Câmara Técnica do Instituto Gaúcho do Leite aprova Siga Leite

Publicado em: 19 abril - 2016

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A Câmara Técnica do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) aprovou que o projeto Siga Leite seja submetido à diretoria da entidade para receber recursos da ordem de R$ 1,4 milhão, para três anos de pesquisa e validação a campo – R$ 466 mil por ano.

Liderado pela Fundação de Capacitação e Desenvolvimento (Funcap), sediada em Três de Maio, e Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, o Siga Leite visa a elaborar um modelo de produção de leite eficiente e com baixo custo de produção para o Rio Grande do Sul de forma a suprir a carência do Estado por um sistema de produção com ampla aplicabilidade na pequena propriedade rural, de larga predominância no Estado, mas também passível de uso em unidades fundiárias maiores.

Segundo o diretor técnico da Funcap, Diogenes Albring, a proposta é construir um sistema de produção de leite baseado na produção de forrageiras, utilizando a metodologia de curvas de crescimento da qualidade das forrageiras. A essência do manejo da pastagem é atingir um balanço harmônico entre os três principais estádios de produção: o crescimento da pastagem, o consumo da forragem pelos animais e a produção animal resultante.

Até o momento, a Funcap e a Embrapa têm um ano de trabalho a campo na medição das curvas, sendo que a ideia é estender por mais três. Somente depois desse período, segundo Albring, é que se vai ter segurança para recomendar o “Sistema de Produção Gaúcho”. “De posse dessa análise, será possível recomendar um sistema de produção tanto para uma genética mais avançada como para uma mais rudimentar”, garante o diretor técnico da Funcap.

Albring lembra que atualmente ocorre no Estado um movimento de redução no número de produtores e esforço para que os remanescentes aumentem a sua capacidade produtiva. A questão que deve ser monitorada é a que custo esse incremento está ocorrendo. “Não pode vir de forma insustentável para o produtor”, salienta o pesquisador. A média de custo de produção por litro de leite dos 250 produtores atendidos pelo Siga Leite é de R$ 0,52, ao passo que, alguns conseguem atingir o custo de R$ 0,42 por litro.

O recurso do Fundoleite, se aprovado, será fundamental para a continuidade do projeto e utilizado para custear as análises bromatológicas, toda a parte da pesquisa, coleta, secagem e pagamento de reagentes, bem como a contratação de equipe técnica que fará o acompanhamento das propriedades onde a metodologia de intensificação de pastagem está sendo testada. Ao todo são 250 propriedades em 25 municípios, que formam o Arranjo Produtivo Local do qual a Funcap é gestora.

Segundo Gilberto Piccinini, presidente do IGL, “o Instituto começa a garimpar os bons modelos e projetos que o segmento leiteiro do Estado possui, passíveis de multiplicação para todos, indistintamente”.