Cooperativas buscam inovação através de novas ferramentas

Publicado em: 09 junho - 2022

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Vibee Unimed é um dos principais espaços de fomento à inovação no País

Inovar. Está é a palavra de ordem no século XXI, onde as transformações que ocorrem diariamente atingiram uma velocidade inédita. Neste novo ecossistema de negócios, buscar ferramentas e soluções para diversas dores é, sem dúvidas, a garantia do sucesso. 

Porém, a inovação também atua nos bastidores. Nas cooperativas, o momento é de renovação e busca por modos inéditos para se atuar perante o mundo. E diante desta missão, cooperativas de todos os ramos estão criando e buscando processos que possibilitem essa modernização e desenvolvimento. 

Hoje, é impossível seguir em frente sem observar as mudanças que o mercado enfrenta. Acompanhar tendências e novidades é essencial, e ainda mais do que isso: é estratégico. Para Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, atentar-se a tal fenômeno é primordial. “Vivemos em uma era em que não é mais possível parar, se acomodar ou fechar os olhos para o mundo. Temos que estar antenados, conectados ao novo e ao que ele traz e oportuniza”, afirma. 

Além do software 

Quando falamos em inovar, muitas vezes voltamos o nosso olhar a programas e softwares direcionados para a inovação tecnológica e digital. Esses processos incluem, de fato, ferramentas desse tipo. Porém, a modernização do mercado vai muito além. Para buscar o novo, é necessário ter a capacidade de olhar para ele. E é neste tópico, que entram os espaços criados com a finalidade de desenvolver pessoas e processos. 

Dilvo Grolli, Presidente da Coopavel

Tais espaços, que têm sido criados de forma massiva pelo mercado, são importantes celeiros de ideias, promovendo o diálogo e busca por conhecimentos. Além disso, eles atuam diretamente na formação, levando uma outra visão de mundo para pessoas de todos os perfis. “Os profissionais (diretores, gerentes, encarregados, enfim, toda a equipe) precisam estar constantemente atualizados, porque as coisas são muito rápidas, principalmente no campo da inovação em uma cooperativa de alcance global”, destaca Grolli. 

Um destes espaços são os hubs de inovação. Esses ambientes, criados por cooperativas, universidades, empresas e outros players, buscam gerar uma janela para o compartilhamento de ideias. Por outro lado, aqueles que atuam “por trás” deles, investem de forma incisiva para que os projetos, sejam quais for, não fiquem apenas no papel. 

Criado pela Coopavel durante o seu Show Rural, o Espaço Impulso é um destes exemplos. Localizado no Parque Tecnológico Itaipu, o laboratório é um espaço de 400 metros que irá conectar tecnologia, educação do futuro, startups e um framework de inovação aberta. “O centro permanente será palco de debates, reflexões, estudos e desenvolvimento de soluções para os mais diferentes dilemas do campo e do nosso agronegócio”, nos conta Grolli. 

Além dele, o Vibee Unimed é outro hub que busca dar vida a projetos dos mais variados segmentos. Através dos programas de aceleração Vibee Start e Vibee Go, o espaço criado pela Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) fornece um time de mentores referência em suas áreas e a possibilidade de entrar no mercado nacional com o background da Unimed. 

Grande tendência que veio para ficar, os hubs estão apenas no começo de sua jornada. Através de iniciativas de intercooperação e inovação aberta, esses espaços tem desempenhado um papel essencial, sobretudo na colocação das cooperativas em um mercado global cada vez mais competitivo. “Muitas coisas mudaram nas últimas décadas, mas a chegada da inovação tecnológica é a que trouxe os maiores impactos não apenas à nossa cooperativa, mas às empresas que enfrentam a competição mercantil mundial”, Dilvo reforça. 

Contudo, criar espaços de fomento não é o suficiente. Olhando nos bastidores – na base – há ainda um elemento essencial para que conhecimentos sejam gerados. Neste contexto, surge outra ferramenta que tem proporcionado novos horizontes para as cooperativas. 

Construindo o futuro 

Para se criar adultos pensantes, é necessário capacitá-los. Diante de mudanças constantes no mercado, cada vez mais se torna uma regra a formação constante, não apenas para os profissionais de alguma determinada área, mas de todas – sejam elas extremamente técnicas ou não. 

Em resposta a isso, as cooperativas têm investido cada vez mais em programas de capacitação e em centros de educação. Essas universidades cooperativas juntam o melhor do Ensino com a filosofia cooperativista, criando um ecossistema que desenvolve as habilidades do cooperado, e o coloca posteriormente dentro do processo de desenvolvimento das cooperativas. 

Entre tais iniciativas, a Universidade Coopavel (Coopavel) é uma das que se destaca. Atravessando um processo de reformulação no momento, o centro de ensino busca capacitar colaboradores e cooperados, para que eles estejam prontos para o atual cenário do mercado nacional e mundial. Agora, com a reestruturação, a cooperativa busca chegar a um novo patamar nos campos da organização, administração e inserção no mercado. 

Resultado do momento que o mercado vive, a busca pela criação de centros de capacitação e educação não é algo restrito a algumas poucas cooperativas. A educação é parte do quinto princípio do cooperativismo, e esse movimento vem em um momento essencial. Impactando mais de 11.500 associados e 18 mil funcionários, a Lar Universidade Cooperativa é outro exemplo da importância destas iniciativas dentro do contexto das cooperativas. Atuando através de treinamentos em todas as frentes, a Lar investe diretamente naqueles que estão inseridos no ecossistema da cooperativa, impactando no processo de inovação e desenvolvimento que ocorre lá na ponta. 

Essas iniciativas, sejam elas os hubs de inovação ou as universidades e programas de capacitação criados por cooperativas, vão de encontro diretamente com os propósitos cooperativistas. Através de educação, o setor tem a capacidade de gerar mais impacto, chegando a um maior número de pessoas e transformando vidas. Tal direcionamento é essencial para que o setor suba para um outro nível. E abraçar esse momento é vital para que o processo de desenvolvimento aconteça e gere frutos. 


Por Leonardo César – Redação MundoCoop


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