Cooperativismo mineiro cresceu 13,3% movimenta R$ 43,3 bilhões em 2016

Publicado em: 19 julho - 2017

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O Brasil vivencia a sua pior recessão desde 1948, segundo dados do IBGE. O PIB do país enfrentou pela primeira vez, em quase 70 anos, duas quedas consecutivas – 3,6% em 2016 e 3,8% em 2015. Na contramão desse encolhimento, o cooperativismo mineiro segue colhendo bons resultados e alcançou o crescimento de 13,3% em 2016. O setor movimentou no ano passado R$ 43,3 bilhões em todo o Estado, o que corresponde a 7,8% do PIB de Minas Gerais. Os ramos Agropecuário, Crédito, Saúde e Transporte destacam-se na movimentação de renda e, juntos, eles representam 99% dos R$ 43,3 bilhões. Já os segmentos que mais geraram postos de trabalho foram Saúde, com 1.199 contratados, e Crédito, com 659 novos empregados.

Enquanto o Estado gerou R$ 26.562,78 de riqueza por cidadão, o sistema cooperativista mineiro fez girar R$ 29.007,14 a cada cooperado, 9,2% a mais. No ramo Agropecuário, o Estado permanece na dianteira da produção de leite e café no país. Minas Gerais é responsável por 56,3% da produção do grão. As cooperativas agropecuárias mineiras foram responsáveis por 55,9% desse total em 2016, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. Impulsionado principalmente pelo café, Minas Gerais arrecadou US$ 633,9 milhões em exportações, sendo o terceiro Estado brasileiro que mais exportou em 2016.

A título de comparação, o índice de crescimento do cooperativismo mineiro no ano passado é superior ao de grandes potências mundiais e países emergentes. No mesmo período, a Índia registrou um crescimento de 7% e a China de 6,7%, sendo que nenhuma das demais potências mundiais apresentou sequer 2%.

Esses números são motivo de comemoração para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, e compõem a 12ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, publicação, organizada pelo Sistema Ocemg, que traz uma radiografia do setor no Estado, por meio da consolidação de dados enviados pelas próprias organizações, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre diversos outros números.

“A explicação para toda essa pujança está na consolidação do cooperativismo, que vem ampliando consideravelmente seu número de adeptos. Somos um modelo econômico lastreado nas pessoas e regido por valores e princípios como democracia, honestidade e transparência. Para o nosso segmento não há sucesso possível sem a realização de cada um que participa dele”, explica Scucato.

Considerada a principal referência para o segmento, a pesquisa aponta ainda um crescimento de 5,8% no número de empregados no setor cooperativista ao longo do último ano. Foram criadas 2 mil vagas de emprego, totalizando 38.215 empregados em 768 cooperativas, distribuídas em dez ramos de atividades. O número de associados também cresceu 8,9% em relação a 2015, totalizando 1.495.152.



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