Mulheres cooperativistas se destacam entre as 100 Mulheres Poderosas do Agro listadas pela Forbes

Publicado em: 18 outubro - 2021

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Debora Noordegraaf – coordenadora da Comissão Mulher Cooperativista da Castrolanda / Foto: Castrolanda

Confira quem são as super poderosas na produção de alimentos, pesquisa, empresas, foodtechs, consultorias, instituições financeiras, política, entidades, grupo e, mais do que nunca, influenciadoras digitais.

Mulheres de destaque estão por toda parte. Cada vez mais, elas têm ocupado espaços importantes na sociedade. E no agronegócio não é diferente. Dia 15 de outubro foi Dia Internacional da Mulher Rural, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas. A Forbes Brasil aproveitou a data para lançar sua primeira lista “100 Mulheres Poderosas do Agro”, com nomes que estão transformando diferentes segmentos do setor.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

Para chegar aos 100 nomes, fomos a campo pesquisar, perguntar, buscar orientação de lideranças e também resgatar informações de reportagens especiais. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

E, dentre as 100 mulheres em destaque no ranking, várias mulheres do cooperativismo conquistaram um espaço, evidenciando o papel que elas tem desempenhado dentro dos resultados excepcionais do ramo. Confira abaixo quem são elas:

Ana Carolina Gomes é mestre em desenvolvimento regional e agronegócio, é a coordenadora do Programa Café + Forte. A iniciativa foi criada em 2016 pela FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), onde é analista, em parceria com a cooperativa Sicoob Crediminas. No mais importante estado produtor do grão, sua missão é ajudar os agricultores a gerenciarem melhor as propriedades, por meio de transferência de tecnologias.

Ana Carla de Oliveira Bueno, 37 anos, é suinocultora em Castro (PR). Para dar conta da lida, junto com duas amigas, criou em 2018 o grupo Mulheres na Suinocultura. Foi um dos primeiros desse setor. O grupo nasceu no whatsapp, onde hoje estão 135 integradoras, cooperadas e independentes também de outros estados (SC, RS, CE, GO e MG). Elas trocam experiências continuamente sobre maternidade, creche e terminação de leilões. Mas já há braços em outras redes sociais, nas quais propagam conhecimento e debates.

Aureliana Rodrigues Luz é presidente do Sistema OCB-Sescoop (Organização das Cooperativas do Brasil – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), no Maranhão. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo no estado, fato ocorrido em 2016. Sua profissão é de assistente social e há cerca de duas décadas é cooperativista da entidade. Entre os seus feitos está a criação de duas cooperativas: uma de pescadores e marisqueiros e outra de trabalhos e serviços.

Cecília Falavigna é cooperada da Cocamar (Cooperativa Agroindustrial), de Maringá (PR), e produtora de soja, milho e laranja no município de Floraí. Seu trabalho de campo começou a ganhar projeção quando se tornou bicampeã nacional em produtividade de soja pelo Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil), entidade que reúne pesquisadores, nas safras 2013/214 e 2014/2015, registrando acima de 92 sacas por hectare, ante a média nacional de 48,9 sacas, na época. A propriedade continua como referência para empresas do setor, em testes de produtividade.

Debora Noordegraaf é coordenadora da Comissão Mulher Cooperativista da Castrolanda (PR), um dos mais antigos grupos de mulheres cooperativistas. Foi criada há 12 anos para promover encontros, cursos e projetos visando o protagonismo feminino nas propriedades e também nos trabalhos da cooperativa. Não por acaso, as sete mulheres da comissão integram o time que estruturou o Planejamento Estratégico Horizonte 2019-2024 da Castrolanda, cooperativa com 1.053 cooperados e que em 2020 faturou R$ 4,5 bilhões.

Micheli Bresolin Jacoby, aos 31 anos, assumiu em março a presidência da Coomafitt (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas), no Rio Grande do Sul. É a mais jovem liderança a ocupar o cargo, mas não é uma novata. Aos 24 anos, já era a coordenadora da produção de alimentos da cooperativa e na sequência foi vice-presidente. A Coomafitt tem 15 anos e reúne 223 famílias que produzem 6,4 mil toneladas de 88 variedades de alimentos vendidos sem atravessadores.

A advogada catarinense Tânia Zanella deixou, em agosto, o cargo de gerente geral da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), para ocupar um posto ainda mais importante. Ela assumiu a superintendência da entidade, cargo abaixo do presidente. O Brasil possui 4.868 cooperativas e 17,1 milhões de cooperados, dos quais 40% são mulheres. Dos sete setores do sistema OCB, o agronegócio responde por 1,1 mil cooperativas e 1 milhão de cooperados.


Fonte: Forbes com adaptação de MundoCoop / Fotos: Forbes


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