O Papo Coop #14 já chegou! Confira agora o novo episódio

Publicado em: 07 dezembro - 2021

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O novo episódio do Papo Coop está no ar. E nesta semana, convidamos o professor da ESCOOP – Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo, Rodrigo Caitano, para falar sobre o tema MÉTODOS ÁGEIS NO COOPERATIVISMO. 

Sendo um dos temas mais relevantes do momento, os métodos ágeis são – assim como o cooperativismo – um tema que nasceu de uma demanda social. 

“A agilidade nasceu na necessidade de mudar a forma como trabalhávamos nas empresas” 

Os métodos ágeis nascem da descoberta da tecnologia e da troca de gestão. A agilidade surge para questionar o modelo de administração das empresas, que na época era rígido e pautado no modelo industrial. Na prática, este tópico tem como objetivo principal trazer mais humanidade para os processos. 

Outra necessidade de mercado, que impulsionou o que conhecemos como Metodologia Ágil, foi a chamada ‘Era do Conhecimento’ – um período que traz um novo olhar para os negócios, voltando-se principalmente para as pessoas, a comunidade e os stakeholders. 

“Os métodos ágeis nascem a partir de pequenos movimentos de profissionais que buscavam questionar o sistema que até então, dominava o mercado” 

Começando na década de 90, o manifesto ágil chega ao seu ápice em 2001. Tal momento marcou uma nova fase, onde quatro valores e doze princípios são lançados, com o objetivo de questionar o contexto de gestão das empresas. O principal deles – e que se relaciona diretamente com o cooperativismo – é a ideia de olhar mais para pessoas e relações, e menos para processos e ferramentas. 

“A metodologia ágil traz a máxima atual – pessoas felizes produzem mais e melhores resultados” 

Com um olhar mais humanista para o mercado, os valores dessa metodologia não só olham para o indivíduo, mas também para a ponta da linha, buscando entender o valor que será gerado para o cliente. Neste contexto, a colaboração e cooperação tornam-se protagonistas.

Caitano, em seguida, destaca o valor mais desafiador dentro deste tópico: responder às mudanças, mais do que seguir um plano. Os métodos ágeis colocam o contexto constante de indecisão como uma oportunidade para pensar. Saber criar soluções e encontrar novas formas de pensar diante da crise, é essencial para que o desenvolvimento continue. Aceitar a mudança é um princípio da agilidade. 

“Olhar para as pessoas – quais as necessidades do nosso usuário, e como podemos conectar nosso propósito com a sua dor” 

Em um exemplo de cooperativismo, a metodologia ágil busca entender pessoas. Busca as melhores práticas, de forma a atender as demandas dos clientes, cooperados e da sociedade como um todo. 

Neste contexto, líderes precisam ouvir e entender os seus colaboradores. Apenas com cooperação e compreensão de pontos de vista, é que a agilidade se faz presente. Ser ágil, é trazer processos sustentáveis e assertivos, sempre colocando o cliente no centro de tudo. 

A agilidade leva assertividade para os processos. Os métodos ágeis conseguem trazer harmonia para os processos. A partir deles, pessoas são incluídas nos processos, líderes tomam melhores decisões e são mais facilitadores; e no produto final, o usuário tem menos problemas com o serviço que lhe é prestado. 

“O mercado está mudando, e as cooperativas precisam se conectar com o novo mercado” 

A partir do foco no cooperado, a criação de produtos mais adequados torna-se constante. Melhora-se o relacionamento com o cooperado e cliente, e consequentemente, resultados positivos são vistos nas operações.

A agilidade acelera a entrega para o cliente, cria um ambiente de inovação, engaja o colaborador nos processos e aumenta a eficiência na organização. Com esta agenda, a eficiência geral é aprimorada, e com isso, toda a comunidade se desenvolve. 

“A agilidade funciona como um propulsor para o cooperativismo” 

Com a adoção dos métodos ágeis, o cooperativismo pode se desenvolver ainda mais, conectando-se com os princípios e valores que os guia. A agilidade garantirá a sobrevivência das cooperativas, mesmo em períodos de adversidade. Com ela, o movimento pode alcançar o ritmo de desenvolvimento que a sociedade e próprio movimento necessitam. 

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Por Leonardo César – Redação MundoCoop 



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