R$ 2,25 milhões para pesquisa sobre impactos da aplicação de agrotóxicos

Publicado em: 02 setembro - 2016

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), iniciará projeto de pesquisa para monitorar os impactos ambientais da aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas. O trabalho recebeu financiamento de R$ 2.246.769,40 do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania. A expectativa é que os estudos tenham duração de três anos.

O projeto “Impactos ambientais na aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas” tem o objetivo de avaliar a contaminação de agrotóxico em diversas áreas do Estado de São Paulo. O primeiro local a ser avaliado será Brotas, cidade turística cortada pelo Rio Jacaré Pepira e próxima a áreas de cultivo de cana-de-açúcar e laranja. Outras regiões serão definidas durante o andamento do trabalho.

“O uso de agrotóxicos leva ao aparecimento de resíduos em amostras ambientais. Diante deste fato e da periculosidade que apresentam à manutenção da biodiversidade, existe hoje a necessidade de se intensificarem estudos que possibilitem o monitoramento eficiente de áreas próximas à agricultura”, explica Eliane Vieira, pesquisadora do IB e coordenadora do projeto.

Durante os trabalhos, os pesquisadores do Instituto recolherão amostras do solo, sedimentos, águas superficiais, como rios e córregos, e águas subterrâneas, como poços artesianos. As amostras serão analisadas no Laboratório de Ecologia dos Agroquímicos do IB, em São Paulo, que realiza pesquisas relacionadas ao monitoramento do ambiente e estudos sobre o efeito desses compostos na biota em áreas agrícolas e urbanas.

De acordo com Eliane, este conhecimento poderá contribuir para o planejamento do uso do solo para causar menores impactos ambientais, sem prejudicar a produtividade agrícola. “Além disso, o estudo irá colaborar para a prevenção de problemas de saúde pública, devido ao uso de compostos químicos na agricultura, e promover acesso a informações que contribuam para a escolha dos meios mais eficazes e ao mesmo tempo mais acessíveis para avaliação da qualidade das águas”, afirma.