Governança Cooperativa: O PAPO COOP #8 já está disponível!

Publicado em: 12 outubro - 2021

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O episódio 8 do PAPO COOP está no ar, e traz para o palco EUDER LOPES, especialista em cooperativismo. Para falar sobre o futuro do desenvolvimento interno das cooperativas, ele fala sobre o tema GOVERNANÇA COOPERATIVA

Um dos temas mais relevantes da atualidade, a governança reúne diversas práticas. São processos realizados para aprimorar o regime interno de uma organização, e aumentar a capacidade de desenvolvimento da mesma. Lopes começa levantando a seguinte questão… 

“Será que a estrutura de governança da minha cooperativa precisa e pode ser aprimorada?” 

Para entendermos como essa prática funciona, temos que retomar a origem da palavra da governança. O termo foi cunhado dentro do ambiente do setor público, e posteriormente evoluiu em outras esferas, até chegar ao mundo corporativo (as grandes empresas e corporações). 

Dentro desse contexto, a governança reúne os sistemas pelos quais tais empresas e corporações são dirigidas: práticas colocadas de forma a aumentar os resultados e agradar os stakeholders. Para que a empresa tenha proximidade e afinidade com o mercado, é necessário que os princípios de governança sejam bem definidos: transparência, equidade, responsabilidade, entre outros. 

“O que tudo isso tem a ver com o cooperativismo?” 

As cooperativas são – assim como outros negócios – entidades que precisam de um regime de boas práticas para transparecer segurança para o seu público. É através de valores sólidos que a cooperativa ganha confiança junto ao seu cooperado, à comunidade em que está inserida e todo o entorno. 

A partir de uma boa governança, a cooperativa intensifica a relação com seus cooperados, gerando uma maior capacidade de negócio, ajudando assim não apenas ela, mas todos os indivíduos envolvidos neste processo. 

“Desde a primeira cooperativa, há uma estrutura de governança” 

Apesar de ser um tópico que vem ganhando destaque somente nos últimos anos, a governança está presente de diversas formas ao longo da história. No contexto das cooperativas, esse regime de práticas pode ser identificado desde as origens do movimento, em 1844. 

Tal fenômeno ocorre pois desde a origem da cooperativa, quando o proprietário não está 100% do tempo ligado ao negócio, há uma necessidade de eleger representantes e outros nomes que precisarão administrar os seguimentos do empreendimento. Mesmo que de forma rudimentar, a governança cooperativa se fazia presente nos primeiros momentos desse movimento centenário, à medida que era necessário colocar em prática métodos que levassem ao desenvolvimento. 

“Qual o nível de governança que nós queremos e que nossos negócios precisam ter?” 

Falar que o cooperativismo conheceu a governança recentemente é um erro. Presente desde a origem do movimento, hoje essas práticas tem um nome próprio, e a missão das cooperativas é desvendar como colocá-las em prática de forma a auxiliar no desenvolvimento da cooperativa. 

Uma boa governança cooperativa leva ao desenvolvimento sustentável, ao crescimento dos negócios e principalmente – a novos mercados, fenômeno que pode ampliar a capacidade de transformação que as cooperativas possuem. A governança bem definida torna as cooperativas mais relevantes para a comunidade, colocando-as como motores indispensáveis da sociedade. 

“No contexto das cooperativas, alguns ramos tem hoje a governança como algo indispensável e obrigatório” 

Sendo um movimento focado em pessoas, o cooperativismo tem uma missão de sempre entregar os melhores resultados e práticas, de forma transparente e eficiente. Com isso, no mundo atual a governança passou a ser um item obrigatório em dois ramos do movimento: o crédito e a saúde. 

No ramo crédito, a governança veio através de leis que orientaram as cooperativas a seguir práticas do mundo corporativo, dentro do contexto cooperativo. Com o passar dos anos, a governança nas cooperativas de crédito foi se desenvolvendo, chegando à exemplar configuração que observamos nos dias atuais, e que tem levado a um crescimento exponencial do setor. 

Já no ramo da saúde, a governança chegou como um item obrigatório em 2019, quando uma resolução trouxe as práticas que as operadoras de saúde deveriam seguir a partir daquele momento. Através de órgãos reguladores, a governança foi implementada nestes dois ramos de forma a garantir boas práticas, alinhadas com o mercado como um todo.  

“Diante da governança, há o risco da perda da identidade cooperativa” 

Com práticas externas sendo absorvidas constantemente, o medo de perder as características que tornam o cooperativismo algo único se mostra presente. Como continuar com os processos que nos tornam uma cooperativa quando fatores externos começam a se envolver nos processos? 

Diante deste cenário, o sistema cooperativo movimentou-se de forma a criar um novo tipo de governança: a Governança Cooperativa. Pautada em valores e princípios cooperativistas, tais práticas levam em conta aquilo que tornam as cooperativas aquilo que elas são. 

Hoje, o grande desafio das cooperativas é preparar os seus gestores para esse novo mercado. Um mercado onde a governança realiza um papel fundamental. Tamanha a importância da governança, hoje ramos que não possuem marcos regulatórios sobre o tema – como o ramo agro – adotaram de forma espontânea práticas de governança cooperativa, que os colocam alinhados ao que acontece no mercado “lá fora”. 

“As cooperativas tem atingido resultados de excelência a partir da governança” 

Com a implementação de práticas e processos bem estruturadas, cooperativas de todos os tipos já tem colhido o fruto da governança que colocam em prática. São resultados positivos para o cooperado, cooperativa, comunidade e para todo o país. 

A lição que fica, Euder Lopes ressalta em sua conclusão, é que a de que a GOVERNANÇA COOPERATIVA é o modelo ideal para que as cooperativas se desenvolvam, ser perder os princípios, características, práticas e valores. Através de boas práticas, as cooperativas poderão levar mais confiança para as comunidades onde atuam, trazendo desenvolvimento e progresso, principais missões do movimento.  

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Por Redação MundoCoop



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