Nota de R$ 200 é lançada

Publicado em: 04 setembro - 2020

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A cédula entrou em circulação nesta quarta-feira (02) e terá 450 milhões de unidades produzidas até o final de 2020

A nova integrante da família do Real já chegou! Em cerimônia transmitida de forma virtual nesta quarta-feira (02), o Banco Central lançou a nota de R$ 200, que entrou em circulação imediatamente. Serão produzidas 450 milhões de unidades em 2020.

Com os efeitos econômicos trazidos pela Covid-19, o Banco Central entendeu que o momento era oportuno para o lançamento de uma nova denominação. Com a pandemia, a procura da população pelo dinheiro em espécie aumentou e essa ocorrência se repetiu em vários países. A quantidade de dinheiro em circulação subiu de cerca de R$ 260 bilhões para R$ 351 bilhões entre março e 31 de agosto.

“Vivemos um momento singular, que trouxe um aumento expressivo da demanda da sociedade por dinheiro em espécie. Não é exclusividade do nosso país. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem reservas em dinheiro como garantia”, explicou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

De acordo com a diretora de Administração do BC, Carolina Barros, essa demanda excepcional dos brasileiros pelo papel-moeda é algo inédito desde que o Real entrou em circulação, há 26 anos. 

“O numerário disponível poderia não ser suficiente para suprir a demanda da população por dinheiro em espécie, já que, além do entesouramento observado, temos outros eventos em curso neste ano, como os auxílios governamentais e o saque do FGTS”, afirmou a diretora.

Projeções do BC estimaram que, para suprir a demanda em questão, seria necessário gerar em cinco meses o valor financeiro de R$ 105,9 bilhões, além dos R$ 64 bilhões já contratados em cédulas e moedas para o ano de 2020. “A fim de gerar um maior volume financeiro em menor espaço de tempo, optamos pela produção da nota de R$ 200”, revelou Carolina.

A diretora ressaltou ainda que não há qualquer relação entre a produção da cédula de R$ 200 e uma eventual desvalorização do Real. “É tão somente uma demanda excepcional da população pelo dinheiro em espécie, sendo responsabilidade do BC atendê-la”, afirmou Carolina.

Carolina explicou também que o BC monitora diariamente a demanda por troco e que atua para atendê-la com a ajuda das instituições financeiras. A entrada em circulação de qualquer nova denominação requer que esse monitoramento seja intensificado. A cédula de R$200 entrará em circulação à medida da necessidade e de forma pulverizada. Na oportunidade, ela mencionou que as cédulas de R$100 correspondem hoje a 21% do total do dinheiro em circulação ao passo que as cédulas de R$ 50 respondem por 30%. 

Lobo-guará

A cédula de R$ 200 é estampada pelo lobo-guará. O mamífero, típico do cerrado brasileiro, havia sido um dos espécimes da nossa fauna escolhidos para novas denominações do Real em pesquisa feita pelo BC em 2001. Na ocasião, os animais mais votados foram a tartaruga marinha e o mico-leão-dourado, que, posteriormente, passaram a estampar as notas de R$ 2,00 e R$ 20,00, respectivamente.

Elementos de segurança 

A cédula de R$ 200 será a sétima da segunda família, lançada em 2010. Suas cores predominantes são o cinza e o sépia. E suas dimensões, de 14,2 cm x 6,5 cm, são as mesmas da nota de R$ 20.

Para evitar falsificações, a dica do BC é que a população fique atenta aos elementos de segurança da cédula. “Veja, sinta e descubra é o mote do BC relativo às notas de Real. É importante, ao manusear uma cédula, conferir minimamente pelo menos três elementos de segurança”, contou a diretora de Administração do BC.

Na marca-d’água, por exemplo, é possível ver a face do lobo-guará e o número 200 ao se colocar a nota contra a luz; a cédula também possui partes em alto-relevo nos dois lados, que podem ser sentidos ao se passar o dedo na imagem da Efígie da República e do lobo-guará, nas legendas “República Federativa do Brasil”, “Banco Central do Brasil” e  “200 reais”.

Outro elemento de segurança é o número 200 que fica na parte superior do anverso – o Número que Muda de Cor. Ele muda de cor, do azul para o verde, e contém uma barra brilhante que parece rolar por ele. Além disso, a cédula é impressa em papel fiduciário, que tem uma textura mais firme e áspera que o papel comum.

Há ainda uma marca tátil (barras em relevo pronunciado no canto inferior direito), que auxilia os portadores de deficiência visual na identificação da nota.

A nova cédula foi desenvolvida pelo BC em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil. O BC terá um custo de aquisição de R$ 325 por cada milheiro (mil unidades) da nota. A distribuição do numerário é feita pelo Banco Central nas dez localidades onde possui representações e, a partir dali, será feita pelo Banco do Brasil (custodiante) para as demais localidades.


Fonte: Banco Central com adaptação da MundoCoop

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