Próximos meses exigem ação efetiva e atenção redobrada, garante consultor financeiro

Publicado em: 05 julho - 2016

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Jose Raymundo de Faria Junior – diretor da WIA investimentos

Estamos passando por um momento muito importante na economia brasileira porque estamos diante de oportunidade única para resolver vários problemas estruturais”. Essa constatação de Jose Raymundo de Faria Junior – diretor da WIA Investimentos – ganha relevância por vir acompanhada de uma lista de sete pontos que merecem atenção nos próximos meses, assim como da cobrança de agilidade para quatro medidas em andamento e que precisam ser adotadas: desvinculação das Receitas da União, definição do teto de despesa, reforma da Previdência e melhorias na gestão.

Para o consultor, a desvinculação das Receitas da União (DRU) de 20% para 30%, que deverá ser aprovada em agosto pelo Senado e permitirá mais flexibilidade e controle do orçamento; enquanto que a definição do teto de despesa segundo a inflação do ano anterior complementa a DRU e será “muito útil para controlar o crescimento da dívida pública em relação ao PIB, fator que provocou os nossos recentes rebaixamentos de rating, principalmente se Michel Temer de fato cumprir a promessa de não reduzir repasses para Saúde e Educação, orçamentos corrigidos anualmente pela inflação e que manterão por longos anos o mesmo percentual de gastos atuais”.

Na contramão da Saúde e da Educação, está a Previdência, que tem crescido constantemente acima da inflação, tornando urgente a tomada de providências. Faria Junior agrega a esse fato a relevância da Reforma da Previdência para a DRU e o teto de despesa funcionarem. “A União compromete 10% do PIB com aposentadorias e pensões do INSS e dos funcionários públicos. Para termos uma ideia do tamanho do problema, em 2015 tínhamos 5,6 pessoas entre 15 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Porém, em 2050 esta relação será de apenas 1,9 pessoa. Ou seja, não há outra alternativa a não ser reformar urgentemente a Previdência”, explica.

Implementação de melhorias na gestão é outro ponto assinalado pelo consultor como fundamental para que a conjuntura se altere positivamente. É enfático ao falar sobre sua a imprescindibilidade de “maior participação do setor privado na economia e melhoria da governança nas estatais e agências reguladoras”.

Atenção

Faria Junior, fundamentado em sua vivência diária com o mercado financeiro e o vai-e-vem dos ativos no mercado internacional, lista sete temas que devem merecer a atenção de todos nos próximos dois meses e expõe os motivos.

  • Relação Temer e Congresso: essencial para a aprovação do limite do teto de gasto e da reforma da previdência, que deverá ficar para depois das eleições municipais. Como exposto, a DRU não resolverá a questão fiscal.
  • Copom: 20 de julho e 31 de agosto. Em agosto há alguma chance do Copom iniciar o ciclo de corte de juros.
  • Regularização/repatriação: é esperado para este segundo semestre aumento do volume de ativos regularizados no exterior e elevação da arrecadação de impostos em meio ao provável aumento de entrada de recursos via câmbio.
  • Swaps: até agosto o Banco Central deverá anunciar o que fará com o saldo de mais de US$ 60 bilhões em swaps, que começam a vencer em 1º de setembro.
  • Impeachment: votação no Senado está marcada para final de agosto.
  • Reunião do Fed de 27 de julho: não deverá subir os juros e poderá sinalizar que será ainda mais cauteloso devido o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), ou seja, somente em 2017.
  • Índice de confiança: os índices de confiança sobem antes do PIB. Assim, se continuarem subindo, o PIB e o emprego irão dar sinais de recuperação até o último trimestre do ano.

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