Indicação Geográfica pode agregar valor ao café da região de Espírito Santo do Pinhal

Publicado em: 01 agosto - 2016

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O café produzido na região de Espírito Santo do Pinhal – inclusive pelos cooperados da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal (Coopinhal) – obteve registro de reconhecimento de Indicação Geográfica de Procedência do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Solicitada em 2009, a concessão foi recebida pelo Conselho do Café de Mogiana do Pinhal (Cocampi) e deve agregar mais valor à produção cafeeira regional. Para tanto, o processo contou com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A certificação contempla os municípios de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antonio do Jardim, Aguaí, São João da Boa Vista, Águas da Prata, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu e Itapira. A área delimitada tem como característica a cafeicultura de montanha com cultivos em espaçamento tradicional e sistemas de produção familiar. Além da Coopinhal, a certificação é válida também para os associados a Associação dos Produtores Rurais do Bairro Areião e Região (Apra), Sindicato Rural de Espírito Santo do Pinhal (Sindipinhal), Associação de Cafés Especiais de Santa Luzia (ASSL) e Associação dos Produtores Rurais de Santo Antonio do Jardim (Aprojardim).

A novidade estabelece procedimentos para o processamento de café em grão verde natural, cereja descascado e despolpado via fermentação, além de apontar definições de rastreabilidade e responsabilidade social e ambiental. A bebida deverá obter nota mínima de 75 pontos para os cafés oriundos do processamento natural e 80 para os do processamento cereja descascado e despolpado, nos termos da metodologia da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). O café industrializado poderá ser vendido utilizando-se a indicação de procedência sob os tipos “Gourmet” e “Superior”, com pontuações iguais ou superiores a 7,3 e a 6 respectivamente, pela classificação do Programa de Qualidade do Café da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Quando da elaboração de blends, a quantidade mínima é de 60% de café da origem geográfica.

“Para nós da Secretaria, a certificação é fundamental porque queremos inclusão social para os produtores rurais. Queremos estabilidade econômica do nosso produtor agrícola, seja ele familiar, pequeno, médio ou grande. Tem espaço para todos eles no mercado. Como sempre nos recomenda o governador Geraldo Alckmin, é importante que o Estado cada vez mais consiga agregar valor à produção do campo e gerar mais renda para o produtor”, destacou o secretário Arnaldo Jardim.