Planejamento, profissionalização e gestão: pilares para o crescimento das cooperativas

Publicado em: 22 agosto - 2016

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Professor Doutor Alberto Matias – livre-docente em Finanças

 

A constatação de que o Brasil tem um grande futuro e de que na atualidade o mundo todo passa por crise, apesar de a brasileira “ter sido criada por nós e começou a ser construída em 2013” não basta para resolver as dificuldades, afirmou o professor doutor Alberto Matias – livre-docente em Finanças, professor-titular da FEA/USP de Ribeirão Preto e membro instituidor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad) ­– na sede da do Sistema Ocesp/Sescoop-SP, durante o II Encontro de Lideranças do Cooperativismo Paulista, em 16 de agosto.

A saída para os impasses atuais na busca do cumprimento desse futuro, exige investimento e ação, pois, segundo Matias, “ficamos esperando que o mundo nos dê o que precisamos. Isso não acontece. Devemos, sim, aprender a empreender”. Sinalizou, ainda, que as crises recentes na Europa e nos Estados Unidos levaram os países a emitirem moeda, o que gerou um excedente monetário muito grande e levou as taxas de juros a serem negativas. Em resposta a esse cenário, “o mundo está discutindo a próxima crise, e isso vai acontecer quando o Brasil estiver saindo da crise atual”, comentou, sugerindo uma alternativa para o Brasil: “Por que as cooperativas não fazem funding no exterior para financiar suas atividades?”

Discorrendo especificamente sobre os 13 ramos do cooperativismo brasileiro, sinalizou oportunidades para cada um e apontou os desafios a serem vencidos. A orientação comum a todos é para “as cooperativas se acostumarem a fazer projeção para cinco anos, o que não é usual, porque as cooperativas usualmente trabalham com orçamento anual. É preciso ampliar a presença das cooperativas no País, profissionalizar a gestão das cooperativas e aumentar a gestão dos cooperados”.



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