Acordo de Reconhecimento Mútuo é assinado entre Brasil e Uruguai

Publicado em: 14 dezembro - 2016

Leia todas


integrado


Durante o Seminário Internacional Projeto OEA Integrado, realizado em São Paulo em 13 de dezembro, foi assinado um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) entre a Receita Federal do Brasil e a Diretoria Nacional de Aduanas do Uruguai.

“Trata-se de um novo marco no Programa OEA brasileiro”, afirmou John Mein, coordenador executivo do Procomex – Aliança Pró-Modernização Logística de Comércio Exterior, organizador do evento.

“Essa assinatura é um sinal da maturidade alcançada pelo programa OEA nos dois países e deve facilitar enormemente o comércio entre ambos”, complementou Jorge Rachid, secretário da Receita Federal. “Para nós, do Uruguai, o acordo é de extrema importância, pois o Brasil é mais importante parceiro comercial, representando 15,2% do total das nossas exportações”, afirmou Enrique Canon Pedragosa, diretor Nacional de Aduanas do Uruguai.

O Seminário, iniciativa da Receita Federal e com apoio institucional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu cerca de 450 participantes e foi aberto pelo Coordenador Executivo do Procomex. Também fizeram parte da solenidade de abertura, além de Rachid, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, representando o ministro Henrique Meirelles. “Iniciativas como o Programa OEA Integrado, que está sendo lançado nesse evento, são decisivas para elevar a produtividade da economia brasileira, que é uma das 15 medidas em análise pelo Ministério da Fazenda para melhorar a competitividade do país”, afirmou o secretário.

Além assinatura do ARM entre o Brasil e o Uruguai, o evento foi marcado pela apresentação do maior especialista em programas OEA, Lars Karlsson, presidente da KGH, que destacou a importância desse acordo não apenas para os dois países como também para as empresas OEA locais. “A relação de companhias OEA dessas nações passam a ser compartilhada, o que significa que uma companhia brasileira OEA se tornará também uma empresa OEA no Uruguai, e vice-versa”, explicou. Outro ponto importante destacado por Karlsson é a questão do controle, segurança e gestão de risco, já que a companhia não precisará passar por um novo processo, já que possui a comprovação necessária em seu país de origem.

Karlsson ainda avaliou que o Brasil está caminhando rapidamente para alcançar acordos mundiais. “O primeiro passo foi a implantação completa do programa OEA no país, agora, tem início o segundo passo, que é uma ampliação regional com esse ARM e, posteriormente, chegará ao nível global”. Além disso, ele ressaltou que “o Brasil está entre os três melhores Programas OEA do mundo”. Também parabenizou todas as instituições envolvidas pelo empenho, pela liderança e por essa conquista. “Mas precisam continuar trabalhando para se manter nesse patamar”, acrescentou.