Cooperativismo – Uniformidade de pensamento

Publicado em: 08 dezembro - 2016

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Aucélio Gusmão
Médico


As mudanças e desafios que as empresas e seus dirigentes terão pela frente nos próximos anos, serão de tal importância que podemos afirmar: quem não tiver adquirido competência e não adotar atitudes nos relacionamentos tipo cooperação, compartilhamento e somação de forças não resistirá, não sobreviverá!

Como competir sem estes comportamentos? De certeza as dificuldades se multiplicarão. Imaginem assim: a união faz a força (Esopo), como também, alegria compartilhada é uma alegria dupla, tristeza compartilhada é meia tristeza (Provérbio Sueco).

Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam, porque elas querem fazer.
O indicativo global é de quê vivemos a década do homem. Tudo o que for desenvolvimento, nova conquista, terá que guardar identidade com as pessoas. Caso contrário não serve.

Muitos conceitos deverão ser revistos. A exigência da qualidade deve significar critérios educacionais específicos, cujo o ponto alto será o despertar de valores de perfeição no que se faz e de respeito por quem lhe fez.
Uma nova ética no trabalho surgirá. Que registre erros, reconheça acertos e coloque a satisfação das pessoas, dentro e fora das organizações, como destaque, acima de tudo.

Sem duvidas, a associação leva a adesão recíproca entre as pessoas, ditadas pelo interesse comum, puro e simples de necessidades semelhantes à cooperação, pelo multiplicador de forças que confere as cobranças coletivas.
O cooperativismo merece a exaltação pela proteção ao trabalho e pelo forte propósito social, no qual o homem é o meio e o fim, objetivo exclusivo. Ai sim, haverá certamente um equilíbrio, desejável, na relação capital trabalho.

O que acontece no nosso País? O trabalho repercute muito pouco no social. Concentra a renda, vê o campo como oportunidade secundária, assiste complacente o êxito rural e a favelização das metrópoles, suscita um aumento avassalador do desemprego e dá violência. O que há de se esperar? Do Governo, sensibilidade e vontade política. Da Sociedade Civil, consciência em torno da problemática, sair de uma prática reivindicatória tradicional – clientelista e piegas – sem conseqüências, para ações mais efetivas, misto de pressões e ajuda nas soluções.

A base da evolução das sociedades é a participação, e a associação. Informação é chegar junto pela imaginação e pelo sentimento.
O associativismo é assim. Consciência, objetivos comuns, mobilização, soma de esforços. Organização, respeito, multiplicação de forças, conquistas e a cooperação fazendo acontecer.

É preciso para que haja adesão confiança e objetivos finais conhecidos e coincidentes. Que si sinta integrante e envolvido. Restando por fim o sentimento. O sentimento é uma das faculdades mais sensacionais da criatura humana. Responde pelo entusiasmo, emoção, pesar, amor, afeto, desgosto e disposição criativa em relação a moral e ao espírito.

A vida das pessoas atualmente é cercada de muitas expectativas e estresses. Mudanças ocorrem numa velocidade muito grande. A legislação é trocada seguidamente. Os clientes conscientes de suas supremacias cobram eficiência e qualidade. Globalizam-se a economia, alguns ganham, a maioria perde, com um agravante definidor, trata-se de decisão econômica, não social.
Este é o cenário vivenciado. Não alentador como padrão, porém a contemporaneidade obriga a todos a um processo de adaptação para sobrevivência.

A ocidentalização do mundo não significa ascensão do capitalismo selvagem e o massacre do homem. Na verdade o que preocupa é o excesso de competição e perfeição exigido. As pessoas terminam sufocadas por estabelecer um clima de opressão e angustia.