Setor cooperativista debate ODS com ONU e ACI

Publicado em: 08 março - 2017

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Seminário internacional “O Cooperativismo e os ODS– Combinando Impacto Econômico e Social por um Futuro Melhor”

Em 6 de março – antecedendo a reunião da Diretoria da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) realizada nos dias 7 e 8 – aconteceu seminário internacional “O Cooperativismo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Combinando Impacto Econômico e Social por um Futuro Melhor”, que reuniu representantes de 30 países e da Organização das Nações Unidas (ONU), além da Diretoria do Sistema OCB e gestores das organizações de 20 Estados, autoridades e políticos. 

Promovido pela OCB, Ocesp e Sistema Unimed, com o apoio da Aliança Cooperativa Internacional, o seminário teve por objetivo discutir um plano de ação que o setor cooperativista deve colocar em prática nos próximos anos, a fim de contribuir com o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

“Temos de nos engajar na proposta da ONU com os ODS. Isso está em nosso DNA, afinal as cooperativas sempre praticaram esses princípios. O que acontece é que não estamos sabendo mostrar isso ao mundo. As Nações Unidas estão propondo as metas. Está na hora de as cooperativas, por menores que sejam e respeitando suas características, praticarem e fazerem barulho para a população saber o que é uma cooperativa”. Com esta declaração, Márcio Lopes de Freitas deu início ao evento, sediado pela Unimed do Brasil.

A presidente da ACI, Monique Leroux, também falou sobre a importância da comunicação e da interação das cooperativas com a sociedade. “Somos mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, geramos mais de 250 milhões de empregos e alcançamos resultados econômicos de US$3 trilhões. Ficamos muito silenciosos ao anunciar o impacto das nossas atividades na sociedade, mas precisamos anunciar ao mundo o que fazemos e faremos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, preconizou.

De acordo com o senador Aloysio Nunes (empossado no dia seguinte como ministro das Relações Exteriores), há uma nova dinâmica que faz com que as relações internacionais que antes se restringiam ao Estado tenham uma crescente participação da sociedade civil por meio de entidades, cooperativas, organizações não-governamentais (ONG) e empresas: “queremos a presença de outros países, mas que haja também a contrapartida, com a abertura dos mercados agrícolas, de serviços e de compras governamentais. O cooperativismo brasileiro, nesse novo contexto, é um fator importante dessa inserção mundial”, disse.

Para Edivaldo Del Grande, presidente da Ocesp, é fundamental “apoiar aqueles que nos ajudam a continuar proporcionando um movimento forte e pujante, focado na melhoria da vida das pessoas”.

Com a apresentação de casos de sucesso de 10 países, o seminário debateu temas como o cooperativismo como resposta às desigualdades sociais, como o setor pode proporcionar uma nova sociedade, além de estabelecer o debate para a criação de um plano de ação de uma década para a promoção do desenvolvimento sustentável.

Durante mais de 9 horas, mais de 200 presentes interagiram e se dedicaram ao debate sobre os caminhos do cooperativismo para cumprimento dos ODS. Destacaram-se ainda as participações de Ramon Imperial, presidente da ACI Américas, e autoridades da política nacional, como o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e o deputado federal Lelo Coimbra (ES).

Reunião mundial da ACI

Nos dois dias seguintes ao seminário, a ACI realizou uma das quatro reuniões de board, com a presença de representantes de 30 países.

Anfitrião, Eudes Freitas de Aquino, presidente da Unimed do Brasil e representante do cooperativismo brasileiro na ACI, ressaltou o ineditismo da reunião no Brasil. “Essa é a primeira vez que essa reunião é realizada no Brasil e será uma experiência muito rica para todos nós. Ao falar de sustentabilidade dá para enfocar todos os aspectos do cooperativismo”, afirmou.

Para ele, o cooperativismo se impõe como ferramenta extremamente útil à sustentabilidade, um conjunto de iniciativas que precisam ser tomadas de forma coletiva para garantir a sobrevida da população. “Precisamos continuar buscando alternativas para aumentar a quantidade de pessoas mobilizadas, sensibilizadas e habilitadas para esse projeto de recuperação do meio em que vivemos”, conclamou os presentes.



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