As novas apostas da cooperativa Central Nacional Unimed para a saúde suplementar

Publicado em: 28 abril - 2021

Leia todas


Nova diretoria da Central Nacional Unimed – CNU | Na foto Reinaldo Antonio Monteiro Barbosa – Diretor financeiro | Sarita Garcia Rocha – Diretora administrativa | José Augusto Ferreira – Diretor de atenção à saúde | Luiz Paulo Tostes Coimbra – Diretor presidente | Walter Cherubim Bueno – Diretor comercial e de marketing | Foto: Nilton Fukuda/Compor Imagem

Com uma trajetória de sucesso prestes a completar mais de duas décadas, a Central Nacional Unimed acaba de partir para um novo ciclo de atuação e eleger a sua nova diretoria.

Marcando um dos momentos onde a saúde ganhou atenção extra e dobrou sua prioridade, a CNU aposta na inovação, sustentabilidade e cooperação para continuar sendo referência no mercado de saúde suplementar e fazendo a diferença na vida de milhões de pessoas no país.

Recentemente, de forma online, o novo corpo diretor fez questão de se apresentar e ampliar a relação com seus colaboradores, reforçando o tão prezado compromisso! E, seguindo esse propósito, o Presidente recém-eleito, Luiz Paulo Tostes, conversou com exclusividade com a MundoCoop sobre as expectativas para esse e os próximos anos, o foco a partir de agora e, principalmente, os novos caminhos de uma das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil e seu diferencial cooperativista.

Confira!

O que representa assumir a presidência de uma entidade tão renomada como a Central Nacional Unimed?

É uma grande honra que vem acompanhada de muitos desafios e responsabilidade. Nossa diretoria veio com o propósito muito forte de promover a real integração entre todo o Sistema Unimed, estabelecendo ainda ações conjuntas com Unimed do Brasil, Unimed Participações, Seguros Unimed e Fundação Unimed, de modo a fortalecer nossa governança sistêmica e presença institucional.

Foi um projeto construído com base nas expectativas das singulares e federações, e na premissa de caminhar com respeito ao passado, união no presente e compromisso com o futuro, a fim de fortalecer o nosso modelo de negócio; valorizar e renovar os laços com os cooperados; atender com excelência nossos clientes e prestigiar nossos colaboradores com respeito e valorização das nossas relações no dia a dia. As cooperativas Unimed sinalizaram que acreditam nesta visão de transformação que temos para os próximos quatro anos, e não mediremos esforços para consolidar o propósito e âmbito de atuação de cada uma dessas estruturas nacionais.

A partir de agora, quais as prioridades e expectativas? Qual o foco da nova gestão em 2021?

Naturalmente, a prioridade neste momento está sendo estruturar nosso time e se inteirar das ações em andamento. A Central Nacional está prestes a completar 23 anos de história, e vamos dar foco aos nossos trabalhos, visando a intercooperação e o equilíbrio do Sistema Unimed. Com meus colegas diretores, vamos liderar com simplicidade, agilidade e eficiência a operação dos planos corporativos nacionais e locais nas praças em que já atuamos, além de complementar o portfólio das sócias singulares, em linha com as macropolíticas comerciais definidas para o Sistema Unimed e o nosso Intercâmbio Nacional. O Sistema Unimed tem como fundamento gerar trabalho e renda para seus cooperados, alicerçados na grande prioridade de cuidar com qualidade dos nossos beneficiários.

A CNU é a sexta maior operadora de planos de saúde do Brasil. Quais os principais fatores que a tornaram esse exemplo de sucesso e qualidade?

A Central Nacional Unimed já nasceu com uma perspectiva de potência, uma vez que foi criada com a regulamentação dos planos de saúde em 1998, para atuar na comercialização de assistência médica empresarial com abrangência nacional. Atendendo grandes corporações nacionais e multinacionais alocadas pelo País, adquiriu uma experiência que a tornou uma referência e consolidou a presença e competitividade da marca Unimed no mercado. Ao longo dos anos, a eficiência que conquistou também permitiu que ela assumisse novas responsabilidades perante o Sistema Unimed, agindo estrategicamente para que a marca não tivesse sua sustentabilidade e capilaridade fragilizadas, apoiando as singulares quando necessário. Assim como não existe a singular Unimed sem os seus cooperados, a Central Nacional Unimed não existe  sem as singulares e federações do Sistema Unimed.

“Inovar nem sempre tem a ver com reinventar a roda, mas com observar as reais necessidades do negócio e buscar maneiras de torná-las mais eficientes para atingir o seu propósito”

O sistema de saúde cooperativista vem se destacando nacionalmente. Qual a relação da CNU com o cooperativismo? Como o senhor enxerga o movimento?

As singulares têm um compromisso com os seus cooperados e a Central Nacional Unimed têm um compromisso direto com as suas sócias, respectivamente, também com seus cooperados, base da existência do cooperativismo médico. E todos neste ciclo têm o comprometimento firmado com nossos 17 milhões de clientes, por meio do intercâmbio único que nosso modelo de negócio proporciona e que tornam o Sistema Unimed a maior rede de assistência médica do Brasil e a maior cooperativa médica do mundo.

O Sistema Unimed tem um grandioso alcance em todo o Brasil. Como investir em modernizações sem deixar de contemplar as diferentes realidades e demandas específicas das regiões do país? Como ser inovador em tempos de crise quando o assunto é saúde?

Inovar nem sempre tem a ver com reinventar a roda, mas com observar as reais necessidades do negócio e buscar maneiras de torná-las mais eficientes para atingir o seu propósito. Isso é válido para tudo, inclusive para a saúde. A telemedicina é um exemplo disso, pois foi a união de duas ações que já aconteciam naturalmente: a relação de médico e paciente em uma consulta, com o uso de dispositivos móveis que vieram com a mudança de cultura social. Ambas se juntaram para tornar a vida mais fácil para as pessoas e a saúde mais acessível. A grandiosidade e o alcance da marca Unimed pelo território nacional só potencializam ainda mais as oportunidades de modernização do Sistema Unimed como um todo, pois cada cooperativa tem um conhecimento único da realidade e necessidades da sua região. Somando essa vivência e respeito à individualidade de cada região, somos mais assertivos em investimentos para atender as expectativas dos clientes e isso é mais um exemplo de diferencial positivo do cooperativismo médico.

O momento atual ainda está sendo marcado por enormes desafios, porém, certamente, muitos aprendizados surgiram no setor de saúde. Como o senhor avalia esse cenário brasileiro? As demandas da sociedade e do mercado mudaram?

Todos os setores foram impactados pela maior crise sanitária dos últimos cem anos, mas na saúde seus efeitos foram ainda maiores. Setores públicos e privados tiveram e continuam tendo que se adaptar rapidamente para responder às novas variações do coronavírus, à falta de leito, às pesquisas por novos tratamentos, ao esclarecimento da população e à vacinação em massa, que é nossa expectativa de recuperação da economia. Ao mesmo tempo, temos que dar conta de outras doenças, que não cessaram. Pelo contrário, algumas patologias novas foram surgindo e outras agravadas, reflexo da ansiedade e medo, além da demanda que estava reprimida devido ao isolamento social.

Mas a Saúde vem sendo ágil. Acredito que devemos intensificar ainda mais a digitalização dos serviços nos próximos meses, ampliando o acesso e usando os dados para tratamentos mais assertivos, prevenção mais eficaz e otimização de recursos.A cooperação tem sido a nossa resposta na busca de soluções. Estamos vendo isso pelo mundo todo: a integração maior entre o público e privado, somada a investimentos de outros setores na saúde e na qualidade de vida. É com esse pensamento que vamos trabalhar: união é a resposta que temos que dar à sociedade. E vamos contar muito também com o engajamento de todo o sistema cooperativo brasileiro nesse percurso.

Quais as suas perspectivas em relação à saúde suplementar no Brasil? O que esperar do futuro do setor no país?

Apesar da retração econômica, principalmente no início da pandemia, a Saúde Suplementar manteve sua importância na sociedade. Um exemplo é o aumento do número de usuários de planos de saúde. Em março deste ano, por exemplo, a taxa nacional atingiu 48 milhões, o maior volume desde agosto de 2016, segundo levantamento prévio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nos últimos 12 meses, encerrados em março, o setor teve um incremento de 1 milhão de usuários, sendo que a curva de crescimento começou em julho. Sendo assim, minhas expectativas são bem otimistas. Contudo, é preciso repensar o setor e desmistificar algumas questões que nos prejudicam, como a ideia de que os planos de saúde visam apenas o lucro e que ignoram suas importantes contribuições para que a saúde esteja acessível para o maior número de pessoas possível. Muito pelo contrário, somos um dos maiores geradores de empregos. Somente o Sistema Unimed tem mais de 106 mil funcionários diretos, além dos 117 mil médicos cooperados e milhares de empregos indiretos em sua rede de atendimento. O setor também é responsável por mais da metade dos investimentos em saúde no País, além de destinar parte de seus resultados para ações de responsabilidade socioambiental, o que é inerente ao nosso modelo de negócio. Claro que, como cooperativista, entendo que ainda há muito a ser feito para que toda a população realmente tenha acesso aos melhores tratamentos e métodos preditivos. Neste sentido, afirmo que a Central Nacional Unimed está disposta a dialogar mais com o setor público para buscar alternativas com este propósito.


Redação MundoCoop



Publicidade