Na vida, nas empresas e no agro: diferentes visões do cooperativismo – Nivaldo José Camillo de Oliveira é diretor executivo da Cocre

Publicado em: 19 janeiro - 2022

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Na contramão do individualismo e do entendimento de que podemos fazer tudo sozinhos e viver independente dos outros, a lógica mostra que juntos somos mais fortes e podemos ir bem mais longe. E essa é a essência do cooperativismo, um modelo colaborativo que busca fortalecer as esferas pessoais, empresariais e organizacionais, definindo novas formas de promover os relacionamentos e os negócios.

Quando o assunto é o cooperativismo financeiro, ou o cooperativismo de crédito (que é o caso da Cocre), os objetivos não são diferentes. Seja na vida das pessoas, nos negócios, empreendimentos ou mesmo no agronegócio, as cooperativas atuam como uma importante alternativa que visa apoiar o desenvolvimento da economia do país como um todo.

E todo esse apoio é prático, ou seja, impacta diretamente na vida e nos negócios das pessoas e repercute em todas as esferas da sociedade. Para pessoa física, o cooperativismo de crédito oferece todos os produtos e serviços de um banco tradicional, mas com a vantagem de ser dono do negócio. Isso porque no nesse modelo de negócio não existem clientes, mas sim, associados, que todos os anos têm o direito de receber as sobras dos lucros da instituição, entre outros benefícios, como por exemplo, fazer parte de comitês e votar em decisões.

O cooperativismo entende a importância das empresas para a economia das cidades e, consequentemente, do país. Por isso, o setor empresarial encontra no modelo uma base sólida e uma mola propulsora para a realização de bons negócios. Tanto que, nos últimos 5 anos o número de empresas associadas a cooperativas de crédito subiu 123% nos país, sendo a grande maioria delas, micro, pequenas e médias empresas.

Esse crescimento se dá, principalmente, pela facilidade em se tomar um empréstimo em uma cooperativa se comparado com outras instituições. Segundo a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), pode custar até 30% menos tomar um empréstimo em uma cooperativa. Isso sem falar na burocracia, que é bem menor. E como o setor empresarial depende muito do crédito, 2 das 3 instituições que mais emprestam dinheiro para os pequenos empreendedores são cooperativas.

Já quando o assunto é agronegócio, as cooperativas são ainda mais lembradas. No total, entre as cerca de 900 cooperativas financeiras que atuam no país, 437 priorizam o segmento rural. Talvez por isso, conforme os dados do Banco Central, o volume de financiamentos liberados por cooperativas para o setor subiu de 9% entre 2013 e 2014, para mais de 17% em 2019. Período em que os bancos privados, por exemplo, registraram uma queda de 5,3%.

Esses são alguns dos motivos que fazem das cooperativas de crédito uma das principais alternativas para as pessoas, empresas e para o homem do campo. Seja qual for a sua realidade, o cooperativismo tem a solução ideal para tornar a sua vida financeira mais equilibrada e justa!


*Nivaldo José Camillo de Oliveira é diretor executivo da Cocre



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