Já disponível: confira agora o episódio #10 do Papo Coop!

Publicado em: 02 novembro - 2021

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O episódio 10 do PAPO COOP está no ar. Nesta semana, o convidado é THOMAS ECKSCHMIDT, escritor e entusiasta em cooperativismo. Em sua reflexão, ele responde à pergunta: COOPERATIVISMO É O CAPITALISMO CONSCIENTE? 

“A natureza de qualquer empreendimento é ser algo para o bem” 

Muitas vezes a ideia de que o capitalismo é algo que sobrou se faz presente. Um vestígio que ficou após várias tentativas e sistemas sociais que não deram certo por um ou outro motivo. Nos perguntamos então se o sistema atual funciona, se ele pode existir de forma mais consciente e sustentável. 

Dentro deste contexto, existe o cooperativismo. E aqui é levantada a seguinte questão: o cooperativismo é o capitalismo consciente? Thomas logo responde: Sim. Ao ser algo que nasce para o bem, o empreendedor se assemelha a princípios e valores do cooperativismo. E o cooperativismo se apresenta como um elemento essencial para a construção de um capitalismo consciente e humanizado. 

Neste mundo, cooperativismo e empreendedorismo compartilham características. Assim como todo empreendedor, o cooperativista formula a sua ideia de forma que ela traga um impacto positivo. Toda ação, para ele, precisa ter um potencial, alinhado com os valores e princípios que tornam o movimento algo único. 

“A crença de que se pode mudar o mundo através de uma ideia possui um nome: propósito” 

Assim como um empreendedor acredita que seu produto ou serviço pode ajudar um indivíduo, o movimento cooperativista acredita que sua estrutura e filosofia podem mudar o mundo. Através de um propósito bem determinado, empreendedores e cooperativistas trabalham diariamente para entregar algo de valor. 

O PROPÓSITO se coloca como o primeiro fundamento para se ter um capitalismo consciente. Entender que aquele serviço irá trazer uma mudança, que fará a diferença na vida de alguém. Não de forma pontual, mas sim, duradoura. 

“O meu sucesso, depende do sucesso coletivo” 

Na busca por um capitalismo consciente, entender que os ganhos precisam ser coletivos é o segundo fundamento. Para que eu tenha sucesso, é preciso que a minha comunidade também tenha sucesso. Para que haja sucesso nos negócios, é preciso que todo o corpo de pessoas envolvidos no processo, seja bem sucedido em sua posição. Para que haja resultados, é preciso abraçar o poder que a coletividade traz.  

O terceiro fundamento é a CULTURA. Colocar de forma sistêmica a ideia de que é preciso entender como o coletivo se comporta. De que forma o trabalho conjunto pode ajudar a tornar a missão algo concreto. 

Por último, está o fundamento da LIDERANÇA. Quando o líder sabe o que ele pode fazer, como ele pode mudar o mundo. De que forma o seu negócio pode trazer benefícios não para si mesmo, mas para o todo. 

“O cooperativismo constrói uma cultura onde todos trabalham juntos, em prol de um bem coletivo” 

Os fundamentos aqui apresentados não estão presentes apenas no “capitalismo tradicional”. Assim como o empreendedor, o cooperativista utiliza esses pontos para definir o caminho que irá seguir. A partir de um propósito definido, uma cultura cooperativista bem estruturada e uma liderança capaz de entender e ouvir a voz de seu grupo. 

Valores cooperativistas são compartilhados por mentes empreendedoras. A crença de que algo bom pode ser feito, e de que aquela simples ação irá impactar de forma abrangente o todo. 

“O cooperativismo é uma das melhores expressões do que chamamos de capitalismo mais consciente” 

Um dos princípios do cooperativismo é a valorização do grupo. Do coletivo. Ao contrário de um enriquecendo às custas do outro, o cooperado vê o seu entorno se desenvolver. Tal realidade, torna a cooperativa um ambiente onde os efeitos do trabalho são efetivamente vistos e distribuídos de forma interna, e coletiva. 

Ao compartilhar dos quatro fundamentos do capitalismo consciente, a filosofia cooperativista se coloca como um movimento que melhor entende a necessidade de uma reformulação da forma como os negócios são feitos hoje. Tal alinhamento, mesmo que se relacione com demandas atuais, está presente no movimento desde a sua criação, tornando-o um pioneiro de um conceito que é amplamente difundido nos dias atuais. 

“Quando falamos de capitalismo consciente, estamos falando de quatro princípios” 

Pensar numa nova forma de entender o capitalismo como o conhecemos, requer uma reformulação de pensamentos. E a mudança vem com novas características. Novos pilares que o guiam. O capitalismo consciente se baseia em uma causa, propósito, interdependência e cultura, e por fim, liderança. 

A nova gestão deve olhar para o ecossistema. Para as pessoas que estão envolvidas no processo, e em quais papéis elas desempenham no todo. Tal futuro coloca a coletividade no topo, em uma posição de protagonismo. E esta é a principal característica do ideal capitalismo consciente. 

“A cooperativa mais forte é aquela que trabalha – efetivamente – para o todo” 

Hoje, empresas que fazem sucesso com o público tem em sua cultura os pilares aqui mencionados: organizações de sucesso são conhecidas por sua cultura e seu propósito. Não pelos seus produtos. A experiência e a comunicação de um propósito é o principal elemento. 

A cooperativa que trabalha efetivamente os seus pilares, tem em seu caminho os resultados que a esperam. Para isso, é preciso “olhar para o eco, e não para o ego”. Onde há um cooperado em dificuldade, há um ponto de atenção a ser sanado. Onde todos estão progredindo, há uma cooperativa forte, que entrega propósito e qualidade de vida. 

Ao usar características de sistemas sociais diferentes, o cooperativismo é bem sucedido na missão de gerar riqueza e distribuí-la. Tal característica faz parte da essência do movimento, tornando-o um sistema único. Mesmo que não possuísse em suas mãos os conceitos que hoje são populares, o cooperativismo já tinha em sua origem aquilo que hoje conhecemos como capitalismo consciente e empreendedorismo. 

“Criamos uma cultura onde o resultado do trabalho coletivo, também resulta em retorno financeiro” 

Nesta transformação, as lideranças foram essenciais para ensinar uma nova metodologia. Uma mudança de pensamento geral e coletiva. Tal mudança já gera resultados, com empresas que colocam o capitalismo consciente em prática vendo seus negócios decolarem. Não de forma instantânea, mas a partir de um longo trabalho que atua em diversas vertentes. 

O cooperativismo é, desta forma, um negócio de longo prazo. Se guiado pelos seus valores e propósitos, os resultados são materiais e imateriais: entrega de propósito e de qualidade de vida. Resultados que, posteriormente, poderão se converter a resultados financeiros. Isso, sem deixar o propósito humano que guia o movimento. 

O primeiro passo, Thomas finaliza, para criar um plano onde o capitalismo consciente, é fazer a seguinte pergunta: minha decisão me coloca no caminho do meu propósito? Em caso de uma resposta afirmativa, sua cooperativa e o seu negócio, estarão efetivamente no caminho para se tornarem agentes de um capitalismo consciente. 

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Por Redação MundoCoop



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