FGCoop garante estabilidade ao Sistema Nacional de Crédito Cooperativo

Publicado em: 23 junho - 2016

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Ao completar o primeiro biênio, as instituições formadoras do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) possuem motivos para comemorar. Destinado a cobertura de depósitos, o fundo nunca precisou ser usado e alcançou em 2015 um patrimônio social acumulado de R$ 376 milhões.

Mensalmente, 857 cooperativas e bancos cooperativos contribuem com o FGCoop e o valor total de contribuição ultrapassa R$ 10,8 milhões. Apenas em 2015, o volume total de depósitos realizados por pessoas físicas e jurídicas nos bancos cooperativos e nas cooperativas de crédito brasileiras foi de R$ 83,6 bilhões.

trompkaComemorando esses resultados, Leo Trombka – vice-presidente do Conselho de Administração do FGCoop, coordenador nacional do CECO e presidente do Conselho de Administração da Unicred Brasil – fala sobre o fundo, seu papel e objetivos.

Confira!

Quais os principais benefícios do FGCoop para os associados às cooperativas de crédito?
Sua criação é um marco estratégico para o fortalecimento de todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), ao permitir, na prática, que todos os correntistas e associados fiquem garantidos por um fundo único de proteção dos depósitos e investimentos contra as instituições associadas, nos casos decretados pelo Banco Central de intervenção ou de liquidação extrajudicial.

A garantia é de até R$ 250 mil, por CPF ou por CNPJ, o que equivale à mesma proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aos bancos comerciais. Como em dois anos não precisou ser usado, serve, também para demonstrar a solidez do sistema cooperativo de crédito.

Quais ações caracterizam a gestão do FGCoop até agora?
Apostando na transparência, o fundo aperfeiçoou seu modelo de monitoramento das cooperativas associadas com a produção de relatórios trimestrais sobre o grau de risco de descontinuidade das singulares associadas, apresentado e acompanhado pelo Conselho de Administração a cada reunião bimestral. Além disso, passou a publicar relatórios trimestrais sobre o SNCC e o boletim mensal com dados do segmento e do Fundo, garantindo acesso à informação a todos.

Nesse contexto, como fica a auditoria corporativa?
Urge agora, como um dos temas cruciais da sofisticação do marco regulamentar do cooperativismo financeiro, a necessidade de ampliação do escopo da auditoria através das chamadas entidades de auditoria cooperativa (EAC), que devem caminhar ao lado e em íntima relação com o FGCoop, para o aprimoramento do modelo vigente, buscando racionalização, segurança, especialização e, também, maior independência no âmbito da inspeção direta mantendo-se a faculdade de contratar das EACs (ex. CNAC) os serviços de auditoria externa.

Quais as metas futuras?
Nossa expectativa para o futuro é bastante positiva. Acreditamos que o FGCoop favorecerá o crescimento e a consolidação do cooperativismo financeiro, passando por exemplo, a contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.

Por fim, esperamos também que o FGCoop sirva de referência, exemplo e inspiração para que outras soluções nacionais sejam construídas conjuntamente pelo segmento para o atendimento das necessidades e anseios de seus cooperados e o desenvolvimento sustentável do SNCC, sempre visando maior participação das cooperativas no mercado financeiro, a segurança das operações e a redução de custos para todo segmento.



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