Cooperativismo de crédito pode impulsionar construção civil

Publicado em: 08 dezembro - 2020

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Instrumento poderoso de inclusão, educação financeira, mas também de desenvolvimento socioeconômico. Assim definiu o diretor-presidente do Sicoob Engecred, Fabrício Modesto Cesar, a importância do cooperativismo, no sentido de impulsionar a economia, em especial, a construção civil.

“As cooperativas de crédito são uma alternativa de apoio ao desenvolvimento da indústria da construção brasileira, assim como contribui com o agronegócio em todo o território nacional. A exemplo do agro, o perfil das empresas e produtos da indústria da construção aponta para muitas oportunidades, tendo em vista as diferentes soluções oferecidas pelo cooperativismo”, avaliou Cesar, ao participar, na quarta-feira (2), do painel “As fintechs e as cooperativas de crédito como ferramentas de desconcentração bancária”, no 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Como reforço à iniciativa, Cesar argumentou que o cooperativismo ‘entende’ as necessidades do setor (da construção civil), que apresenta um modelo de crédito mais detalhado e complexo, que requer mais proximidade do cliente, tese apoiada, pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, quando participou, em novembro último, do IV Painel Cooperativismo Financeiro realizado pelo Sicoob.

Para atestar sua força crescente, o cooperativismo financeiro bateu, no ano passado, a marca de 10,9 milhões de associados, conforme apontou estudo do Banco Central (BC), depois consolidado no Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Sobre esse número colossal, o presidente do Sicoob Engecred comentou que o segmento apresentou, em 2019, quase o triplo do crescimento verificado nos demais, contabilizando R$ 274 bilhões em ativos totais e captações de R$ 204 bilhões.

Ao constatar essa expansão notável tem ocorrido, tanto nos grandes centros, quanto no interior do país, Cesar explica que “que o mercado busca alternativas de crédito melhores e mais justas, alinhadas ao relacionamento consultivo e de maior proximidade, diferencial único e que está no DNA das cooperativas”.

Já o diretor de Regulação do Banco Central (BC), Otávio Ribeiro Damaso observou que “a presença do cooperativismo financeiro no país é um aspecto relevante no sistema financeiro”, ao destacar o que o atual processo de inovação do Sistema Financeiro Nacional (STF) vem fomentando a criação de novos modelos de negócios, o que contribui para a desconcentração bancária, inclusive geográfica, sem contar que a digitalização de dados “permite um melhor diagnóstico do setor”.

Maior instituição financeira cooperativa do país, o Sicoob conta hoje com mais de 5 milhões de cooperados, 2 mil pontos de atendimento, em aproximadamente 2 mil municípios brasileiros, além de ostentar o 45º lugar no ranking dos 200 Maiores Grupos da Revista Exame 2019. Atuante no mercado há 19 anos, o Sicoob Engecred –  ligada à Central Sicoob Uni – detém R$ 1 bilhão em ativos totais, além de possuir 12 mil associados em todo o país, o que o coloca entre as 20 maiores cooperativas do Sistema Sicoob.


Por Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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