Cocamar fortalece sua atuação no Estado de São Paulo

Publicado em: 28 setembro - 2015

Leia todas


marupiara_020

Atuando desde meados de 2013 no Estado de São Paulo, para onde também direciona seu projeto de expansão, a Cocamar já possui estruturas de atendimento em Presidente Prudente e Iepê e prepara a abertura de instalações em Palmital e Piraju, todos na região oeste.

A ida para Estados vizinhos – há outra frente no sudoeste do Mato Grosso do Sul, onde já está em Nova Andradina e Ivinhema – , faz parte da estratégia da cooperativa para continuar crescendo. O objetivo, conforme define o seu planejamento estratégico, é chegar a 2020 com o dobro do faturamento previsto para 2015, de R$ 3,1 bilhões. Entre as maiores em seu setor no País, a Cocamar possui 15,4 mil produtores associados e uma rede de 60 unidades, a maioria nas regiões noroeste e norte do Paraná.

O interesse da Cocamar, entretanto, não se resume apenas em aproveitar oportunidades para expandir. “Como cooperativa, temos compromisso com o desenvolvimento econômico das regiões”, aponta o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço. Por isso é que, logo ao chegar a Presidente Prudente, parcerias foram firmadas e esforços começaram a ser feitos para a divulgação, junto aos produtores, de um sistema que encontra ali um grande potencial para desenvolver-se: a integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF). É o que ela já faz em sua região, no Paraná, há quase duas décadas. A proposta de incorporar pastos degradados ao processo produtivo já começa a render frutos. Mesmo com a sua forte tradição pecuária e fatores que alguns consideram adversos, como o solo arenoso e as altas temperaturas no verão, o oeste paulista começa a abrir espaço para a agricultura. “Estamos assistindo a uma mudança histórica”, afirma Lourenço, explicando que a integração “é um choque de produtividade”.

Exemplo desses novos tempos é a Fazenda Campina, do Grupo Carlos Viacava, que na semana passada sediou um dia de campo sobre ILPF. Situada entre Caiuá e Presidente Venceslau, a 70km de Presidente Prudente, a Campina terá um terço de seus 3 mil hectares cultivados com soja na safra 2015/16, a ser semeada em outubro. “Estamos reformando os pastos com soja há dois anos”, explica o agropecuarista Carlos Viacava. Para isso, com a orientação da Embrapa, da Cocamar e da universidade Unoeste, ele implantou um projeto de ILPF e está transformando a propriedade, cultivando grãos no verão, intensificando a pecuária no inverno e, de quebra, plantando eucaliptos para trazer conforto térmico aos animais e ter uma fonte de renda a mais com a produção de madeira.

Segundo presidente da Cocamar, o processo de avanço da ILPF ainda é lento, mas, pressionados pelos custos e a baixa produtividade do modelo tradicional, pecuaristas têm se mostrado mais receptivos a esse sistema. No Brasil, já seriam cerca de 2 milhões de hectares mantidos com sistemas integrados.

Para o presidente da Rede de Fomento à ILPF, Paulo Herrmann, a integração é a terceira grande revolução da agricultura. As duas primeiras foram o advento do plantio direto e a segunda safra, cultivada no inverno. “Não há como pensar mais apenas em culturas individuais, pois a integração é um negócio interessante economicamente e também uma atividade sustentável”, declarou.