Cooperativas de crédito devem crescer 10% até dezembro, prevê Ênio Meinen (Bancoob)

Publicado em: 03 agosto - 2017

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As instituições financeiras cooperativas devem continuar crescendo no segundo semestre deste ano, apesar da retração econômica no País. A expectativa é do diretor de Operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Ênio Meinen, que estima uma elevação da ordem de 10% nos negócios, nos próximos seis meses.

Autor de vários livros sobre cooperativismo de crédito e palestrante usual em eventos dos diferentes sistemas cooperativos, Meinen entende que, apesar da baixa dinâmica econômica, as instituições financeiras cooperativas devem continuar avançando no mercado bancário. “Aliás, é na crise que o cooperativismo financeiro mais se desenvolve. Estimo, portanto, um crescimento da ordem de 10%, pelo menos, nos próximos seis meses. As razões desse avanço estão relacionadas, em especial, à melhor precificação dos produtos e serviços oferecidos pelas cooperativas, que já dispõem de um portfólio operacional equivalente ao dos grandes bancos brasileiros; à retração do sistema bancário tradicional na concessão de crédito e ao atendimento diferenciado, digno do que se confere a quem é dono do empreendimento cooperativo”. A esses fatores, o dirigente agrega maior domínio da sociedade sobre a natureza cooperativista e os seus múltiplos benefícios, notadamente de ordem econômica.

“As cooperativas financeiras constituem, hoje, uma alternativa real no âmbito da indústria bancária, fortemente concentrada e hostilizada pela sociedade. Além de oferecerem um conjunto completo de produtos e serviços financeiros – que vão de aplicações financeiras diversas a todas as linhas de crédito; de cartões à adquirência bancária (vendas por meio de cartão de crédito e débito); de consórcios a seguros – asseguram aos seus cooperados todas as facilidades digitais que os clientes acessam nos grandes bancos do País”, comenta Meinen.

E, ao comparar  o orçamento para TI e processos das cooperativas ao dos bancos, o executivo ressalta que, embora significativo, esse volume representa uma pequena parcela das dotações das principais instituições do setor bancário. “Nas cooperativas, que operam com uma margem de contribuição muito baixa, trabalha-se com a máxima de fazer bem mais com muito menos, valorizando o dinheiro do associado. Por seu nível de inovação digital, já são instituições high tech, mas não deixaram e não deixarão de ser high touch, pois muitos cooperados ainda valorizam o contato pessoal. Por isso, enquanto os bancos fecham agências, as cooperativas mantêm e até mesmo ampliam os seus pontos físicos”, destaca o diretor do Bancoob.



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