Cooperativas estão entre as maiores do agronegócio

Publicado em: 19 janeiro - 2022

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O agronegócio segue sendo um dos grandes motores da economia. Mesmo diante da pandemia, o setor continuou a produzir em larga escala, ajudando a “girar” a roda da cadeia alimentícia mundial. Graças ao setor, o PIB anual teve quedas menores, mostrando a importância de um agro brasileiro eficiente. 

Tal destaque do setor foi capa da revista Forbes, que no final do ano passado destacou as 100 maiores empresas do agronegócio. A Lista Forbes Agro 100 reuniu empresas que tiveram pelo menos R$1 bilhão de faturamento em 2020, valor referente aos resultados consolidados. 

Segundo o ranking da Forbes, a soma do faturamento das 100 empresas chegou a R$1,29 trilhão, representando um crescimento de 24% em relação a 2019. 

E provando mais uma vez o seu impacto no setor, as cooperativas do ramo agro marcaram grande presença na classificação. Foram ao menos 28 cooperativas que apresentaram resultados excepcionais, ficando entre as maiores empresas do agronegócio no Brasil.

Hoje, o Brasil conta com quase 2 mil cooperativas agro espalhadas pelo país que representam mais de 992 mil cooperados.

Entre as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro, o cooperativismo está presente e o número de cooperativas se torna cada vez mais expressivo, sendo responsável por mais de 50% do PIB brasileiro. Entre elas, a Cocari e suas coligadas, que no ano passado acumulou um faturamento de R$4,5 bilhões.

Além da Cocari, diversas cooperativas tiveram faturamento acima de R$1 bilhão em 2020, e foram destacadas no ranking da Forbes. Confira quem são elas:

8) COPERSUCAR 

Setor: Agroenergia 
Fundação: 1959, em São Paulo (SP) 
Receita: R$ 38,7 bilhões 
Presidente executivo: João Roberto Gonçalves Teixeira 

A Copersucar é a maior cooperativa brasileira e possui um modelo de negócios único no setor sucroenergético, que inclui todos os elos da cadeia de açúcar e etanol, desde o acompanhamento da safra no campo até os mercados finais, incluindo armazenamento, transporte e comercialização. No último ano-safra, a Copersucar produziu 5,4 milhões de toneladas de açúcar, dos quais 2 milhões destinaram-se ao mercado interno e 3,4 milhões foram exportadas. A produção de etanol, porém, recuou 21,8%, caindo de 14,2 bilhões de litros para 11,1 bilhões. A Copersucar também controla a Eco-Energy, nos Estados Unidos, que no ano-safra mais recente movimentou 6,5 bilhões de litros de etanol. 

15) COAMO 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1970, em Campo Mourão (PR) 
Receita: R$ 18,86 bilhões 
Principal executivo: José Aroldo Gallassini 

Fundada em 28 de novembro de 1970, por um grupo de 79 agricultores em Campo Mourão, na região centro-oeste do estado do Paraná, a Coamo conta com 110 unidades localizadas em 71 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, para recebimento da produção agrícola dos mais de 29 mil associados. A Coamo emprega cerca de 8 mil funcionários efetivos. O principal produto é a soja, seguida pelo milho, trigo e café. A Coamo tem um terminal marítimo em Paranaguá e dois parques industriais, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, onde esmaga soja e produz gorduras vegetais, além de torrar e moer café, moer trigo e fiar algodão. 

17) AURORA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1969, em Chapecó (SC) 
Receita: R$ 13,4 bilhões 
Principal executivo: Neivor Canton 

Uma das maiores cooperativas do país, a Aurora foi fundada em 1969. Oito cooperativas do oeste de Santa Catarina uniram-se para melhorar as condições de comercialização de grãos e comprar um frigorífico que absorvesse a produção de suínos. Atualmente, a Aurora é uma das líderes na produção de alimentos no Brasil, além de ser um conglomerado produtor e exportador de grãos. Ao todo, são 11 cooperativas associadas, 30 mil empregados diretos e outros 10 mil indiretos. As unidades localizam-se em Santa Catarina, no Paraná, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. São sete unidades de suínos, que processam 5,2 milhões de cabeças por ano, e oito de aves, que abatem 242,6 milhões de cabeças por ano. 

18) C. VALE 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1963, em Palotina (PR) 
Receita: R$ 12,27 bilhões 
Principal executivo: Alfredo Lang 

Fundada por 24 agricultores paranaenses com dificuldades para armazenar a produção, escoar a safra e obter crédito e assistência técnica, a C.Vale é uma cooperativa agroindustrial que atua no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai. Suas atividades são amplas e diversificadas. Produz soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos. No segmento industrial, produz amido modificado de mandioca e rações. Também comercializa insumos, peças e acessórios, revende máquinas agrícolas e mantém uma rede de supermercados. Possui 156 unidades de negócios, tem 23 mil associados e emprega 11 mil funcionários. Em 2020 a C. Vale voltou a registrar um faturamento recorde, abriu 1.191 postos de trabalho e agregou mais 1.374 produtores cooperados. 

22) LAR COOPERATIVA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1964, em Missal (PR) 
Receita: R$ 11,28 bilhões 
Principal executivo: Irineo da Costa Rodrigues 

A Lar Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 19 de março de 1964, na antiga Gleba dos Bispos, hoje Missal (PR), por um grupo de 55 agricultores de ascendência alemã oriundos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Atua na avicultura, na suinocultura e na pecuária leiteira. Também tem atividades industriais: beneficiamento de alimentos, produção de rações e tratamento de madeiras. Possui 28 unidades nos estados do Paraná, do Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, e também no Paraguai. Em 2020, o número de funcionários cresceu 18,3%, para 35,9 mil, e o total de cooperados cresceu 6,4%, para 11,7 mil. 

28) COMIGO 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1975, em Rio Verde (GO) 
Receita: R$ 6,71 bilhões 
Principal executivo: Antonio Chavaglia 

O que começou com 50 produtores dispostos a mudar o perfil de uma região reúne hoje 8.800 cooperados na Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano. Aos 46 anos, a Comigo é uma potência instalada em Rio Verde, município que ocupa o 5º lugar no ranking nacional de produção agrícola. Sua estrutura tem 11 processadoras de óleo e farelo de soja, fertilizantes, rações, suplementos minerais e sementes. Além disso, possui 20 armazéns com capacidade para armazenar 30,1 milhões de sacas, 16 lojas agropecuárias e o Instituto de Ciência e Tecnologia (ITC) dedicado à pesquisa e ao monitoramento de tecnologias. 

29) COCAMAR 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1963, em Maringá (PR) 
Receita: R$ 6,65 bilhões 
Principal executivo: Divanir Higino 

Com 15 mil cooperados que produzem soja, milho, trigo, café e laranja, a Cocamar está no Paraná, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Na agroindústria, a diversificação vai do processamento de bebidas, torrefação, envase de óleos, etanol, bioinsumos, suplementos e ração animal até o tratamento de madeira e indústria têxtil. A receita cresceu 50% em 2020 ante o ano anterior. O planejamento 2020-2025 prevê dobrar a receita anual e chegar R$ 10 bilhões. Para isso, a Cocamar deve investir R$ 1 bilhão em estruturas de armazenagem, lojas de insumos e instalações diversas. 

32) COOPERCITRUS 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1976, em Bebedouro (SP) 
Receita: R$ 5,74 bilhões 
Principal executivo: Fernando Degobbi 

A Coopercitrus é uma potência como organização cooperativista e vem mantendo um crescimento médio de 20% ao ano em seu faturamento. Sua atuação cobre café, milho, soja e açúcar, produção de sementes, insumos e ração animal, além de uma atuação comercial com concessionárias de máquinas agrícolas, lojas de conveniência, shoppings rurais e postos de combustíveis. Na base desse movimento estão cerca de 35 mil agropecuaristas nos estados de São Paulo, Minas e Goiás. A Coopercitrus também atua na difusão de conhecimento por meio da Fundação Coopercitrus Credicitrus, entidade de ensino e pesquisa. 

35) COPACOL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1963, em Cafelândia (PR) 
Receita: R$ 5,37 bilhões 
Principal executivo: Valter Pitol 

O nome Copacol vem de Cooperativa Agroindustrial Consolata. O nome é de inspiração religiosa. “Consolata”, no dialeto do norte da Itália, quer dizer “consoladora”, um dos atributos da Virgem Maria, o que mostra que a ideia original de organizar 32 famílias de agricultores que migraram para o Paraná, vindos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, veio de um padre. A organização foi criada para obter energia elétrica e, no princípio, produzia arroz, feijão, milho e café. Hoje com 6.200 cooperados e 11,3 mil colaboradores, a Copacol produz soja, milho e trigo, além de aves, suínos, gado de leite, peixes e ração animal. 

36) COOXUPÉ 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1932, em Guaxupé (MG) 
Receita: R$ 5,03 bilhões 
Principal executivo: Carlos Augusto Rodrigues de Melo 

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, a mineira Cooxupé, é exemplo de como a agricultura familiar pode ser um excelente negócio. A Cooxupé é a maior das 97 cooperativas de café do país, com cerca de 15 mil cooperados, sendo 95% deles pequenos produtores espalhados em cerca de 200 municípios das regiões do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro e no Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo. Também é o maior exportador individual de café do mundo, com vendas para 51 países que superam 5,2 milhões de sacas exportadas. Além disso, tem uma forte atuação no setor de cafés finos, especiais e certificados, através da empresa SMC, criada em 2009. 

37) COOPERALFA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1967, em Chapecó (SC) 
Receita: R$ 4,80 bilhões 
Principal executivo: Romeo Bet 

Com 20,1 mil produtores baseados no oeste de Santa Catarina, e um pequeno braço em Mato Grosso do Sul, a Cooperativa Agroindustrial Alfa tem seus negócios no tripé grãos, pecuária e insumos. Entre lojas, silos, supermercados, moegas, granjas, centros de distribuição, indústrias processadoras, postos de combustíveis e insumos, como fertilizantes, sementes e rações, a cooperativa opera 219 negócios. A Alfa fechou o ano de 2020 com 20,6 mil associados, 3,3 mil funcionários e cerca de 20 mil pessoas envolvidas em eventos on-line. Foram recebidas no período 27,4 milhões de sacas de grãos, 1,4 milhão de cabeças de suínos remetidas para abate na Aurora, mais 106 milhões de aves e 168,5 milhões de litros de leite. 

39) AGRÁRIA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1951, em Guarapuava (PR) 
Receita: R$ 4,48 bilhões 
Principal executivo: Jorge Karl 

A Agrária é uma cooperativa agroindustrial, com origem em uma colônia de 500 famílias alemãs que vieram para o Brasil devido à Segunda Guerra Mundial. Atualmente a Agrária reúne 632 produtores de soja, milho, trigo e criação de animais. Em 2020 foram produzidas 921 mil toneladas de grãos, crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Na estrutura estão unidades de negócios – com fábricas, estrutura logística e comercial –, nos setores de malte para a indústria cervejeira, óleos e farelos, farinhas, nutrição animal, sementes e processados de milho, como grits, flakes, fubás, cremes e gérmen. A cooperativa também comercializa suínos, leite e grãos produzidos pelos cooperados. 

42) INTEGRADA COOPERATIVA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1995, em Londrina (PR) 
Receita: R$ 4,42 bilhões 
Principal executivo: Jorge Hashimoto 

A paranaense Integrada Cooperativa Agroindustrial registrou um novo recorde de faturamento em 2020. Os R$ 4,42 bilhões representam uma expansão de 36% em relação aos R$ 3,25 bilhões de 2019, que já haviam sido um recorde. O número de cooperados voltou a crescer e avançou para 10,8 mil. A Integrada possui 64 unidades de recebimento de produtos agrícolas nos estados do Paraná e de São Paulo. Os itens mais importantes são soja, milho, trigo, café e laranja, mas a cooperativa também elabora produtos menos comuns, como aveia. Em 2020 foram comercializados 2,78 milhões de toneladas de grãos, alta de 35% ante 2019. 

44) CASTROLANDA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1951, em Castro (PR) 
Receita: R$ 4,30 bilhões 
Principal executivo: Willem Berend Bouwman 

Um moinho de vento, imagem que remete aos países nórdicos, é símbolo de uma das marcas mais lembradas do cooperativismo brasileiro: a Castrolanda. Dona de 12 marcas que processam produtos do campo de 1.050 cooperados, entre elas estão produtos lácteos, processados de suínos e cortes de carne de cordeiro. O perfil dos produtores é variado, indo de grandes produções à agricultura familiar. A cooperativa inovou ao criar, ao lado de outras duas cooperativas paranaenses, a Frísia e a Capal, uma holding destinada a obter ganhos de escala. Unidas, as três organizações congregam mais de 5 mil cooperados que produzem para o mercado interno e já exportam para 25 países. 

47) FRIMESA 

Setor: Alimentos e Bebidas 
Fundação: 1977, em Medianeira (PR) 
Receita: R$ 3,72 bilhões 
Principal executivo: Valter Vanzella 

A Frimesa é a reunião de cinco cooperativas que atuam de forma centralizada nas cadeias de carne suína e de lácteos. A empresa foi formada pela Primato, Copagril, Lar, C.Vale e Copacol, que permanecem com as suas estruturas cooperativas independentes. É a maior empresa paranaense no abate de suínos e a quarta maior do setor no Brasil. São quatro indústrias no Paraná e uma em Santa Catarina, com produtos destinados ao varejo, food service e exportação. Em 2020 o faturamento subiu 35,8% devido à valorização da carne. Em média, os preços 
subiram 31,8% no ano passado. 

49) FRÍSIA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1925, em Carambeí (PR) 
Receita: R$ 2,9 bilhões 
Principal executivo: Renato Greidanus 

Aos 96 anos, a Frísia Cooperativa Agroindustrial é a mais antiga em atividade no Paraná e a segunda mais antiga no país. No fim de 2020 estavam ligados à cooperativa 897 produtores em cerca de 30 municípios paranaenses e em 16 municípios no Tocantins. Ela chegou à região Norte do país em 2016 e ampliou a atuação em 2021 com a inauguração do segundo entreposto, localizado na cidade de Dois Irmãos. Em 2020 os cooperados entregaram 860 mil toneladas de grãos, 280 milhões de litros de leite e 27 mil toneladas de carne suína. Os cultivos foram de 122 mil hectares para soja, de 23 mil hectares para milho, 36,5 mil hectares para o trigo e 5.600 hectares de feijão. Nos produtos industrializados, a marca mais conhecida é a Batavo. 

51) COOPAVEL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1970, em Cascavel (PR) 
Receita: R$ 3,44 bilhões 
Principal executivo: Dilvo Grolli 

Fundada por 42 agricultores do oeste do Paraná para facilitar a produção e a comercialização de grãos, a Coopavel atualmente é uma das maiores produtoras de frango e derivados. Ela possui 26 filiais em 17 municípios no Paraná, tem 6.230 associados e emprega 7.030 colaboradores diretos. O faturamento cresceu cerca de 30% em 2020 em relação a 2019 e a previsão é chegar a R$ 4,5 bilhões em 2021, aumentando novamente 30%. As atividades industriais contribuem para 75% desse faturamento, com produtos vendidos no Brasil e exportados para 25 países nos cinco continentes. 

58) COASUL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1969, em São João (PR) 
Receita: R$ 2,85 bilhões 
Principal executivo: Paulino Capelin Fachin 

A Coasul encerrou 2020 com 11,4 mil cooperados, crescimento de 10,4% em relação a 2019, e 3.130 funcionários. Em 2020 a cooperativa recebeu 15,7 milhões de sacas de grãos, crescimento de 33% em relação a 2019. Desse total a soja foi o item mais representativo. Foram 8,9 milhões de sacas, além de 4,8 milhões de sacas de milho e 1,9 milhão de sacas de trigo. Além de processar a produção dos cooperados, a Coasul produz ração e opera um abatedouro de aves. A Cooperativa possui infraestrutura própria de recebimento, secagem e armazenagem de cereais, sendo seus estabelecimentos distribuídos em 43 unidades entre armazéns, lojas e supermercados. 

66) COPAGRIL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1970, em Cândido Rondon (PR) 
Receita: R$ 2,48 bilhões 
Principal executivo: Ricardo Sílvio Chapla 

De 29 sócios-fundadores, meio século depois a paranaense Copagril agrega em seus quadros 5.400 cooperados. Dedicada a dar suporte à criação e processamento de aves, suínos, leite e peixes, sua estrutura conta com um abatedouro, duas fábricas de rações, unidade de matrizes e ovos férteis, 22 lojas, 17 unidades de recebimento de grãos, das quais 14 são armazéns, mais supermercados, postos de gasolina, lojas de máquinas e implementos, centros de distribuição, transportadora e uma Estação Experimental. Além do Paraná, a Copagril atua fortemente em Mato Grosso do Sul desde 2009. 

69) COTRIJAL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1957, em Não-Me-Toque (RS) 
Receita: R$ 2,44 bilhões 
Principal executivo: Nei César Manica 

Nascida como Cooperativa Tritícola de Não-Me-Toque e posteriormente renomeada Cotrijal, a cooperativa é uma participante tradicional da atividade tritícola no Rio Grande do Sul e uma das maiores cooperativas do estado, com 59 unidades de negócio destinadas à armazenagem de grãos e ao atendimento aos cooperados, além de 20 lojas e 10 supermercados. A cooperativa também apoia a atividade leiteira da região. 

75) COTRISAL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1953, em Sarandi (RS) 
Receita: R$ 2,25 bilhões 
Principal executivo: Walter Vontobel 

A Cooperativa Tritícola de Sarandi foi criada em 1953 por agricultores do norte do Rio Grande do Sul dedicados à produção de trigo. Atualmente, a Cotrisal possui 10,2 mil associados que se dedicam à produção de soja, milho e trigo. Dentre eles, 800 também investem na pecuária leiteira. A Cotrisal emprega 1.400 funcionários e tem capacidade de armazenar 16 milhões de sacas de grãos em 62 unidades de recebimento. A cooperativa opera 43 lojas e 16 supermercados, além de possuir um moinho de trigo, uma fábrica de rações e uma unidade de beneficiamento de sementes. 

76) COOPERCAMPOS 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1970, em Campos Novos (SC) 
Receita: R$2,22 bilhões 
Principal executivo: Luiz Carlos Chiocca 

A cooperativa surgiu de uma associação de produtores de trigo do oeste de Santa Catarina que buscavam melhores condições de comercialização e escoamento da safra. Atualmente a Coopercampos tem 85 unidades espalhadas por 33 municípios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São 1.740 cooperados e 1.590 funcionários. As atividades passam pela suinocultura e a produção de leite, além da produção de sementes de soja. 

79) COPÉRDIA 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1967, em Concórdia (SC) 
Receita: R$ 2,1 bilhões 
Principal executivo: Vanduir Martini 

Segunda maior cooperativa agropecuária de Santa Catarina, a Copérdia iniciou suas atividades com a produção de grãos. Nos anos 1980 ela ampliou suas atividades para a produção de suínos e aves, e atualmente é uma importante fornecedora para a Cooperativa Central Aurora. Em 2020 a Copérdia processou 250 milhões de litros de leite, 200 mil toneladas de grãos e 170 mil leitões. Engloba 16 mil cooperados e emprega 1.300 funcionários. 

81) COPASUL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1978, em Naviraí (MS) 
Receita: R$ 2,07 bilhões 
Principal executivo: Gervasio Kamitani 

A cooperativa surgiu no Mato Grosso do Sul a partir de 27 cotonicultores, a maioria de as cendência japonesa. As primeiras atividades se concentraram no algodão, com a construção de silos e usinas de beneficiamento. Posteriormente, a cooperativa ampliou suas atividades para grãos como milho e soja. Atualmente são 18 unidades em nove municípios, 1.600 cooperados e 635 colaboradores. Em 2020 a cooperativa recebeu 22,9 milhões de sacas de grãos e exportou 6,59 milhões de sacas. Também faturou R$ 481 milhões com a venda de insumos – sementes, defensivos e fertilizantes – alta de 36% ante 2019. 

82) CAPAL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1960, em Arapoti (PR) 
Receita: R$ 2,05 bilhões 
Principal executivo: Erik Bosch 

A Capal foi fundada por um grupo de agricultores holandeses que se instalou no Paraná no início dos anos 1960. Atualmente, a cooperativa é uma organização diversificada com 3.200 cooperados e 2.800 funcionários. A área agrícola assistida é de 147 mil hectares, com a cooperativa atuando nas áreas de soja, milho e sorgo. Em 2020 a cooperativa iniciou as operações da Energik, subsidiária dedicada à produção de energias renováveis, com capacidade instalada de gerar 1,2 MW de energia a partir do biometano. 

84) COPERCANA 

Setor: Agroenergia 
Fundação: 1963, Sertãozinho (SP) 
Receita: R$ 2,02 bilhões 
Principal executivo: Francisco Cesar Urenha 

A Copercana foi fundada por um grupo de produtores de canade-açúcar de Sertãozinho, no interior de São Paulo, para obter melhores condições de negociação com as usinas que moíam a cana. Atualmente, são 6.500 cooperados e 1.800 funcionários. A cooperativa possui negócios nas áreas agrícola (cana, soja, amendoim e milho), comercialização de insumos, lojas de ferragens e magazines, postos de combustíveis, supermercados, autocenter, corretora de seguros e distribuidora de combustíveis. 

98) COAGRIL 

Setor: Cooperativas 
Fundação: 1985, em Unaí (MG) 
Receita: R$ 1,73 bilhão 
Principal executivo: José Carlos Ferrigolo 

A cooperativa foi fundada no noroeste de Minas Gerais. Atualmente é uma das maiores do estado em comercialização de grãos. Em 2020 foi comercializado 1,19 milhão de toneladas de grãos, incluindo soja, milho, sorgo, trigo e milheto. A cooperativa tem uma capacidade de armazenar 144 mil toneladas de grãos como soja e milho e de armazenar cerca de 160 mil sacas de café, e também vende pneus e insumos aos cooperados. 


Por Redação MundoCoop 


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