Balança tem superávit de US$ 210,3 milhões até a terceira semana de fevereiro

Publicado em: 23 fevereiro - 2021

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A balança comercial registrou superávit de US$ 210,3 milhões até a terceira semana de fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (22/2). A corrente de comércio alcançou US$ 22,64 bilhões no acumulado do mês, com US$ 11,42 bilhões de exportações e US$ 11,21 bilhões de importações. Comparados a fevereiro do ano passado, pela média diária, os resultados apontam crescimento de 1,5% nas exportações e de 17,1% nas importações, com a corrente de comércio subindo 8,7% e o superávit recuando 87,5%.

Já no acumulado do ano, as exportações somam US$ 26,23 bilhões, com alta de 5,7%, e as importações sobem 11,8% e chegam a US$ 27,15 bilhões, resultando em um déficit de US$ 915,2 milhões, com uma corrente de comércio de US$ 53,38 bilhões.

O aumento das exportações foi impulsionado pelo crescimento de 14,6% nas vendas da Indústria Extrativa, que chegaram a US$ 3,42 bilhões, e de 3,2% da Indústria de Transformação, com US$ 6,55 bilhões, enquanto na Agropecuária houve redução de 25,3%, somando US$ 1,38 bilhão.

As maiores altas na Indústria Extrativa foram de minério de ferro e seus concentrados (88,8%), minérios de alumínio e seus concentrados (4,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (367%). A Indústria de Transformação aumentou as vendas de farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (111%), além de ouro não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (74,8%) e açúcares e melaços (40,4%).

O recuo das vendas da Agropecuária foi puxado por soja (-60,1%), lã e pelos em bruto (-63%) e animais vivos, excluindo pescados ou crustáceos (-47,5%), mas o setor elevou as vendas de milho não moído, exceto milho doce (204,6%), café não torrado (13%) e algodão em bruto (48,2%).

Nas importações, até a terceira semana do mês, a Secex destaca o crescimento de 16% nas compras da Indústria de Transformação, que chegaram a US$ 10,16 bilhões, e de 11% na Agropecuária, com US$ 266,84 milhões. Já na Indústria Extrativa, as importações atingiram US$ 542,41 milhões, recuando 0,23% pela média diária, na comparação com fevereiro de 2020.

A alta das importações no mês é influenciada, principalmente, pela entrada de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, que somam US$ 1,432 bilhão (30.710%). Ainda na Indústria de Transformação, destacam-se os aumentos nas compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (75,3%), válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores (39,9%).

Na Agropecuária, cresceram as importações de milho não moído, exceto milho doce (300%), cacau em bruto ou torrado (26,2%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (36,1%). A Indústria Extrativa, apesar do recuo na média diária geral, registrou crescimento nas compras de outros minérios e concentrados dos metais de base (164,9%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (16,5%) e gás natural, liquefeito ou não (55,7%).


Fonte: Ministério da Economia


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