Indicadores econômico-financeiros são importantes para as organizações

Publicado em: 23 agosto - 2016

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Indicadores de sustentabilidade econômico-financeiros são índices que permitem fazer um prognóstico acerca da saúde e da continuidade das organizações. Esses parâmetros são subsídios para investidores e credores. Especialistas consideram seu uso importante para a gestão empresarial.

Em linhas gerais esses indicadores levam em consideração os fatores que podem influenciar o desempenho das companhias no curto, médio e longo prazos, e são diferentes para cada área de atividade. “Os indicadores são variados para cada área de negócio e não levam em conta apenas fatores econômicos, mas também sociais e ambientais, considerando a possiblidade de impacto em cada área. Uma empresa de mineração tem indicadores de sustentabilidade ambiental diferentes dos de um banco, por exemplo, visto que os impactos de um desastre ambiental são muito maiores para a sustentabilidade do negócio”, afirma o superintendente de Relações com Investidores do Itaú-Unibanco Holding, Geraldo Soares.

Diversas organizações mantêm indicadores que são respeitados e reconhecidos por agentes de mercado. É o caso do Dow Jones Sustentability Index World (DJSIW), criado em 1999 pela Bolsa de Valores de Nova York. Ele avalia a sustentabilidade financeira das empresas consideradas de nível global nos seus setores e cria uma lista dos melhores resultados. “Eles enviam um questionário com perguntas sobre diversas áreas da companhia e em setembro informam os melhores. A cada ano eles são mais rigorosos. O Itaú e a Cemig são as únicas empresas brasileiras que estão no índice desde sua primeira edição”, afirma Soares. O DJSIW de 2015 tem 317 organizações, das quais cinco são brasileiras.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), iniciativa pioneira na América Latina. O indicador analisa comparativamente a performance das empresas listadas na Bolsa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

Para Soares, os indicadores mostram o que os investidores internacionais estão procurando e permitem que a gestão se aperfeiçoe. “Para nós, o DJSIW é uma ferramenta de benchmarking. Eu vejo quem está em melhor posição do que a minha no ranking, pesquiso o porquê e analiso a possiblidade de implementar melhorias em minha gestão.”

Sob essa perspectiva internacional surgiu o conceito de Relatos Integrados (IR na sigla em Inglês), em que as organizações apresentam informações financeiras e não financeiras, visando a uma comunicação clara e eficiente de como transformam recursos em valores. Além de mostrar ao mercado que as empresas seguem um padrão internacional de comunicação de suas atividades, o IR auxilia as companhias a pensar suas estratégias de forma integrada.

Eduardo Flores, alternate member do conselho internacional do IR (The IIRC), defende a tese de que a contabilidade é um grande banco de dados, e, portanto, capaz de auxiliar a gestão na sustentabilidade das empresas. “O profissional da contabilidade é o portador dessas informações. Com base nelas, ele pode buscar um lugar mais estratégico na organização, sobretudo, no que se refere ao processo de comunicação com agentes externos às organizações, como, por exemplo, credores e investidores.” Soares também destaca o papel central do profissional da contabilidade na consolidação dos indicadores. “Divulgar informações sem consistência contábil não atende o mercado. E o profissional da contabilidade conhece todas as informações que são requeridas nos indicadores, está apto a prestar uma consultoria qualificada.”



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