Sicoob prorroga pagamento de dívidas nos municípios atingidos pela seca

Publicado em: 14 outubro - 2016

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Os produtores rurais associados ao Sicoob ES que atuam em municípios com reconhecimento de situação de emergência ou de calamidade pública em decorrência da seca terão mais prazo para pagar os empréstimos que fizeram junto à instituição financeira cooperativa. A renegociação foi autorizada pelo Banco Central e contempla o parcelamento das operações realizadas em 2015 e em 2016, já vencidas ou que deveriam ser quitadas até o final deste ano.

Serão prorrogadas as operações de crédito rural de custeio e de investimento nas regiões cuja situação crítica foi reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional. Os municípios não contemplados e que foram atingidos pela seca podem solicitar a inclusão na medida junto ao Governo Federal até o dia 31 de dezembro próximo.
Condições

Para as operações de custeio, o prazo de pagamento será de até cinco anos, de acordo com a obtenção de renda do associado. “Como entendemos que a produção para o ano de 2017 já está comprometida, o primeiro vencimento ficará para depois da colheita de 2018”, afirmou Nailson Dalla Bernadina, diretor executivo do Sicoob ES. Já as parcelas referentes a investimento serão prorrogadas por até um ano.

Até setembro deste ano, o Sicoob ES, responsável pelo segundo maior volume de crédito destinado ao agronegócio no Estado, contabilizou um saldo de R$ 794 milhões em sua carteira de crédito rural e um volume de liberações da ordem de R$ 375 milhões.
Documentos

Os associados já podem ir às agências do Sicoob ES para fazer a renegociação. O produtor deve apresentar laudo técnico de comprovação das perdas assinado por engenheiro agrônomo com registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Os cafeicultores poderão fornecer laudos coletivos por microrregião.

Segundo Bernadina, o Banco Central não restringiu a contratação de novas operações de custeio. Entretanto, para as de investimento foram estabelecidas regras específicas. Os cafeicultores podem fazer outros empréstimos após o pagamento da primeira parcela da dívida renegociada. Já os demais agricultores vão precisar de três anos para solicitar mais crédito. Uma exceção contempla os projetos de investimento destinados a irrigação, que podem ser financiados imediatamente.



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