Na contramão dos bancos, cooperativas de crédito devem abrir 1,3 mil agências até 2022

Publicado em: 16 dezembro - 2021

Leia todas


Pesquisa inédita do FGCoop mostra projetos de expansão do setor para o pós-pandemia, que pretende colaborar com a inclusão bancária e a geração de empregos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste

Até o final de 2022, o cooperativismo de crédito deve abrir 1,3 mil novas agências para atendimento do público brasileiro. Com isso, a rede das Cooperativas chegará a 8.800 pontos de atendimento, consolidando-se como a maior rede de atendimento do Sistema Financeiro Nacional. Além de mais inclusão bancária, as cooperativas também vão contribuir para a retomada da economia e a geração de empregos, com a estimativa de ao menos 13 mil contratações nessas novas instalações. Os dados fazem parte da primeira pesquisa com a projeção de futuro do setor feita pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

“Reunimos as projeções de expansão dos diferentes sistemas cooperativos (Sicredi, Sicoob, Unicred, Cressol, Ailos e Uniprime) e das principais cooperativas singulares e centrais independentes filiadas ao FGCoop para mostrar como o cooperativismo financeiro pretende contribuir com a retomada da nossa economia”, afirma o presidente do FGCoop, João Carlos Spenthof.

Embora o futuro possa ser incerto para muitos, para essas instituições o horizonte é de manter o ritmo de crescimento — que se mantém ascendente há mais de 15 anos, inclusive em momentos de crise econômica, como os vividos em 2008, 2012 e 2020.

“O cooperativismo financeiro cresce de forma sustentável porque estamos com um olho no futuro — investindo em novas tecnologias — sem esquecer nossas raízes, que se baseia no cuidado com as pessoas e com o desenvolvimento das comunidades”, acrescenta Spenthof.

Justamente por isso, o cooperativismo de crédito deve aumentar sua presença em municípios desassistidos, bairros periféricos e em cidades de médio e grande porte. O intuito é estar perto das pessoas levando mais conveniência, acessibilidade e serviços de qualidade. Na sua missão de inclusão financeira, as cooperativas estão presentes em mais de 600 municípios até então desassistidos pelo SFN, proporcionando cidadania, dignidade e desenvolvimento para a população dessas cidades.

Outro grande destaque está na previsão de crescimento da presença dessas instituições em estados das regiões Norte (69,66% em relação a 2020) e Nordeste (55,17% em relação a igual período), por serem locais com pouco acesso a serviços bancários.

“A carência [na Região Norte] é muito grande. Quanto mais para o Norte, menos agência bancária existe por habitante”, garante Spenthof.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL E CRIAÇÃO DE EMPREGOS

As cooperativas de crédito são protagonistas do desenvolvimento econômico e social em suas regiões de atuação. Elas fomentam a economia com suas linhas de crédito, que atendem todos os setores produtivos, e promovem a inclusão bancária do povo brasileiro, com um portfolio completo de produtos e serviços financeiros — reconhecidos por taxas e tarifas justas, que fomentam a redução de custos financeiros e qualidade de vida para seus associados. Além disso, o apoio às micro e pequenas empresas e demais setores, contribuem para a geração de milhares de empregos e auxiliam na retomada econômica no pós-pandemia.

Para completar, o cooperativismo financeiro gera, atualmente, 71,7 mil empregos diretos, número que deve aumentar ainda mais com a abertura de 1,3 mil novas agências até o final de 2022.

“Cada nova agência aberta por uma cooperativa gera, em média, dez empregos diretos – entre atendentes, caixas e gerentes. Para nós, cooperativistas, é um orgulho poder contratar mais gente. Mais investimento em pessoas trará mais resultados porque trará mais associados, mais crescimento e mais negócios.Batemos no peito, com orgulho, para dizer que queremos, sim,contratar mais gente”, afirma Spenthof.

CRESCIMENTO FISITAL

As cooperativas de crédito levarão para suas novas unidades de atendimento todo o seu portfolio de produtos e serviços – conta corrente, poupança além de linhas de crédito mais acessíveis.

Mais importante do que isso, essas instituições levarão o jeito cooperativista de fazer negócios. “Um atendimento humanizado e diferenciado, com atenção e consideração”, explica Spenthof.

A tecnologia e os meios digitais não ficarão de fora e os novos cooperados poderão, por exemplo, abrir contas por meio de aplicativos de smartphones. “Apostamos em um crescimento “fisital” (físico + digital) da estrutura de atendimento ao cooperado. Uma estratégia benéfica tanto para as pessoas que buscam a comodidade de resolver seus problemas financeiros em qualquer hora e lugar, com total autonomia, quanto quem gosta de contar com uma opinião especializada na hora de tomar decisões que envolvam dinheiro”, complementa Spenthof.

FECHAMENTO DE AGÊNCIAS BANCÁRIAS

Em 2020, os quatro maiores bancos do país (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) fecharam, juntos, 1.692 agências bancárias e postos de atendimento. Desde o início da pandemia, já são 2.080 agências a menos em todo o país. 

Em contrapartida, 2.427 cidades brasileiras não tinham agência bancária em agosto deste ano, segundo o Banco Central, número que representa 43,4% dos municípios. Em março do ano passado, no início da pandemia, eram 2.338 (41,9%).

Na contramão dos bancos, que têm fechado agências, o cooperativismo de crédito mostra que há espaço para crescer quando o atendimento presencial é um diferencial, sem deixar, é claro, de apostar na inovação e na digitalização de serviços para a parte da população que tem acesso à internet.

SOBRE A PESQUISA

Esta primeira pesquisa de projeção de expansão do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), realizada pelo FGCoop, ouviu 87,6% das cooperativas associadas ao Fundo. As entrevistas que basearam o estudo foram realizadas em junho de 2021 com base na Agenda BC#.


Fonte: Assessoria FGCoop


Notícias Relacionadas



Publicidade