Cooperativismo: Qual é a bola da vez em 2021?

Publicado em: 30 março - 2021

Leia todas


Um novo ano começou e, com ele, a chance de criar oportunidades e soluções para reavaliar escolhas e traçar diferentes caminhos

Colocando à prova a capacidade de se adaptar às mudanças, a pandemia do coronavírus marcou uma era de desafios ao redor do mundo. Negócios e governos tiveram que utilizar da criatividade e perseverança para conseguirem se sobressair em um novo cenário de mercado, que mudou de caras da noite para o dia, e com o cooperativismo não foi diferente.

Protagonizando ações coletivas para gerar empregos, manter rendas e atender seus clientes, as cooperativas reforçaram sua representatividade para a economia do Brasil mostrando mais uma vez a resiliência em momentos de crise. Hoje, mesmo enfrentando percalços pelo caminho, o movimento registrou uma marca impressionante de 15,5 milhões de brasileiros fazendo parte do sistema. Mas afinal, o que esperar do cooperativismo daqui para frente?

Durante esse período de instabilidade, as pessoas descobriram a importância da cooperação e da sustentabilidade, e as empresas que se mantiveram firmes foram justamente as que criaram algo para a sociedade, atuando em prol do desenvolvimento das comunidades. Porém, essas características, que eram encaradas como novas para alguns, já eram exercidas pelas cooperativas desde sua criação. Em mais de 170 anos, o modelo cooperativo vem se atualizando para conseguir seguir as mudanças, disseminando informação, educação e formando gestores para pensar diferente da maioria.  

Diante da pandemia, os principais obstáculos enfrentados vão desde conseguir manter uma boa liderança e um relacionamento humano, até aprimorar a capacidade de inovar, seja externa ou internamente. E no meio dessas descobertas, foi possível perceber que a tecnologia estava muito mais preparada para amparar os negócios do que imaginávamos, mas ela sozinha não gera transformação! O mundo precisou mais do que nunca das pessoas e da cooperação.  

Com alívio, 2020 chegou ao fim. Mas muito se engana quem pensa que 2021 será um ano mais tranquilo. Fazer a economia girar ainda é prioridade e apenas redes de trabalho colaborativos e sustentáveis conseguirão seguir as premissas de uma nova sociedade de consumo.

O ano da superação

Indo na contramão do declínio causado pela pandemia, o movimento cooperativista se fortaleceu em muitos aspectos durante a crise financeira. Os ramos, que passaram por uma nova estrutura e foram reduzidos de 13 para 7, conseguiram maiores resultados e espaços para suas cooperativas, que vem se expandindo constantemente em todos os setores. Atualmente, o Brasil soma mais de 2.522 cooperativas que possuem mais de 20 anos de atuação no mercado e, dessas, 591 tem mais de 40 anos de existência.  

Que 2021 seguirá trazendo muitas oportunidades e adversidades é um fato, mas a principal provocação é a necessidade de manter o olhar atento para conseguir usar os acontecimentos de 2020 como uma plataforma de aprendizado para o desenvolvimento.

E pensando em esclarecer e entender os panoramas dos setores para esse ano, a MundoCoop convidou os coordenadores nacionais e representantes estaduais dos 7 ramos do cooperativismo para fazer uma análise de expectativas e previsões sobre o futuro de cada um deles e, trouxemos também especialistas em suas áreas para discutir as 5 tendências que estarão mais presentes do que nunca no mercado!

As transformações serão inúmeras e os próximos passos são essenciais para conseguir sobreviver no futuro! No final das contas, qual é realmente a bola da vez de 2021?

Confira:

Ramo Agropecuário: O potencial do Agro

Marcado por desafios e aprendizados, o ano de 2020 trouxe a confirmação de que o agronegócio se estabeleceu como uma grande potência para a economia do Brasil. E hoje, mesmo com muitos questionamentos pela frente, a certeza é uma só: estar atento às tendências do ramo em 2021 é fundamental.

Nesse cenário de crise, onde o agro demonstrou sua capacidade de produzir e abastecer a demanda global de forma segura, o impacto das cooperativas foi notório. Além de trazerem mais autonomia e controle para os produtores, elas garantiram uma maior agregação de valor nas produções, impulsionaram significativamente o desenvolvimento do setor – que cresceu por volta de 21% em 2020 – e se fortaleceram como grandes parceiras dos avanços tecnológicos.

Porém, apesar do agronegócio já estar inserido nesse contexto digital, há muitos obstáculos a serem enfrentados nos próximos anos como, por exemplo, a conectividade no campo que ainda precisa ser estudada. Em um sentido macro, as cooperativas agro prometem maiores ganhos com sua representatividade na escala, demonstrando que a intercooperação pode trazer progresso para o mercado nacional e internacional.

Luiz Roberto Baggio, Diretor da Cooperativa Bom Jesus  e coordenador do Ramo Agropecuário

“O Ramo Agro cresceu em torno de 21% no ano de 2020, com faturamento acima de $ 245 bilhões de reais.  Apesar de todos os desafios e complicações, desemprego, retração econômica, novos parâmetros de competição, o desempenho em relação ao resultado também foi bom.  Os parâmetros e propósitos que conduzem as cooperativas agropecuárias, estão em alguma medida alinhados aos pilares discutidos no último congresso de Cooperativismo, Comunicação, Mercado, Representação, Inovação, Intercoopeeração, Governança e Gestão.

Entretanto o profissionalismo na gestão das cooperativas, o planejamento estratégico, a rapidez de adaptação ao novo cenário e os princípios de governança e compliance, turbinaram esse crescimento e habilitam as cooperativas para o futuro.

Em 2021 o crescimento tende a continuar nos mesmos patamares. Com investimentos previstos em torno de 5 bilhões de reais, cenário cambial favorável e exportando para mais de 100 países a expectativa é favorável. Reforço ainda que a intercooperação vem sendo utilizada com maior amplitude, o que possibilita ganhos de escala e aproveitamento mais adequado do modelo de negócio cooperativista, quem ganha com isso é o cooperado e a sociedade. Um cooperativismo agro muito mais preparado e eficiente.”

Ramo Crédito: Cenário positivo

Desde movimentações básicas até as mais complexas, a presença de instituições financeiras sempre foi imprescindível na vida das pessoas e quando o assunto é atender as necessidades da população, o cooperativismo de crédito vem se tornando cada vez mais a melhor alternativa.

Em um ambiente onde todos os correntistas são donos do negócio, o objetivo central não é o acumulo de lucro, mas ouvir e oferecer soluções para o cooperado, estimular o empreendedorismo e promover a educação financeira. Tudo isso com amplas opções de produtos, serviços e condições que fazem com que as cooperativas se destaquem no mercado que estão inseridas.

E, comprovando serem importantes agentes de desenvolvimento social e econômico, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras fisicamente presentes em 594 municípios brasileiros. Um dos inúmeros motivos pelo qual o Banco Central tem incentivado o crescimento e valorização desse movimento. Além disso, o setor é composto por 827 cooperativas com registro ativo junto à OCB que, juntas, englobam mais de 10 milhões de cooperados e geram mais de 71 mil empregos. Ainda, os ativos totais do ramo superaram R$ 310 bilhões, em 2019, demonstrando grande capacidade na obtenção de resultados positivos por parte das cooperativas.

Marco Almada, Presidente da Instituição Financeira Cooperativa Sicoob e coordenador do Ramo Crédito

“A atipicidade de 2020 trouxe para o mundo uma condição inédita, com mudanças no cenário social e econômico. Para o cooperativismo financeiro, o contexto nos exigiu resiliência e inovação; no Sicoob, em linha com os esforços gerais, essa situação significou um considerável empenho para amparar nossos cooperados e cooperativas para o enfrentamento das adversidades.

Fizemos esforços para prorrogar dívidas, dar fôlego e não exigir caixa para emprestar; tivemos boas atuações via Pronampe, FGI-PEAC, PESE e PEAC (linhas emergenciais para cooperados e cooperativas), sempre sendo uma das instituições privadas mais ágeis para oferecer esse crédito. Só para o público MPEs, o aumento da nossa atuação foi de 64%, liberando R$ 4,1 bilhões.

É imprescindível que continuemos atuando vigorosamente empenhados na execução de nosso propósito, levando aos nossos cooperados justiça financeira e prosperidade. Porém, não somos desobrigados a oferecermos resultado, então a expectativa para os próximos anos é dobrar o número de cooperados, triplicar a carteira de crédito e a captação, bem como aumentar os índices de cobertura e rentabilidade.”

Ramo Saúde: De olho na recuperação

Como uma das vertentes mais necessárias na sociedade, a saúde – seja pública ou privada – é a responsável por manter o bem-estar e a expectativa de vida da população através de atendimento, acolhimento e orientação, além de ser um direito fundamental previsto na Constituição Federal.

Apresentando mais de 50 anos de existência, o sistema cooperativo de saúde brasileiro é o maior do mundo e referência para todos os países. Apenas as cooperativas operadoras de planos de saúde obtiveram, em 2019, receita superior a 75 bilhões de reais. Nesse mesmo ano, as cooperativas do ramo geraram quase R$ 6 bilhões em salários, benefícios e tributos.

Com a aparição da pandemia do Covid-19, a saúde brasileira triplicou seu alerta e importância e encontrou justamente no cooperativismo de saúde a linha de frente para o combate, adaptação e construção de uma nova realidade. Com isso, o ramo cooperativista, que está presente em 85% dos municípios do Brasil levando saúde de qualidade para a população e já atende cerca de 25 milhões de brasileiros por meio de seus planos de saúde (médico e odontológico), clínicas, hospitais e serviços especializados, ganhou destaque e virou o exemplo da humanização e qualidade que o país precisa.

Orestes Pullin, Presidente da Unimed do Brasil e coordenador do Ramo Saúde

“Em 2020, o Ramo Saúde foi impactado por uma das mais graves crises de nossa história recente, a pandemia do novo coronavírus. Diante dela, vimos as cooperativas empenhando esforços para ampliar sua capacidade de atendimento aos pacientes acometidos pela COVID-19 e garantir as melhores condições de trabalho e segurança às equipes de médicos e demais profissionais que, ainda hoje, travam essa batalha na linha de frente.

É preciso relembrar neste início de 2021 que a pandemia ainda não acabou. Teremos de estar zelosos e atuantes por bastante tempo, provendo serviços excelentes e trabalhando pela conscientização da sociedade.

O cooperativismo tem muito a agregar, pois se posicionará de acordo com a realidade das regiões onde as cooperativas estão inseridas, sendo um suporte fundamental em qualquer ação e debate para a superação deste momento.

Enxergo também que algumas práticas serão fortalecidas no setor de saúde, como o uso de ferramentas de teleassistência, iniciativas de Atenção Primária e o uso de prontuário eletrônico, por exemplo.”

Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços: Reinvenção na pandemia

Possuindo um importante papel no acesso democrático ao mercado, as cooperativas de trabalho somaram mais de R$ 1 bilhão em ativos em 2019 e possibilitaram melhores condições para a sua rede de apoio. Porém, com o impacto da pandemia, o cenário exigiu uma reestruturação que fez com que o setor encontrasse na inovação e na criatividade, uma forma de continuar atendendo seus clientes com qualidade.

Reunindo forças de treze segmentos, incluindo trabalho, produção mineral, turismo e educação, o ramo precisou se reinventar para conquistar o consumidor e se manter na disputa durante a crise econômica. Para isso, questões como a valorização consumo local, transformação digital, cooperativismo de plataforma e novas estratégias de relação de trabalho, foram e são alguns dos mais importantes fatores para o impulsionar o setor em 2021.

Margaret Garcia da Cunha, Presidente da Fetrabalho/RS e coordenadora do Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços

“O Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços teve um dos seus maiores desafios quando a OCB compreendeu que deveria ser realizada uma reestruturação dos ramos. Os 13 ramos se tornaram 7, pois o Ramo Trabalho foi expandido. Dessa maneira, tornou-se o Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços reunindo cooperativas dos ramos Educacional, Especial, Produção, Mineral, parte do Turismo e Lazer e o Ramo Trabalho.

Outro desafio encontrado seria o monitoramento das cooperativas existentes no ramo, buscando promover qualificação, gestão profissional, inovação e tecnologia. Vimos a importância da promoção dessas ações em decorrência da Pandemia da COVID-19, pois muitas cooperativas tiveram que se reinventar, criar serviços ou adaptar os que já existiam. Como exemplos da adaptação e da resiliência que muitas cooperativas demonstraram, podemos destacar: cooperativas de costureiras deram início a confecção máscaras, cooperativas educacionais introduziram a educação a distância, cooperativas de serviço readaptaram seus portfólios oferecendo serviços de protocolos de cuidados e segurança e serviços especializados em sanitização de ambientes.

Então, quando nos perguntamos “o que será desse ramo em 2021?” precisamos observar o que aconteceu em 2020, um ano que nos pegou de surpresa e nos fez refletir sobre nosso ramo. Convivendo há quase um ano e observando o mercado e a Pandemia, podemos entender que em 2021 teremos mais um ano de restrições e será necessário criar, cada vez mais, novas oportunidades para nos adaptar ao novo momento. Observar o mercado, preparar e incentivar os nossos associados (cooperados) será fundamental.

São as nossas cooperativas que dão a oportunidade as pessoas se organizarem em empreendimentos coletivos gerando renda e trabalho aqueles que desejam. O DNA do Ramo Trabalho e Produção de Bens e Serviço é promover a inclusão das pessoas, garantindo o direito ao trabalho digno e a renda, unindo sempre os valores sociais e econômicos na busca de um mundo mais justo.”

Ramo Consumo: Grandes desafios

Sendo o modelo que deu origem ao cooperativismo em 1844, na Inglaterra, o ramo Consumo, reúne as cooperativas destinadas à compra em comum de produtos e/ou serviços para seus cooperados e possui seis segmentos: serviços educacionais, produtos alimentícios, vestuário e beleza, supermercados farmácias e postos de combustíveis, serviços veiculares e turísticos e outros serviços.

A oferta de produtos com qualidade e preços mais acessíveis está entre os benefícios trazidos pelas cooperativas do setor. Elas que, por sua vez, são conhecidas por movimentarem um ramo que investe constantemente na prática da intercooperação. Apenas em 2019, o cooperativismo de consumo brasileiro devolveu aos cofres públicos do país R$ 330 milhões de reais em tributos. Isso sem contar os R$ 486 milhões alocados com salários e benefícios aos funcionários do ramo. Além disso, a pandemia e o processo de retomada econômica abriram muitas oportunidades para as iniciativas coletivas que, grande medida, se vincularão ao movimento cooperativo e, em especial, ao ramo Consumo.

Marcio Francisco Blanco do Valle, Presidente da Coop – Cooperativa de Consumo e coordenador do Ramo Consumo

“A expectativa pelo enfraquecimento da pandemia, o início da recuperação da economia, dos empregos e a melhora na situação fiscal do país ainda não se confirmou. Mesmo com a chegada da vacina temos ainda muito grandes desafios, além da incerteza de quando efetivamente retomaremos uma atividade mais estável e previsível.

No ramo consumo que opera bens e serviços em atividades consideradas essenciais (supermercados, drogarias e postos de combustíveis), o ambiente não é mais ameno como possa parecer. Há dificuldades com funcionários infectados ou pertencentes a grupos de risco, custos adicionais devido às indispensáveis medidas preventivas, que proporcionem um mínimo de tranquilidade aos cooperados e clientes, restrição à capacidade e horário de funcionamento, entre outras.

O momento ainda exige rigoroso controle do fluxo de caixa, gestão dos estoques, controle das perdas, cuidado com os colaboradores e disciplina na operação, com observância de todas as medidas de prevenção.

Outro desafio é o financiamento das expansões e investimentos, o mercado financeiro está restrito e com taxas ainda elevadas devido ao risco de inadimplência, principalmente de pessoas jurídicas.

A perda de renda disponível e a falta de matérias-primas e insumos também são ameaças, o que, no seu conjunto, tornam o ano de 2021 tão ou mais desafiador do que foi 2020.

Mas, na medida em que sociedade, empresas e setor público trabalhem alinhados no mesmo objetivo de preservar a saúde da população e da economia, acredito que temos, como em toda crise, boas oportunidades de desenvolvimento, com criatividade, comprometimento e agilidade.”

Ramo Infraestrutura: Cenário Incerto

Possuindo a diversidade de atuação como uma das suas principais características, o ramo Infraestrutura representa oito segmentos: água e saneamento, construção civil habitacional, construção civil comercial, desenvolvimento, distribuição de energia, geração de energia, irrigação e telecomunicações. Todos eles indispensáveis para a sociedade e suas comunidades espalhadas pelo país.

Dentre essas atuantes, o ramo pode destacar as cooperativas responsáveis por distribuir e gerar energia elétrica – atendendo mais de 4 milhões de brasileiros apenas com eletrificação rural – e fornecer telecomunicação a mais de 800 municípios brasileiros. Essas que cresceram 3,6% em sua demanda de energia durante a pandemia. Além disso, a construção civil habitacional possui o maior número de cooperativas do ramo e representa 30% do setor. Segmento esse que agrega 1,1 milhões de cooperados e tem ganhado visibilidade no mercado por seus preços mais acessíveis e a alta qualidade de seus empreendimentos.

Jânio Vital Stefanello, Presidente da Infracoop e coordenador do Ramo de Infraestrutura

“O Ramo de Infraestrutura tem boas expectativas para o ano de 2021. Os leilões de energia, estão disseminados nas nossas cooperativas de energia, especialmente derrubando os seus custos e repassando aos seus associados. Observamos cooperativas que diminuíram em torno de 20% os valores pagos pelos seus associados. Esta prática, fortalece o sistema de infraestrutura e aproxima a sua relação com seus associados. 

Na área de geração de Energia, especialmente no Sul, projetos de intercooperação entre as cooperativas, estimularam investimentos em construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas, investimentos robustos estão previstos para 2021.

Na área de Telecom, a construção de fibra ótica e uma internet de qualidade, que estão aguardando a aprovação do PL 8.824/2017, oportunizando a criação de Cooperativas de Telecomunicações. Vamos acompanhar a regulamentação e aprovação do congresso nacional do tema da Geração Distribuída, pois entendemos que o sistema tem que ser sustentável, e o pagamento do uso da rede pelos novos geradores, é uma forma de equilíbrio no sistema elétrico.

A inovação é o tema chave para as cooperativas de infraestrutura!”

Ramo Transporte: Novos hábitos

Marcado por sua grande diversidade, o cooperativismo de transporte é um dos ramos que mais cresce no Brasil. E para provar, os indicadores financeiros mostram que não só oferecem melhores condições para seus cooperados, mas também evidenciam seu impacto na sociedade: em 2019, as cooperativas recolheram, junto aos cofres públicos, mais de R$ 210 milhões. Porém, com a chegada da pandemia, importantes reflexões mostraram a necessidade de se adaptarem diante das relevantes mudanças de hábitos de consumo e na relação entre consumidores e organizações.

Sendo dividido em seis segmentos – entre eles bens de fornecimento, transporte individual de passageiros, entre outros – as cooperativas de transporte aproveitaram rapidamente as oportunidades que o isolamento social apresentou como, por exemplo, sua forte presença no delivery e atuando em grandes plataformas de e-commerce. Para 2021, o setor promete buscar novas formas de estratégias de negócio para aprimorar o desenvolvimento e aumentar sua participação.


Por Fernanda Ricardi e Jady Mathias Peroni – Matéria publicada na Revista MundoCoop, edição 98



Publicidade