Balança tem superávit de US$ 23,04 bilhões no ano, com alta de 63,5%

Publicado em: 18 maio - 2021

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O superávit da balança comercial continua em ritmo de alta e atinge US$ 23,04 bilhões no acumulado do ano, até a segunda semana de maio, com crescimento de 63,5% pela média diária, na comparação com o período de janeiro a maio de 2020. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) atinge US$167,98 bilhões no período, com crescimento de 25%.

As exportações em 2021 já somam US$ 95,51 bilhões, com aumento de 28,7%, enquanto as importações cresceram 20,5% e totalizaram US$ 72,47 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17/05) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado do mês, as exportações cresceram52,9% e somaram US$13,39 bilhões, enquanto as importações subiram 60,9% e totalizaram US$8,59 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,8 bilhões, em alta de 40,4%, e a corrente de comércio alcançou US$21,99 bilhões, subindo 55,9%.

Se for considerada apenas a segunda semana de maio, as exportações somaram US$7,094 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$4,21 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,883 bilhões e a corrente de comércio alcançou US$11,304 bilhões.

Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 1,339 bilhão) com a de maio de 2020 (US$875,99 milhões), houve crescimentode52,9%, em razão do aumento nas vendas da indústria extrativista (96,9%), da agropecuária (56,4%) e dos produtos da indústria de transformação (34,9%).

O aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: minério de ferro e seus concentrados (116,8%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (107,5%); minérios de alumínio e seus concentrados (99,9%); pedra, areia e cascalho (63,2%) e outros minerais em bruto (2,3%).

Já em relação à indústria de transformação, destaque para o crescimento nas vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (147,1%); veículos automóveis de passageiros (1.411,9%); aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (1.052,3%); celulose (31,9%) e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (66,9%).

Entre os produtos agropecuários, a alta das exportações contou com o crescimento nas vendas de soja (66,3%); algodão em bruto (62,1%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (39,4%); mel natural (90,3%) e matérias vegetais em bruto (57%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de maio de 2021 (US$859,32 milhões) ficou60,9% acima da média de maio do ano passado (US$ 534,1 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente as compras de produtos da Indústria extrativista (135,9%), da indústria de transformação (58,8%) e também da agropecuária (38,2%).

Na indústria extrativista, os destaques de alta nas importações foram óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+ 589,5%); gás natural, liquefeito ou não (+ 193,8%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+ 14,8%); minério de ferro e seus concentrados (+ 416.113,6%) e fertilizantes brutos, exceto adubos (+ 124%).

Na indústria de transformação, o aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (236,9%); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (118,6%); partes e acessórios dos veículos automotivos (130,3%); equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (40,2%) e compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (40,1%).

Já na agropecuária, a alta nas importações ocorreu, principalmente, pela compra de trigo e centeio, não moídos (48,4%); soja (332,2%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (133,1%); milho não moído, exceto milho doce (1.016,9%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (60,7%).


Fonte: Ministério da Economia


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