O Papo Coop #12 está no ar! Confira agora o novo episódio

Publicado em: 16 novembro - 2021

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O novo episódio do Papo Coop está no ar. Nesta semana, a MundoCoop recebe o fundador e CEO da R2M – Consultoria e Capacitação Agronegócio, José Alexandre Loyola, para falar sobre o tema AGRICULTURA DIGITAL. 

No mundo atual, a agricultura digital está se desenvolvendo cada vez mais. Mas ainda há barreiras a serem derrubadas. Loyola começa a sua explanação evidenciando uma das principais dores do setor, que sendo digital, observa na CONECTIVIDADE um grande empecilho. 

“Não basta produzir informações e dados, é preciso ter a capacidade de integrá-las e transmiti-las” 

Com um volume de dados cada vez maior, o campo tem se modernizado nos últimos anos. Máquinas cada vez mais sofisticadas monitoram o tempo, controlam a lavoura e entregam informações detalhadas sobre o andamento da produção. Mas como gerenciar isso tudo se não houve uma simples conexão? 

Nesta era digital, levar a conectividade para o campo é essencial. Não apenas para colocar o produtor dentro das tendências mundiais, mas possibilitar que ele se desenvolva assim como os seus colegas de profissão. 

Com uma variedade de informações sendo produzidas e catalogadas, no cenário atual o grande desafio é possibilitar que o agricultor e o produtor leiam essas informações e possam utilizá-las em sua propriedade. E é esta problemática que deve ser discutida com grande foco. 

“A agricultura digital representa uma grande oportunidade, para todos os tipos de produtores rurais” 

Seja de pequeno, médio ou grande porte, a chamada agricultura familiar é uma oportunidade de expandir a produção, em todos os sentidos. Novas ferramentas, que incluem drones e inteligências artificiais, tem a capacidade de ajudar na lavoura, e ajudar o produtor a criar um negócio que realmente faz a diferença. 

E nesta missão, as cooperativas são essenciais. Principalmente, no objetivo de levar essas novas informações para os seus cooperados. Não apenas de como essas novas tecnologias funcionam, mas os benefícios que elas trazem. 

Para muitos produtores, o preço elevado de uma tecnologia nova pode parecer limitante, e até assustador. Mas analisando no longo prazo, o investimento na lavoura prova-se rapidamente ser um artifício eficiente em múltiplos sentidos. 

Neste contexto, a cooperativa pode não apenas ajudar na obtenção de novas ferramentas, mas também na utilização desta tecnologia. Isso, com capacitação e orientação, que vão desde a análise de custos, até a aplicação efetiva de novas práticas. 

“No mundo das startups voltados ao agro, como ficam os pequenos e médios produtores?” 

Além do desafio da conectividade, trazer todos os cooperados para este novo contexto é uma missão complexa. Com novidades surgindo diariamente, é preciso preparar constantemente o cooperado para que ele não fique para trás na caminhada da agricultura digital. 

Deixar um cooperado para trás, não é uma opção. Como os próprios princípios cooperativistas guiam, para que o “eu prospere, o meu vizinho também precisa prosperar”. E é nessa missão, de educar e orientar sobre as novas tecnologias, que as cooperativas devem se atentar neste novo momento. 

“A agricultura digital é um movimento do qual não haverá volta” 

Por mais que seja natural resistir a novas tendências, desde já é possível prever que a agricultura digital será um modelo permanente. A cada ano, novas soluções para otimizar e digitalizar o campo são encontradas, e adequar-se a esse novo mundo será essencial para prosperar nesta nova era. 

Além disso, nesta nova era a agricultura será, não apenas digital, mas sistematicamente mais sustentável. Pensar em formas de expandir os lucros é desejável, mas repensar e criar formas de diminuir o impacto ambiental é obrigatório. O agro do futuro – e o produtor – terão como preocupação a busca de energias limpas, a diminuição da pegada de carbono e outros assuntos que fazem da agenda sustentável, tão necessária. 

“O cooperativismo deve buscar a agregação de valor” 

Na inserção do produtor na agricultura digital, a agregação de valor é um dos pontos principais que o cooperativismo deve se atentar. É preciso buscar formas de mostrar para o produtor como esse novo momento o afeta, e acompanhá-lo durante essa transição. 

Além disso, valorizar as técnicas que aqui existem – e que fazem do agronegócio brasileiro, um protagonista mundial – é fundamental para não apenas mostrar o potencial que há no setor, mas celebrar o que já foi alcançado, e que se tornou objeto de desejo de outros países. O agro brasileiro é, como se sabe, um dos grandes fornecedores alimentícios do mundo. E valorizar o papel do produtor neste cenário macro é essencial para que ele desenvolva o seu potencial. 

A agricultura digital veio para ficar. Na próxima década, a integração de sistemas e ferramentas será a chave de tudo, e ajudar o produtor neste cenário será a “lição de casa” das cooperativas. Só assim, cada produtor poderá ser protagonista de sua própria história, neste novo agro que hoje se desenvolve. 

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Por Leonardo César – Redação MundoCoop



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