Agenda internacional afeta ativos, prevê consultor

Publicado em: 05 outubro - 2016

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A agenda nacional e internacional dos próximos 35 dias afetará o mercado financeiro, segundo José Raymundo de Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos (WIA).

Como consequência, o dólar deverá continuar fraco contra o real, porém, “trabalhando em um range oscilatório entre a mínima do ano e 3,30”, prevê Faria Júnior. A taxa de juros e o Ibovespa também serão afetas. No caso dos juros, comenta o diretor da WIA, “possivelmente o Banco Central fará dois cortes na Selic em 0,50% este ano”. A Bolsa de Valores, por sua vez tem dois drivers importantes: aprovação da PEC 241 e corte de juros pelo Banco Central, com consequências na manutenção do Ibovespa em alta.

Lembrando que neste ano aconteceram resultados improváveis em âmbito internacional – eleição da prefeita de Roma pelo partido do comediante Beppe Grillo, Brexit, e o não da Colômbia – Faria Junior comenta que “apesar da provável alta de juros nos Estados Unidos, em dezembro, seguimos otimistas com os ativos brasileiros. Porém, entendemos que há dois grandes riscos externos: eleição de Trump e a fraqueza do Deutsche Bank e do sistema bancário europeu”.


A agenda brasileira, que merece atenção dos gestores, segundo o consultor, envolve:

· 07/10: Divulgação do IPCA de setembro.

· 11/10: Possível aprovação na Câmara da PEC 241, que cria teto para a despesa pública do governo. A aprovação da medida é condição necessária para o ajuste fiscal – a sua aprovação deverá gerar melhora nos ativos brasileiros devido sinalização que o governo poderá aprovar outras reformas, como da previdência, para ajustar as contas públicas

· 19/10: Reunião do Copom, em época em que o mercado projeta corte na taxa Selic de 0,25% nesta reunião e corte outro corte na taxa Selic de 0,50% na reunião de novembro, sendo que, dependendo do IPCA e da aprovação da PEC 241, ambos os cortes podem ser de 0,50%.


Já em âmbito internacional, o consultor dá recomendações sobre os seguintes eventos:

· 05/10: Divulgação do Payroll, número que mostra os dados do emprego nos Estados Unidos, seguido de pronunciamento de Stanley Fischer e Lael Brainard, ambos diretores do Federal Reserve – neste contexto, se o dado de emprego for forte e a fala para alta dos juros, favorável, o dólar irá se fortalecer.

· 09/10: Segundo debate entre Hillary Clinton e Donald Trump.

· 12/10: Divulgação da Ata da última reunião monetária do Federal Reserve.

· 19/10: Terceiro e último debate entre Hillary Clinton e Donald Trump.

· 20/10: Reunião monetária do Banco Central Europeu.

· 02/11: Reunião monetária do Federal Reserve, quando, provavelmente, os dirigentes do Fed irão preparar terreno para uma alta dos juros em dezembro.

· 04/11: Divulgação do Payroll, número que mostra os dados do emprego nos Estados Unidos, sendo que quanto melhor o número, maior a chance de alta de juros nos Estados Unidos, em dezembro.

· 08/11: Eleição nos Estados Unidos – caso Trump vença as eleições, é importante estar atento ao quadro de aversão ao risco, com queda das bolsas e alta do dólar.