Maior pacto comercial do mundo é firmado entre a China e outros 14 países

Publicado em: 16 novembro - 2020

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O Valor Econômico noticiou, nesta segunda-feira (16/11), com informações da Dow Jones Newswires, que a China e outros 14 países assinaram o maior acordo comercial do mundo, neste domingo (15/11), após vários anos de negociações difíceis. De acordo com o jornal, “A Parceria Regional Econômica Abrangente (RCEP, na sigla em inglês) cria um bloco que responde por mais de 30% do PIB mundial. Reúne muitas das maiores e mais pujantes economias da região da Ásia-Pacífico, que deixaram diferenças geopolíticasde lado para finalizar o acordo. Além da China, também fazer parte da RCEP Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e dez países do Sudeste Asiático como Indonésia, Vietnã, Tailândia e Cingapura.”

Os Estados Unidos não fazem parte do grupo e estava envolvido na formação de um bloco diferente – a Parceria Transpacífico (TPP), que “não incluía Pequim e tinha por objetivo conter o crescente poder de influência da China. Mas Washington, que durante o governo Trump evitou grandes acordoscomerciais multilaterais, optou por não entrar na TPP, que acabou tendo uma versão modificada assinada por 11 países do grupo. O novo pacto aumenta a pressão sobre Joe Biden para aprofundar o envolvimento comercial dos EUA na região da Ásia-Pacífico. Em 2019, ele alertou para o risco deque se os EUA não escrevessem as regras do jogo, a China iria fazê-lo. Disse que tentaria renegociar a TPP, mas ainda não tomou uma posição a respeito”, informa a matéria do Valor Econômico.

Ainda de acordo com o jornal, os países do novo bloco já mantêm relações comerciais entre si, mas o novo tratado “é considerado importante porque resultará em um sistema comercial mais unificado.O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse que a assinatura mostrou que o multilateralismo e o livre comércio ‘ainda representam a direção certa da economia mundial e da humanidade’. De acordo com o governo do Japão, o RCEP eliminará tarifas sobre 91% das mercadorias comercializadas entre os membros”, segundo a reportagem.


Fonte: Sistema Ocepar


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