ONU defende produção sustentável para garantia da segurança alimentar

Publicado em: 25 outubro - 2016

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O binômio mudanças climáticas e segurança alimentar pode ser considerado como o principal desafio da atualidade, segundo o mais novo relatório da organização – O Estado Mundial da Agricultura e Alimentação (SOFA 2016, na sigla em inglês) – pois as pessoas mais pobres do mundo – muitas das quais são agricultores e pescadores – são as mais afetadas pelas altas temperaturas e o aumento da frequência de desastres naturais ligados as mudanças no clima.

No Sofa 2016, o gás produzido nos sistemas digestivos dos ruminantes (58%), o estrume deixado nas pastagens (23%) e os fertilizantes sintéticos (6%) são apontadas como as três principais fontes de emissões de gases de efeito estufa da agricultura na América Latina e Caribe em 2014. O documento também prevê que nos próximos anos haverá maior salinização e desertificação em áreas áridas do Brasil e do Chile. Os dados apontam também que a temperatura no país terá um aumento 1,0 a 3,5 graus célsius como uma variação do rendimento agrícola de 1,3% a 38,5%. Mais dados sobre o relatório serão informados durante o evento.

Com a meta de provocar uma reflexão sobre esses dados, o escritório brasileiro da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, promoveu um debate no Campus do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em Brasília (DF), com a presença do ministro do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic; o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Maurício Lopes; e o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho; entre outras autoridades. O evento serviu de comemoração para o Dia Mundial da Alimentação (18 de outubro), a que teve como tema central “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também devem mudar”.

A comemoração também veio ao encontro do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que listam, entre suas metas, acabar com a fome no mundo até 2030. Por isso, adotar medidas que garantam a sustentabilidade da produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais é urgente e deve ser colocada na agenda principal de todos os governos. Para tanto, na ocasião, também foi lançada a Campanha #SemDesperdício, uma iniciativa da FAO, Embrapa e WWF Brasil que pretende apresentar aos consumidores as consequências negativas do desperdício de alimentos para o meio ambiente, o orçamento familiar e a segurança alimentar.