Caged sinaliza recuo na perda de postos de trabalho

Publicado em: 31 maio - 2016

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No mês foi registrada a perda de 62.844 postos formais, o menor desde abril de 2015

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos a abril demonstram a menor queda desde abril de 2015, quando o mercado deu início à série de resultados negativos.

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Ministro do trabalho Ronaldo Nogueira

O declínio apurado foi de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior, equivalente a uma redução de 62.844 postos de trabalhos formais. As informações foram divulgas em 25 de maio pelo Ministério do Trabalho. No mês, o nível de emprego apresentou o menor resultado negativo desde abril de 2015.

O saldo de 1.258.970 admissões contra 1.321.814 desligamentos é menor que o verificado em março deste ano, quando foram perdidos 118.776 postos, e também está abaixo do registrado em abril de 2015, que teve um recuo de 97.825 postos de trabalho formais.

No acumulado do ano em todo o País, o recuo alcança 378.481 postos de trabalho, equivalente a -0,95%. E, nos últimos doze meses, a redução foi de 4,44% no contingente de empregados celetistas. Com isso, o estoque do emprego em abril é da ordem de 39.315 milhões trabalhadores com carteira de trabalho assinada.

No recorte geográfico, houve expansão do nível de emprego na região Centro-Oeste (+4.186 postos ou +0,13%), devido principalmente ao desempenho favorável dos subsetores da Indústria de Transformação (+3.745 postos) e Construção Civil (+2.657 postos). O desempenho negativo ocorreu no Nordeste (-25.992 postos ou -0,40%), Sudeste (-23.985 postos ou -0,12%), Sul (-11.318 postos ou -0,16%) e Norte (-5.735 postos ou -0,32%).

Houve crescimento do emprego em seis Estados, com destaque para Goiás, com geração de 5.170 postos, principalmente pelo desempenho favorável da Indústria de Transformação (2.709 postos) e Agricultura (2.134 postos). O crescimento foi também verificado em Minas Gerais (3.886 postos), Distrito Federal (1.202 postos), Mato Grosso do Sul (919 postos), Espírito Santo (466 postos) e Amapá (50 postos). As maiores quedas foram registradas em São Paulo (-16.583 postos), Rio de Janeiro (-11.754 postos) e Alagoas (-7.102).

Na análise setorial, dois dos oito setores de atividade econômica apresentaram saldo positivo: a Agricultura gerou +8.051 novos postos (+0,52%), principalmente por razões ligadas à sazonalidade das atividades de cultivo do café; e a Administração Pública, com geração de 2.255 postos (+0,25%), particularmente pelo aumento do emprego do setor no estado de São Paulo, que respondeu pela criação de 1.256 postos.

Os setores que registraram maior declínio do nível de emprego foram o Comércio (-30.507 postos ou -0,34%), a Construção Civil (-16.036 postos ou -0,61%), e a Indústria de Transformação (-15.982 postos ou -0,21%). Na Indústria de Transformação, dentre os doze ramos que a integram, dois registraram incremento no nível de emprego: Química (+5.542 postos ou +0,61%) e Calçados (+663 postos ou +0,22%).



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