FAESC/SENAR e Capitania dos Portos assinam parceria

Publicado em: 04 agosto - 2017

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Objetivando oferecer qualificação a pescadores e maricultores a fim de habilitá-los para o exercício profissional das capacidades previstas nas Normas da Autoridade Marítima, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), assinou, em 25 de julho, Termo de Cooperação Técnica e Financeira com a Capitania dos Portos de Santa Catarina (CPSC), o Sindicato Rural de Florianópolis e o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF).

O  acordo, segundo José Zeferino Pedrozo, presidente da FAESC, oportunizará aos trabalhadores marítimos da Grande Florianópolis o acesso a cursos de formação que os habilitará para o exercício profissional das atividades de pesca e maricultura. O curso para Pescador Profissional (POP), por exemplo, utilizará uma metodologia de ensino que tem como fundamento a formação por competência, propiciando ao aluno conhecimentos teóricos e práticos que possibilitam a ampliação de seu aprendizado no dia a dia de sua atividade profissional.

“Todo profissional que exerce trabalho em ambiente aquático necessita ser habilitado pela Marinha do Brasil, que promove cursos de formação para as diversas áreas de atuação marítimas e fluviais, inserindo os concluintes no sistema como aquaviários e documentando-os por meio de Caderneta de Inscrição e Registro (CIR)”, complementa o capitão de corveta e chefe do Departamento de Ensino Profissional Marítimo da Capitania de Portos de Santa Catarina, Orlando Gonzaga, ressaltando que embarcações de pesca não admitem passageiros, portanto todos seus tripulantes devem ser profissionais pescadores e o que único modo de exercer essa atividade de forma legal é obtendo a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), fornecida após a conclusão com êxito do Curso de Formação de Aquaviários do Grupo III – Pescadores, que também atende maricultores e será disponibilizado por meio do convênio firmado.

Vale destacar que a colonização açoriana contribuiu para a construção da vocação natural das comunidades para o trabalho junto ao mar, sobretudo nas atividades de pesca e maricultura. No litoral catarinense muitas comunidades atuam quase que exclusivamente nas atividades marítimas, exercendo-as, no entanto, sem a habilitação obrigatória para a prática da profissão. Diante dessa situação, muitas vezes colocam em risco a segurança da navegação, da vida humana no mar, do meio ambiente e deixam de agregar à sua produção o valor que poderiam se obtivessem acesso a conhecimentos fundamentais da área.



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