser maior e a velocidade do maquinário ser menor para que a operação aconteça da melhor forma possível.


Fonte: Imprensa Coopavel


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