Mesa redonda discute a “tensão digital” entre bancos e consumidores

Publicado em: 24 novembro - 2021

Leia todas


A relação entre bancos e seus clientes tem se modificado nos últimos anos, criando uma dinâmica onde a confiança nos serviços tem sido cada vez mais importante. Diante de novas ferramentas, os dados dos clientes têm se tornado mais essenciais na hora de criar produtos customizados, e neste contexto, a tratativa desses dados tem sido um tópico de grande discussão. 

Esta verdadeira “tensão” foi tema da mesa redonda promovida pela Flybits, plataforma de experiência do cliente líder para o setor de serviços financeiros. Para discutir esse tema, o encontro virtual, que aconteceu ontem (23), contou com a presença de especialistas e profissionais do setor, incluindo Thoran Rodrigues, CEO da BigDataCorp, plataforma líder em captura de dados na América Latina,Bruno Diniz, sócio-gerente da Spiralem, empresa de consultoria em inovação focada no mercado financeiro e autor de dois livros sobre a evolução do tema e no segmento Fintech, e Claudia Daré, sócia da Latam Intersect PR e representante da Flybits no Brasil. 

O encontro foi pautado pela recente pesquisa da Flybits, que destacou a tensão digital que existe atualmente entre os bancos e seus clientes. O estudo mostrou que 24,1% dos brasileiros ignora mensagens e conteúdo não solicitados, enquanto 43,1% destacam que tais mensagens não os influenciam a realizar algum tipo de compra. 

A pesquisa ainda revela que 69% dos consumidores veem o contato de empresas desconhecidas como algo evasivo, uma vez que seus dados nunca foram compartilhados com as mesmas. 

Privacidade 

Diante deste cenário, a privacidade tem se tornado um importante tópico, uma vez que mais serviços são criados diariamente, e necessitam de dados sensíveis que vão de informações básicas como nome e CPF, até informações bancárias. 

Para Bruno Diniz, sócio-gerente da Spiralem, a privacidade de dados ainda é um tema pouco falado. Apesar de gerações mais experientes terem mais cautela no momento de compartilharem suas informações, jovens tendem a não analisar os perigos de tal compartilhamento. ““As novas gerações estão acostumadas com o compartilhamento de dados. A preocupação com esse tema não é tão grande com os jovens”, afirma. 

Pós-pandemia 

Com a pandemia e o distanciamento, os processos digitais tomaram uma posição de protagonistas. Com isso, mais dados passaram a trafegar nas redes, e a segurança dessas informações adquiriu um caráter de urgência. Para Ana Paula Lapa, Chefe de Serviços Gerenciados para LAC na Mastercard, o compartilhamento é uma tendência que deve se manter nos próximos anos, uma vez que a pandemia acelerou um processo que vinha ocorrendo há um bom tempo. 

“O compartilhamento é uma tendência que vem antes da pandemia, que foi acelerada com o período pandêmico. Neste tema, a segurança é o principal tema de interesse”, ela destaca. 

Bancos X Clientes 

Com novos players entrando no mercado, a personalização dos serviços é o futuro das instituições financeiras. Para isso, o fornecimento de dados pelos clientes será imprescindível para que haja o processo de transformação que o mercado pede atualmente. Neste contexto, acompanhar as tendências em segurança – como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – será essencial para criar o vínculo necessário, entre empresas e clientes. 

A partir disso, a adequação à demanda do cliente se tornará o próximo passo, a partir do momento em que os dados desse potencial consumidor sejam utilizados de forma correta e sem abusos. Para Thoran Rodrigues, CEO da BigDataCorp, essa atenção dos bancos será primordial na busca pela confiança do cliente. “Para que a empresa tenha ganhos junto ao público, é necessária uma atenção a ações com foco em assertividade e personalização”, finaliza. 


Por Redação MundoCoop, com informações da Flybits


Notícias Relacionadas:



Publicidade