Linha de crédito de R$ 11 mi garante energia de melhor qualidade a produtores gaúchos

Publicado em: 09 janeiro - 2021

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A busca de maior produtividade em diferentes cadeias de produção primária é um dos objetivos da linha de crédito de R$ 11 milhões disponibilizada aos produtores rurais pelo governo do Rio Grande do Sul, via Banco Regional do Extremo Sul (BRDE), para financiamento de serviços de distribuição de energia elétrica trifásica, que integra o programa estadual “Energia Forte do Campo”.

Pelo termo de cooperação técnica – assinado nessa terça-feira (22) pelo Executivo estadual e a instituição de fomento – ficam estabelecidos compromissos na execução do programa, por meio   da construção, ampliação ou readequação de redes de distribuição rurais trifásicas. A concessão dos empréstimos aos produtores rurais utilizará as garantias das cooperativas que atendem a esses consumidores.

A previsão é de que, na primeira etapa, o aporte chegue a R$ 20 milhões. Sem contar a contrapartida de R$ 11 milhões por parte do BRDE – com carência de até dois anos e prazo de dez anos para quitação – o governo gaúcho destinará outros R$ 4 milhões, as cooperativas participarão com R$ 3 milhões, enquanto as prefeituras contribuem com R$ 2 milhões. 

Ciente que a questão energética é um dos principais gargalos da infraestrutura nacional que reduz muito a competitividade entre estados, a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, explica que sua instituição “está comprometida a apoiar projetos sustentáveis, que gerem energias limpas, mas também cooperem para a distribuição de renda e criação de empregos”.

Para a primeira fase, o programa selecionou 39 projetos, correspondentes a 18 municípios gaúchos, com destaque para a parceria entre as cooperativas Certel, a Cooperativa de Geração e Distribuição de Energia Elétrica (Coprel) e a Cooperativa Regional de Energia Taquari-Jacuí (Certaja).  

“Um momento histórico em favor dos produtores rurais, que passarão a contar com energia de qualidade para ampliar a produção”, comentou o secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Artur Lemos Júnior Artur Lemos, a respeito da importância do programa para o meio rural, cujos recursos “já estavam reservados no orçamento deste ano”, o que assegura a destinação específica dos valores nos projetos de ampliação e qualificação das redes trifásicas”.

O presidente da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Fecoergs), Erineo José Hennemann, por sua vez, acentua que a chegada das redes trifásicas deverá impactar positivamente no desenvolvimento do estado. “É um momento de grande expectativa para o cooperativismo, pois, a partir de agora, teremos condições de ampliar as atividades em muitas áreas, garantindo renda e postos de trabalho”, assinalou. 

Atualmente, o Rio Grande do Sul soma 506 mil propriedades rurais eletrificadas, correspondentes a 160 quilômetros de redes primárias de distribuição. Desse total, apenas 37% são redes trifásicas.   


Marcello Sigwalt – Redação MundoCoop


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