Maioria dos provedores da América Latina não tem sistemas integrados de suporte à operação

Publicado em: 28 julho - 2016

Leia todas


comunica

 

Apesar de reconhecer a importância dos sistemas de suporte a operações (OSS) para suas atividades, a grande maioria dos prestadores de serviços de telecomunicações de pequeno e médio porte na América Latina não dispõe de soluções desse tipo completamente integradas – o que viabiliza o compartilhamento de informações e a automação de processos fim a fim.

Essa é uma das principais conclusões da pesquisa Maturidade Tecnológica da Operação de Telecomunicações na América Latina, realizada recentemente pelo CPqD.

Foram entrevistados executivos de 38 pequenas e médias empresas provedoras de serviços de comunicação, de 14 países latino-americanos, que responderam a três perguntas básicas – sobre os sistemas utilizados para suportar as operações e sobre eficiência operacional. As respostas indicaram que 37% das empresas pesquisadas possuem os cinco principais sistemas OSS: gestão da rede externa, gestão da rede interna, gestão integrada de equipamentos e redes, monitoramento de rede óptica e gestão de ordens de serviço. Porém, apenas 8% dos provedores consideram que suas soluções OSS estão completamente integradas.

O estudo do CPqD também revelou que a maioria (68%) dos provedores utiliza processos automatizados na identificação e localização de falhas em sua rede, com o objetivo de restabelecer o serviço mais rapidamente. Porém, outros processos operacionais importantes, que podem trazer ganhos financeiros significativos para a empresa, ainda não foram automatizados. É o caso da descoberta e reconciliação de inventário (apenas 34% das respostas), da identificação de áreas de saturação de serviços e demandas não atendidas (34%) e do cálculo de custos de materiais e mão de obra de projetos (29%).

Outro indicador relevante da pesquisa refere-se ao grau de satisfação dos provedores com os fornecedores das soluções utilizadas. Mais da metade (58%) dos entrevistados disse estar insatisfeita com os custos, tempo e qualidade da implementação, quando solicita ao parceiro adequações ou a evolução da solução OSS. “Para que possam modernizar sua operação, os pequenos e médios provedores de serviços precisam de parceiros tecnológicos capazes de entender suas necessidades e ajudá-los nessa evolução, gradual porém imediata”, conclui Gonçalves.

Com base nos resultados desse estudo, o CPqD planeja ampliar sua atuação nesse segmento com a oferta de soluções OSS voltadas às operadoras de pequeno e médio porte. Atualmente, sua solução integrada CPqD OSS Suite está implantada em grandes operadoras de telecomunicações do Brasil e da América Latina.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas no endereço https://materiais.cpqd.com.br/relatorio-maturidade-tecnologica-operacao-telecom-americalatina/



Publicidade