Bayer Coopera+, a mais nova oportunidade para as coops agro

Publicado em: 01 dezembro - 2020

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Em entrevista exclusiva, a gerente à frente do projeto falou sobre o impacto dessa novidade!

O cooperativismo é um dos responsáveis pela grandiosidade e sucesso do agro brasileiro hoje. É através das cooperativas que o produtor se desenvolve, se moderniza e cresce cada vez mais.

Levando o propósito de cooperação aos quatro cantos do país, o movimento tem chamado atenção de grandes empresas e agroindústrias que reconhecem o impacto do segmento e através de parcerias, decidem evoluir juntos. Essa é o caso da Bayer!

O Programa Bayer Coopera+ acaba de ser lançado e já promete revolucionar o agro nacional. E para entender os pontos mais importantes dessa iniciativa, conversamos, com exclusividade, com a gerente de estratégia de cooperativas na Bayer Brasil, Sabrina Calixto, que está à frente desse projeto.

Confira!

Nas suas palavras, o que é o Programa Bayer Coopera+?

A idealização do Bayer Coopera+ é para mostrar a evolução da nossa parceria junto com as cooperativas. Nós víamos que as ações estavam sendo feitas muito descentralizadas e uma iniciativa no sul, por exemplo, que era super bacana, poderia ser aplicada no centro do Brasil ou no Cerrado. Sendo assim, entendemos que caberia ali um espaço de evolução do que a gente tinha. Ouvimos o nosso time interno, vimos tudo que tínhamos dentro de casa e vimos que eram muitas iniciativas bacanas que a gente poderia dar mais visibilidade e ampliar para outras regiões do Brasil.

Nós visitamos as cooperativas e entendemos o que elas buscavam nos fornecedores, qual era o principal ponto de dor para elas e como poderíamos nos posicionar. Então, vimos uma oportunidade de lançar uma evolução dessa nossa parceria onde trazemos aqui uma identidade da nossa estratégia junto com as cooperativas. É, basicamente, selar tudo que a gente vinha fazendo e evoluir. Assim como as cooperativas vem evoluindo, entendemos que tínhamos uma oportunidade de evolução do nosso projeto.

O programa é formado por três pilares: Legado, Transformação e Experts. Como eles vão funcionar? Vocês acreditam que essa iniciativa pode trazer uma maior autonomia para as cooperativas?

Com certeza, o que verificamos é que as cooperativas têm uma complexidade maior porque elas têm um conselho, tem uma diretoria, tem um time técnico, tem a parte de gerentes de marketing, por exemplo. Elas estão crescendo, se expandindo muito e ganhando uma grande relevância nacional e a gente entende que a parceria também precisava evoluir nesse sentido, que não dava mais para conversar somente com um ponto de contato dentro da cooperativa, que a gente precisava mover e estar junto em tudo que a gente fosse fazer. Não bastava a gente estar lá só conversando com a liderança ou só fazendo a ação na ponta. A gente precisava fazer uma iniciativa coordenada junto com as cooperativas.

Criamos o Bayer Coopera+ Legado, onde a gente vai ter uma comunicação transparente e aberta entre a nossa alta liderança e a alta liderança da cooperativa para que a gente, estrategicamente, trace os próximos passos. Nós vemos que, por muitas vezes, temos uma iniciativa, mas será que isso está conectado com o que a cooperativa quer? Ou ela tem uma iniciativa e será que está conectada com o que o fornecedor pode oferecer? Com o legado a gente cria esse espaço de confiança entre as altas lideranças, um canal sem filtro, onde eles vão se encontrar e vão pensar nos próximos passos ao longo dos próximos anos.

O pilar Transformação é basicamente uma evolução do que a gente tinha. Por muitas vezes, nós fazemos a capacitação do time de cooperativas, mas vimos que muitos dos que participavam do nosso programa tinham dificuldade de implementar depois. Nós criamos o Transformação com o objetivo de realmente ajudá-los a transformar a cooperativa e aterrissar as coisas que eles tinham no treinamento. Vamos ter uma parte de capacitação, sim. Importante, mas vamos auxiliá-los no que eles verem de valor no curso e implementar dentro da cooperativa. E isso é muito bacana porque não vai ter um modelo único, vai ser extremamente personalizado. Nós vamos contar como o nosso LifeHub, que acabou de ser inaugurado, para fazer com que a cooperativa consiga aterrissar essa ideia de tração dentro da cooperativa. E a nossa parceria com a AgTech Garage, através do Membership, que a gente tem junto com um Hub de Inovação de Piracicaba, o nosso Vale do Silício do agronegócio brasileiro.

Nós temos uma parceria com eles onde todas as cooperativas que toparem participar desse projeto junto conosco, podem resgatar através da plataforma Orbia. O que nós chamamos de Membership, nada mais é do que uma filiação a AgTech Garage, onde as cooperativas têm um ano de consultoria, de treinamentos, de participação ativa lá dentro também. Esses dois Hubs vão nos ajudar a aterrissar tudo que a gente quer transformar dentro dessas cooperativas.

E o último ponto, vemos que as cooperativas estão cada vez mais tecnificadas e preparadas para atender os agricultores e precisávamos ter um vínculo mais próximo para entender quais são as dores reais que elas estão enfrentando no campo. Com isso, nós lançamos o Experts, onde vamos pegar os decisores técnicos das cooperativas, as pessoas que ali tomam a decisão e que podem nos trazer essa dificuldade que estão enfrentando no campo e vamos montar um grupo, também de comunicação aberta, onde a gente vai poder ouvir e trazer soluções com maior profundidade. Eles vão saber, em primeira mão, quais são as novidades que a Bayer tem para lançar, mas também vamos fazer uma ponte com a academia, com universidades, para trazer pessoas com alto nível técnico para conversar e achar soluções junto com esses decisores técnicos das cooperativas.

Objetivo principal do programa, eu falo muito que é cocriação, estar mais junto e estar mais próximo. A partir de agora, tomar as decisões juntos. Seja tecnicamente, estrategicamente ou para implementar algo que a gente vê que tenha valor para as cooperativas.

“O programa tenta abordar todas as camadas da cooperativa de alguma forma”

Além dos 3 pilares, a Bayer terá o Projeto Coopera+, que vai premiar três cooperativas no Brasil com ações de inovação, sustentabilidade, diversidade e inclusão. Mas como vai funcionar esse processo de premiação?

As cooperativas vão ter um ano para desenvolver um projeto e submeter à avaliação. Nós, na Bayer, vamos ter um comitê que julgará os requisitos quantitativos e qualitativos para definir três projetos vencedores.

Todas as avaliações serão às cegas e vamos realmente entender se aquele projeto terá impacto na região, na sociedade, no cooperado, no produtor e na comunidade como um todo. Os projetos vencedores serão um de cada pilar: sustentabilidade, inovação, diversidade e inclusão, e receberão um aporte financeiro da Bayer, além do auxílio de uma consultoria.

Nosso time recebe muitas demandas de cooperativas para ações sociais, para ações de diversidade ou para inovação nessa corrida de transformação digital. Por muitas vezes, precisamos arriscar e conhecer algo novo, então, nós queremos suportar essas iniciativas de alguma forma. Entendendo que a cocriação é a base do que a gente quer fazer.

Com o Bayer Coopera+ pretendemos evoluir com os projetos que nós tínhamos, buscando muita identidade e endereçando para os públicos-alvo das cooperativas as ações que a gente já vinha fazendo, mas, de certa forma, também de impulsionar elas para outras iniciativas que tenham um valor para elas. Por isso, a gente teve a ideia de fazer esse Projeto Bayer Coopera+ que congrega tudo o que é feito embaixo desse guarda-chuva de identidade que estamos lançando.

Por que o sistema cooperativista é importante para a implementação do Programa? Por que escolher o cooperativismo?

As cooperativas hoje representam 1/4 do mercado brasileiro, 50% do PIB do Brasil passa por uma dessas cooperativas, elas são altamente relevantes e influenciam o agricultor. Elas têm uma alta capilaridade, chegando ao agricultor que, por diversas vezes, não chegamos sozinhos. Elas são referência técnica na região onde estão, elas são referência na comunidade como um todo para ações sustentáveis e socioambientais. Então, nada mais justo do que a gente encontrar um parceiro que tem tudo a ver com o que a gente pensa.

Se a Bayer está buscando cada vez mais impulsionar os agricultores para a inovação e impulsionar os agricultores para produzirem de forma sustentável, ali é o match perfeito porque as cooperativas têm isso como visão também.

O programa vem para selar várias iniciativas mais sustentáveis para o agricultor que temos, então, nós queremos encontrar um parceiro que possa levar todas as inovações da Bayer e todas as ações de sustentabilidade para o agricultor e a cooperativa é o canal perfeito para isso.

Por que é necessário investir em ações de cocriações como essa? Como isso pode impactar o cenário agro brasileiro?

O agricultor está mudando muito. Temos a nova geração e a tecnologia chegando no campo. Hoje, o agricultor tem milhões de decisões para tomar durante a lavoura. Então, eu acredito que nós chegamos como uma peça fundamental para auxiliar o agricultor a tomar melhores decisões e a produzir de uma forma mais sustentável, uma forma mais eficiente e ter uma melhor rentabilidade na sua lavoura.

O programa vai fazer com que a gente suba a régua e que todo mundo esteja mais preparado para levar soluções que realmente sejam eficientes para os agricultores. Que a gente chegue ao agricultor e faça a diferença na vida dele. E com isso a gente vai produzir muito mais, de forma mais eficiente e tem um impacto como um todo.

“A estratégia da Bayer passa pela cooperativa. Isso para nós é muito importante”

Para finalizar, quais sãos as expectativas com o programa? Qual recado a Bayer gostaria de deixar com essa iniciativa?

A nossa expectativa é evoluir na nossa parceria e estar próximo das cooperativas que querem estar próximas de nós também. Então, isso vai ser muito importante porque a gente quer criar valor, precisamos ter pessoas que estejam próximas de nós. Estar perto destes agricultor que são cooperados e levar soluções para eles.

A nossa expectativa é que as cooperativas estejam junto conosco, entendam que a gente pensa igual e que a gente vai estar junto lá com o agricultor para impactar dessa forma e buscar maior fidelidade das cooperativas para que essa cocriação realmente aconteça e que a gente junto seja mais forte. Essa é uma das frentes do cooperativismo. Juntos somos mais fortes, então, se a gente conseguir isso é um baita de um recado.


Fernanda Ricardi e Jady Peroni – Redação MundoCoop



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