Operação Carne Fraca: momento exige atenção e agilidade

Publicado em: 22 março - 2017

Leia todas


Desde que a operação Carne Fraca da Polícia Federal foi deflagrada em 17 de março, muitas manifestações oficiais e nem tanto estão ganhando destaque na mídia nacional e internacional, o que é justificado pelo fato de o Brasil ter uma das melhores e maiores indústrias da proteína animal do mundo, que abastece muito bem 200 milhões de brasileiros e exporta para mais de 150 países, de todos os continentes, constituindo-se o maior exportador de carne bovina e de aves, e quarto de suínos. Além disso, são 170 milhões de hectares de pastagens, onde há 1,5 milhão de empregos em fazendas de produção bovina, número que, se considerado o conjunto familiar, chega a 5,6 milhões de pessoas, situação similar é registrada na avicultura. Para 2017, as estimativas são de cerca de 30 milhões de toneladas de proteínas animais e 37 bilhões de litros de leite.

De acordo com Sergio De Zen, professor da Esalq/USP e pesquisador do Cepea, o setor “é bem maior que alguns fiscais e algumas plantas frigoríficas mal-intencionadas (cerca de 0,3% do total da capacidade instalada). Lógico que o fato é gravíssimo, visto que cria insegurança sobre toda as carnes de aves, boi e suína vendidas no País e ao exterior”. Afirma, ainda que “as falhas no sistema de fiscalização, há muito, estão sendo discutidas. Aliás, trata-se de mais um dos inúmeros problemas existentes neste País, em termos de fiscalização”, ressaltando o exagero de se colocar toda carne brasileira na mesma “vala comum”, de uma hora para outra.

A posição desse pesquisador é fundamentada na relação oficial dos frigoríficos e empresas envolvidas, divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – vide tabela abaixo – e coerente com a posição do ministro Blairo Maggi, que, em entrevista, garantiu que “estamos sendo rigorosos, efetivos e rápidos, sem passar a mão na cabeça de quem faz coisa errada”, ressaltando que “99% dos produtores fazem a coisa certa”.

Impactos – Mesmo assim, o estrago pode ser grande para a imagem da carne brasileira. A consultoria AgResource Brasil, em nota divulgada dia 20 de março, afirma “que ainda é cedo para calcular todos os impactos da Operação Carne Fraca, mas não é exagero dizer que as fraudes na indústria irão criar dificuldades, no curto prazo, para o mercado de carnes brasileiro”. A AgResource Brasil assinalou que é normal que “embargos” e “suspensões” de importação sejam impostos a países com problemas fitossanitários, da mesma maneira que o Brasil proíbe a importação de alguns produtos agropecuários para evitar disseminação de doenças.

No comunicado, a consultoria lembra que este não é um caso isolado, pois há acontecimentos anteriores relacionados a casos de febre aftosa e da vaca louca no Brasil. Situando os problemas atuais como “localizados em algumas unidades de frigoríficos e, por não ser um caso grave do ponto de vista sanitário, algumas suspensões de importações provavelmente devem ser levantadas em breve”. Para a AgResource Brasil há um ponto positivo em todo o processo registrado até o momento: a rápida movimentação do governo para explicar o assunto, “o que ajuda a reduzir o receio de compradores”.

 

Agilidade – O pesquisador do Cepea recomenda atenção para que por conta de algumas unidades todo um setor não seja destruído. “Temos competência produtiva, no campo, na indústria e na distribuição. Foram pelo menos 30 anos de pesados investimentos em tecnologia, na difusão e na aplicação. Isso não quer dizer que o País é perfeito. O Brasil tem imenso potencial para ser muito mais eficiente, especialmente na pecuária de corte”, frisa, sem deixar de reconhecer “a falta de consciência das pessoas que praticaram os atos ilícitos é impressionante, pois os danos econômico e social que isso causa são muito grandes, beirando milhões de empregos. O fato de o caso ter sido descoberto por instituições e agentes brasileiros, dentro do País, é menos pior que se tivesse ocorrido num país comprador. A reação internacional seria muito maior e devastadora. Neste momento, o interessante é mostrar ao mundo que o Brasil tem instituições sérias, capazes de detectar os problemas e, mais ainda, explicar a amplitude e dimensão desta ocorrência, não deixando que uma grande fatia da riqueza nacional seja destruída”.

Mas a reação das instituições do Agronegócio também foi rápida. Entre os dias 17 e 21, praticamente todas se manifestaram, a exemplo de Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) – veja os comunicados abaixo.

Cooperativismo – As organizações cooperativas, por outro lado, e as próprias cooperativas que atuam nesse mercado, talvez por não estarem envolvidas, mantém-se em silêncio. A única exceção detectada pela equipe da MundoCoop dis respeito à Lar Cooperativa Agroindustrial, que emitiu nota oficial em 20 de março, na qual ressalta que ao longo dos “17 anos de produção, industrialização e comercialização de carne de frango, a Lar sempre atuou no estrito seguimento às normas regulatórias – tanto para o mercado interno quanto para os países para os quais exporta seus produtos – e que em nenhum momento foi citada na referida operação. As matérias-primas utilizadas seguem, em quantidade e qualidade, rigorosos padrões e normativas definidas pelos órgãos sanitários. Os Fiscais Federais Agropecuários que atuam na fiscalização das atividades de produção de carnes da Lar Cooperativa Agroindustrial (SIF nº 4444) também não foram citados na referida investigação. São profissionais sérios, e, no exercício de suas atividades, sempre exigem o cumprimento das normas internas e internacionais”.

O comunicado da Lar, assinado por seu presidente Irineo da Costa Rodrigues, afirma, , ainda, que “em todas as auditorias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento –tanto em supervisões cujos auditores são de outras plantas e/ou até mesmo de outros estados, quanto em missões de outros países e/ou mesmo de clientes – a Lar sempre foi aprovada e recebeu elogios em relação à conduta séria e responsável pela qual operacionaliza o seu processo produtivo, visando a segurança dos alimentos. Certificações como GlobalGAP em nível de campo e das fábricas de rações, ISO 9001, British Retail Consortium (BRC) e Certificação Mc Donald’s no frigorífico, garantem que os processos são controlados e que os produtos são produzidos com alto nível de qualidade, o que possibilitou à Lar a oportunidade de exportar, nestes 17 anos, para mais de 67 países. A Lar Cooperativa Agroindustrial declara ainda que lamenta os fatos evidenciados em algumas plantas frigoríficas. Na operação foram três estabelecimentos suspensos e 33 servidores federais afastados. Por serem, portanto, fatos isolados, a Lar espera e atuará para que não influenciem na imagem e na reputação dos outros 4.834 estabelecimentos frigoríficos do Brasil, cuja grande maioria e, em especial, as Cooperativas, têm atuado no cumprimento das normativas e construído sua imagem através do envolvimento de grande número de pessoas, desde o pequeno produtor até os clientes consumidores do Brasil e do mundo”.

Assocon – Em comunicado, Fernando César Nunes Saltão, CEO da Associação Nacional da Pecuária Intensiva, diz-se impressionado com a postura dos meios de comunicação – que, a seu ver, deixaram a imparcialidade de lado – e, ressaltando que “não se trata, apenas, de bradar contra a comunicação exagerada de quem não conhece a produção”, cita a responsabilidade do agronegócio no processo, pois – garante ele – “nos comunicamos muito mal com a sociedade. Não contamos direito a nossa história. Com isso, deixamos um enorme espaço para que outros a contem por nós. Com o viés que lhes convier. O fato é que falamos para nós mesmos. E, com isso, cometemos um grande pecado. Não comunicar às pessoas sobre como são produzidos os alimentos que elas necessitam todos os dias é muito grave. Não temos desculpas. Somos fortes, somos essenciais para geração de empregos, de riqueza, de exportações, de comida na mesa das pessoas. Essa é a nossa verdadeira história. Devemos contá-la”.

 

CNA – João Martins, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em 19 de março, após reunião com o presidente Michel Temer, afirmou que “os produtores são as grandes vítimas do esquema de maquiagem de carnes estragadas descoberto pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal” e cobrou punição enérgica aos agentes públicos e as empresas envolvidas no esquema criminoso, reforçando o discurso de que o problema é isolado.

“Tem que ser dividido esse esclarecimento [à sociedade]. Se fala muito em esclarecer, mostrar lá fora para os países importadores de carne de que temos uma defesa sanitária muito boa e temos mesmo. Agora, temos que mostrar para a nossa população que nós produtores somos as grandes vítimas disso tudo. No primeiro momento, os produtores vão pagar o pato do impacto negativo dos problemas descobertos pela Operação Carne Fraca. Alguns frigoríficos podem usar de má fé e dizer que a cotação do boi caiu por causa do mercado exportador ter recuado, mas não existe nenhum mercado externo que tenha recuado até o momento”, disse em entrevista à Agência Brasil.

 

Manifesto do CNPC – A corrupção identificada está sendo averiguada com a devida profundidade e os envolvidos devem ser punidos com severidade, pois causam enormes prejuízos a todos os segmentos da cadeia da pecuária de corte, desde os pecuaristas até os consumidores. Esta é posição da diretoria do CNPC – Conselho Nacional da Pecuária de Corte

Conforme já anunciado pelo Presidente da República Michel Temer e pelo Ministro Blairo Maggi o problema foi identificado em apenas 21 empresas, dentro de um universo superior a 4.700 e são apenas 33 os funcionários investigados entre os 11.000 colaboradores do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tais dados representam uma ínfima minoria.

O SIF – Serviço de Inspeção Federal, executado com seriedade e competência pela esmagadora maioria dos médicos veterinários e funcionários do DIPOA do MAPA, desenvolve um trabalho altamente eficiente e confiável, não só para o mercado interno, mas também nas exportações.

O Brasil é reconhecido, hoje, por sua infraestrutura e evolução do seu rebanho como detentor dos mais avançados níveis tecnológicos e padrões de qualidade no mercado global.

Além do mais, as fraudes já identificadas não envolveram a carne bovina, segmento no qual o Brasil ostenta o honroso título de maior exportador mundial.

O Ministro Blairo Maggi, que vem tendo excelente atuação, conta com o total apoio de nossa entidade para punir os envolvidos e assegurar a confiança dos brasileiros e dos clientes internacionais na qualidade das nossas carnes.

 

Abag – No Brasil, a evolução das cadeias produtivas das carnes é notável. Os ganhos de produtividade, as certificações e os controles de qualidade fizeram o produto brasileiro ganhar o mercado internacional e reduziram os preços ao consumidor interno.

Assim como se passa agora, com essa crise no setor da carne, deve-se lembrar que problemas momentâneos em outros setores, públicos e privados, sempre uma minoria, aconteceram. No caso da carne, ressalta-se o envolvimento de um número mínimo de unidades de produção.

Pedimos que as averiguações sejam feitas com transparência, urgência e rigor. Alertarmos para que elas se façam dentro dos critérios técnicos, éticos e sejam divulgados os fatos que precisam ser corrigidos.

Queremos o diagnóstico e a solução!

Como brasileiros, vamos defender a verdade e não gerar motivos que prejudiquem o País.

Temos toda a confiança nas autoridades públicas e nas empresas para solução do problema.

Exceção não é regra!

 

Acav e Sindicarne (SC) – Definindo os crimes investigados pela Polícia Federal como “uma excepcionalidade que deve ser reprimida com a força da lei. Mérito dos produtores e empresários da área, a indústria da carne é um setor que orgulha o País e assegura alimento nobre para a população do Brasil e do mundo”, José Antônio Ribas Júnior – presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e diretor do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), assina o comunicado conjunto das instituições. O texto integral afirma o que segue.

“Ponto fora da curva, erro pontual, irregularidade praticada por um reduzidíssimo número de pessoas. Os delitos apurados pela “Operação Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal, precisam ser corretamente interpretados: foi uma minoria de sabotadores que agiu dentro de uma imensa cadeia produtiva notabilizada internacionalmente pela eficiência e segurança de suas operações.

“A indústria brasileira de carne atingiu nas últimas décadas um elevado nível de segurança e qualidade em sua operação, condição internacionalmente admirada e reconhecida. Os padrões de biosseguridade, os avanços genéticos e a atenção extrema à sanidade e ao manejo fizeram da nossa produção agropecuária uma das mais seguras de todas as cadeias produtivas, graças ao empenho e profissionalização dos produtores rurais e aos pesados, intensos e contínuos investimentos das agroindústrias.

“As indústrias brasileiras e catarinenses de carnes, notadamente as de aves e suínos, adotam o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, processos e recursos tecnológicos, assegurando alimentos cárneos confiáveis e de alta qualidade. Essas características permitiram à agroindústria brasileira e catarinense exportar carne para mais de 150 países, entre eles, os mais exigentes do planeta em termos de qualidade e sanidade.

“A par do rigor técnico em todas as fases do processo, os nossos frigoríficos adotam a melhor metodologia de controle interno de qualidade, além do acompanhamento de organismos externos como o respeitado Serviço de Inspeção Federasl (SIF) e as frequentes auditorias de importadores.

É necessário compreender a dimensão, a complexidade e o elevado grau de desenvolvimento desse importante setor da indústria nacional para considerar que os fatos apurados pela Polícia Federal são isolados e representam lamentáveis exceções dentro da cadeia produtiva. O compromisso supremo das indústrias de alimentação é a oferta de proteína segura e de qualidade para a nutrição das pessoas e das famílias. Por isso, o Sindicarne e a ACAV defendem a rigorosa apuração dos fatos e a exemplar punição daqueles que atuaram fora dos padrões exigidos”.

 

 SRB – Já no dia 17, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) foi a público defendendo “a importância da apuração de todos os fatos relacionados a esta operação, assim como a responsabilidade na sua divulgação, de modo que seja realizada com o devido cuidado para esclarecer a opinião pública sobre o grau das diversas irregularidades identificadas”.

Uma análise preliminar dos fatos “aponta diferentes tipos de conduta irregular, desde troca de etiquetas de produtos vencidos e adulteração de características de qualidade até falhas administrativas funcionais. A SRB destaca o quanto é importante que a Policia Federal apresente à sociedade brasileira os resultados das investigações com maior critério, para evitar a generalização de que há riscos à saúde pública no Brasil e dos clientes da carne brasileira na comunidade internacional”, comentou Marcelo Vieira, presidente da Rural.

“Não é toda a produção do Brasil consumida no mercado interno ou exportada que apresenta os tipos de problemas identificados”, afirmou o presidente da Rural, para quem, “certamente, as longas investigações da Policia Federal devem ter constatado boas práticas do setor. É essencial que esta conformidade também venha a público e assim seja manifestado.

Ao final do comunicado, reconhece a presteza do Mapa na operação e comenta: “a SRB parabeniza o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, por sua pronta resposta a essa operação. Temos a confiança que atuará com firmeza, punindo os culpados. É preciso também que utilize este evento para modernizar a estrutura de controle e gestão interna, evitando incidentes deste tipo no futuro”.

 

Empresa CNPJ SIF Cidade UF Área de Atuação/Produtos Produto Exportado Destino da Exportação
FRIGORÍFICO OREGON S/A 11.410.219/0001-85 55 Apucarana PR Carne de equino Não exportou *
FRANGO D M INDUSTRIA E COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA 80.803.802/0001-79 270 Arapongas PR Carne de aves e produtos de aves Pé de Frango Hong Kong
SEARA ALIMENTOS LTDA 02.914.460/0130-58 530 Lapa PR Carne de aves e produtos de aves Carne Congelada de Frango União Europeia, Arabia Saudita, Aruba, Ilhas Canárias, Catar, Chile, China, Emirados Arabes Unidos, Iraque, Japão, Kuawit, Macedonia, Suiça e Venezuela
Carne Mecanicamente Separarada Africa do Sul
Miudos Congelados de Frango Albania, União Europeia, Angola, Hong Kong, Portugal,
Carne salgada congeladade frango União Europeia,
Carne Temperada Congelada de Frango União Europeia
PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA – EPP 09.237.048/0002-73 825 Jaraguá do Sul SC Carne de suíno e produtos cárneos Não exportou *
BRF S/A 01.838.723/0182-55 1010 Mineiros GO Carne de aves (incluindo peru) e produtos de aves (incluindo peru) Carne Congelada de Peru Africa do Sul, União Europeia, Benin, Cuba, Gabão, Gana, Hong Kong, México, Russia, Suiça,
Carne congelada de Frango Antigua e Barbuda, Bahamas, Hong Kong,
Carne Temperada de Peru União Europeia
Miudos Congelados de Peru Hong Kong
Miudos congelados de frango Hong Kong
FRIGORIFICO ARGUS LTDA 81.304.552/0001-95 1710 São José dos Pinhais PR Carne e produtos cárneos Não exportou *
FRIGOMAX FRIGORIFICO E COMERCIO DE CARNES LTDA 04.209.149/0001-36 1771 Arapongas PR Produtos cárneos Não exportou *
INDUSTRIA E COMERCIO DE CARNES FRIGOSANTOS LTDA 75.075.390/0001-68 2021 Campo Magro PR Produtos cárneos Não exportou *
PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA 09.237.048/0001-92 2155 Curitiba PR Produtos cárneos Não exportou *
JJZ ALIMENTOS S. A. 18.740.458/0002-23 2156 Goianira GO Carne de bovino e produtos cárneos Miudos Congelados de Bovino Egito, Hong Kong, Egito,
Carne Congelada de Bovino Sem Osso Filipinas, Holanda, Hong Kong, Irâ-Rep.Isl.Do, Russia,Fed.Da,
Carne Resfriada de Bovino Sem Osso Holanda, Suiça
Despojos de Abate Congelados de Bovino Hong Kong
Miúdos Cozidos Congelados de Bovino Hong Kong
Despojos de Abate Congelados de Bovino
BALSA COMÉRCIO DE ALIMENTOS EIRELI – ME 23.352.439/0001-89 2540 Balsa Nova PR Produtos cárneos Não exportou *
MADERO INDUSTRIA E COMERCIO S. A. 13.783.221/0004-78 2618 Ponta Grossa PR Produtos cárneos Não exportou *
FRIGORÍFICO RAINHA DA PAZ LTDA – ME 03.990.431/0001-30 2914 Ibiporã PR Carne de suíno e produtos cárneos Não exportou *
INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS S. S. P. M. A. LTDA 05.150.262/0001-56 3459 Sapopemba PR Lácteos e produtos lácteos Não exportou *
BREYER & CIA LTDA 75.130.245/0001-32 3522 União da Vitória PR Mel e produtos apícolas Propolis União Europeia
Mel Estados Unidos da América
FRIGORIFICO LARISSA LTDA 00.283.996/0002-70 3704 Iporã PR Carne de suíno e produtos cárneos Carne Congelada de Suino sem osso Argentina
Envoltorio Natural  de Suinos Cozido Congelado Hong Kong
Miudos Congelados de Suíno Hong Kong
Miudos Cozidos Congelados de Suinos Hong Kong
CENTRAL DE CARNES PARANAENSE LTDA – ME 73.368.151/0001-70 3796 Colombo PR Carne de bovino Não exportou *
FRIGORÍFICO SOUZA RAMOS LTDA 82.345.315/0001-35 4040 Colombo PR Produtos cárneos Não exportou *
E. H. CONSTANTINO & CONSTANTINO LTDA 07.912.350/0001-73 4381 Londrina PR Produtos cárneos Não exportou *
FÁBRICA DE FARINHA DE CARNES CASTRO LTDA 77.720.076/0001-16 4460 Castro PR Farinha de carne e osso Não exportou *
TRANSMEAT LOGISTICA, TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA 10.349.102/0001-70 4644 Balsa Nova PR Produtos cárneos Não exportou *


Publicidade