Agropecuária e Agronegócio: os baluartes do cooperativismo – Ronaldo Scucato é Presidente do Sistema Ocemg

Publicado em: 25 agosto - 2021

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Apesar da instabilidade política e dos problemas advindos com a Covid-19 e suas variantes, o setor agropecuário e o agronegócio brasileiro têm garantido insumos e alimentos de qualidade, liderando o enfrentamento da crise com a continuidade do crescimento da produção e da exportação, bem como por meio do abastecimento do mercado interno, se destacando dos demais segmentos. E isso se deve ao potencial agrícola do país, às transformações no campo, às boas estratégias, à profissionalização dos gestores e da mão de obra, além da gestão eficiente, característica intrínseca do cooperativismo.

Presente em diversas cadeias produtivas, as cooperativas agropecuárias são essenciais para o desenvolvimento econômico do país, colaborando efetivamente para a geração de renda e de empregos. No Brasil, em 2020, o ramo agropecuário somou 1.173 cooperativas, com mais de um milhão de cooperados, gerando 223 mil empregos diretos.

Em Minas Gerais, o segmento conta com 157,5 mil cooperados, organizados em 193 cooperativas, que empregam diretamente cerca de 17 mil trabalhadores, contribuindo com uma movimentação econômica de quase 27 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao ano de 2019. Vale ressaltar que as cooperativas do ramo representam 36,6% da movimentação econômica, resultados que proporcionam qualidade de vida e desenvolvimento para o Estado.

O Brasil tem uma vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados às suas cadeias produtivas. Somos exultantes em dizer que vivemos em um país privilegiado por ter um clima diversificado, com água doce disponível, terras agricultáveis férteis e de alta produtividade e energia solar abundante. Apesar da irregularidade de chuvas nos últimos meses e de intempéries climáticas como as geadas, que ao final de julho afetaram as regiões do Sul de Minas, do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba, causando estragos nas lavouras de café e de outras culturas, ainda assim, podemos nos orgulhar de fazer um agronegócio eficiente, competitivo, seguro e rentável, e por termos um setor agropecuário próspero em Minas e em todo o país.

É tanto que, em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro fechou com um crescimento recorde de 24,31%, resultado que fez com que o setor alcançasse a participação de 26,6% do PIB total do Brasil. O mesmo ocorreu em Minas Gerais no mesmo período, em que as cooperativas agropecuárias representaram 18% do PIB do agronegócio mineiro, demonstrando que o desempenho positivo do agro é cada vez mais importante para consolidar o setor como um dos principais pilares da economia.

Esses resultados enaltecem a importância do cooperativismo para a economia brasileira. Contudo, apesar da pujança do agronegócio é necessário estarmos atentos e preparados para novos desafios e demandas associadas à acelerada transformação digital e as turbulências de crises e calamidades ambientais; pois o futuro dos negócios se insere em um ambiente cada vez mais exigente e competitivo, o que demanda das cooperativas e de seus dirigentes uma capacidade de gestão e governança eficaz  para identificar as adversidades e oportunidades para seguir se modernizando e crescendo.

O Sistema Ocemg estará sempre atento e preparado para orientar as cooperativas mineiras. Estamos de olho no dinamismo dos mercados e, em todos os nossos cursos e capacitações, já alertamos e compartilhamos a nossa expertise educacional para que as cooperativas estejam gradativamente preparadas para a diversificação das atividades e inserção em novos mercados, mantendo a sua capacidade de expansão, produtividade, excelência em gestão, atributos que fazem do cooperativismo um segmento que segue se reinventando em busca de novas soluções.

Somos Fortes, SomosCoop!


*Por Ronaldo Scucato, Presidente do Sistema Ocemg



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