O PAPO COOP #7 está no ar. Confira agora o novo episódio!

Publicado em: 05 outubro - 2021

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O sétimo episódio do PAPO COOP traz para o palco JOÃO RILTON, psicanalista clínico e professor de comunicação da Inova Business School. Para falar um pouco sobre o poder da neurociência sobre a forma como nos comunicamos, ele destaca o tema COMUNICAÇÃO EMOCIONAL. 

Comunicação é sugestão. Sempre que falamos algo, o significado e a imagem relacionada a aquele conjunto de sílabas surgem instantaneamente em nossa cabeça. Desta forma, a simples emissão de uma palavra, sugere ao outro um movimento instintivo de pensar e estruturar algo que será posteriormente através de uma fala ou ação.

“Quando projetamos imagens em nosso cérebro, há uma reação química instantânea” 

Palavras e imagens que são criadas em nossa mente podem tem um grande poder. Elas nos fazem mudar de humor. Nos fazem criar suposições, formar opiniões. Pensar no passado e imaginar o futuro.  

Tudo que vemos, possui uma reação em nós mesmos. Várias emoções que são desencadeadas em milésimos de segundos, e assim, podem moldar completamente uma decisão, um posicionamento ou até mesmo, o fechamento de um negócio com um cliente. 

Desta forma, o poder da sugestão pode ter um impacto positivo ou não. Cabe às lideranças entender como passar a sua mensagem de forma que o coletivo se junte em direção ao progresso. Da mesma forma que a sugestão pode funcionar para o mal, elas podem funcionar para o bem, e o bom líder sabe usufruir desse “poder” com o qual nascemos.

“Quando um indivíduo está engajado e motivado, seu emocional reage” 

Considerando os pontos levantados, a boa liderança sabe usar do poder das sinapses e das sugestões para criar cooperados e cooperados mais engajados. Ao posicionar suas palavras da forma correta, tal cooperado pode ter uma resposta onde seu emocional responderá criando imagens de um futuro mais promissor para si, para a cooperativa e para todos. Desta forma, uma equipe pode se tornar mais engajada em buscar resultados, refletindo assim no crescimento da organização como um todo.

“O comando verbal gera um resultado emocional naquele que ouve” 

A liderança que se adapta ao seu corpo de colaboradores colhe novos resultados. Mudar a forma de se comunicar – passando de repressor para motivador – pode trazer resultados mais positivos. Ao se comunicar de forma errônea, a liderança perde a oportunidade de ter em seu time alguém atuando com sua total capacidade. 

Uma mente que se comunica através do poder da motivação, tem a capacidade de desenvolver competências, estimular a criatividade e a produtividade. Para isso, a habilidade de se comunicar deve receber a devida atenção, de forma a tirar todo o potencial de suas palavras e posicionamentos.

“A sugestão negativa pode afetar não apenas suas atividades e perspectivas, mas também a sua saúde” 

Ao falarmos de comunicação emocional, o “emocional” entra em foco como um modificador da forma como nos comunicamos. E vice-versa. Trazendo novamente o tópico da sugestão, já é identificado que, a partir de projeções mentais negativas, a saúde se debilita, o sistema nervoso é afetado e outras funções passam por um “estresse”. Tais estados podem ser causados por uma palavra, uma ação ou como discutimos, uma simples sugestão.

Tal estado emocional afeta não apenas o indivíduo, mas também o coletivo. Neste cenário, nunca foi tão importante falar sobre saúde mental dentro das corporações. Pois uma cooperativa que se preocupa com seu cooperado, vê o progresso em todas as frentes.

“Olhar para a problemática e pensar estratégias, resulta em um estado de engajamento” 

Como então se portar diante de um mundo com diversos problemas? Como Rilton destaca, é preciso mudar a forma como nos relacionamos com as situações que nos cercam. Para que dias melhores surjam pela frente, é preciso olhar um problema como uma oportunidade de buscar novas soluções e estratégias. 

E neste contexto, psicanálise e comunicação se fundem. Com boas práticas, gera-se estados emocionais positivos, que consequentemente resultam em melhores resultados para o indivíduo e para o coletivo. Desta forma, elementos que no dia a dia não consideramos correlacionados, tornam-se parte um do outro. Sendo vitais para o funcionamento de ambos. 

“A sua gestão emocional começa na forma como você pensa” 

Tal reflexão – iniciada nessa conversa – chega ao seu ponto principal: o pensamento. Bons resultados virão de mentes pensantes que trabalham seus posicionamentos em relação aos outros e a si mesmo. Pensamentos, e as palavras que os acompanham, podem levar uma cooperativa ao topo, ou segurar o seu progresso. Por isso, analisar a nossa forma de pensar sobre as coisas do mundo é o primeiro passo a ser dado em busca de uma liderança emocionalmente responsável. 

“Existem no mundo três tipos de pessoas…” 

Rilton finaliza sua explanação com uma reflexão. Como define, no mundo existem três tipos de pessoas: 

A pessoa buraco negro: aquela que coloca o outro para baixo, que suga a energia do outro, usando o poder da sugestão como forma de diminuir o seu semelhante. 

A pessoa espelho: a pessoa que pensa apenas em si própria. Aquela que possui o seu “EU” no centro de tudo. 

E o terceiro e último, a pessoa farol: aquele que guia o outro para a luz. Que o leva do problema para a solução, ouvindo e entendendo o que o outro passa. Aquela pessoa que, assim como um farol, ilumina através da fala.

Para um cooperativismo mais unido e eficiente, é preciso que sejamos pessoas “farol”: levando não apenas nós mesmos para o melhor caminho, mas também aqueles que estão ao nosso lado. Neste conceito, princípios cooperativistas se fundem em um só. Uma preocupação com o próximo, que é mostrada a partir de uma palavra. E de um pensamento.

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Por Redação MundoCoop



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