Adote um Parque: Cooperativas se destacam no programa de conservação ambiental

Publicado em: 31 março - 2021

Leia todas


Mais um acordo para adoção de uma Unidade de Conservação na Amazônia Legal, dentro do Programa Adote um Parque, foi firmado. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, assinou protocolo de intenções com a Cooperativa Agroindustrial (Coplana), entidade sem fins lucrativos formada por produtores rurais, que adotou uma área da Seringal Nova Esperança, no Acre. Essa já é a quinta adoção pelo programa, criado em fevereiro deste ano.

“A Coplana é uma cooperativa dos produtores de cana, o que mostra que o setor agroenergético, agroindustrial, supraenergético brasileiro, que é um exemplo, graças ao Renovabio, à CBIO (Crédito de Descarbonização), enfim, também está preocupado em conservar a Amazônia e dar exemplo para o resto do mundo”, afirmou Ricardo Salles.

A Seringal Nova Esperança conta com 2.574 hectares de terra e foi criada com o objetivo de proteger a flora regional, em especial castanheiras e seringueiras. Com os recursos destinados pela Coplana, a Unidade de Conservação poderá, por exemplo, adquirir novos equipamentos e implantar melhorias de infraestrutura no local.

Adote um Parque

O Adote um Parque foi lançado pelo Governo Federal para atrair recursos necessários a custear a manutenção das unidades de conservação federais de todo o país. Nesta primeira fase, o programa quer beneficiar 132 parques da Amazônia Legal que representam cerca de 15% do território de todo o bioma. O Brasil possui, atualmente, segundo o Ministério do Meio Ambiente, 334 unidades de conservação federais.

“É um programa inovador, que abre para pessoas físicas e jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, para poderem adotar uma das 132 Unidades de Conservação da Amazônia. A adoção se dá por um período de um ano”, explicou o ministro do Meio Ambiente.

Como ocorre a adoção

Ao adotar um parque, pessoas e empresas contribuem com a proteção legal do meio ambiente. O interessado se compromete, por um período de um ano, a pagar 50 reais ou dez euros por hectare de terra. A área desses parques varia entre 2.574 e 3.865.172 hectares. Os recursos podem ser aplicados, por exemplo, em ações de combate a incêndios, desmatamentos e também em recuperação de áreas degradadas, reconstrução de cercas, pontes, aquisição de viaturas e infraestrutura em geral.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, os interessados em participar do programa Adote um Parque serão reconhecidos como Parceiros da Amazônia.

“As empresas, as pessoas físicas, brasileiras e estrangeiras, o que fazem? Manifestam interesse em adotar alguma dessas áreas, pode ser até mais de uma. Ao manifestar o interesse, elas encaminham uma carta, podem assinar um protocolo de intenções também, e apresentam os documentos que são solicitados no edital. Nós recebemos essa proposta. Essa proposta é publicada. Se não houver nenhum outro interessado, ela é autorizada à adoção. Se houver outro interessado, há ações para o desempate das propostas”, explicou o ministro do Meio Ambiente.

As doações são enviadas diretamente às Unidades de Conservação, gerando transparência total e a garantia de que os serviços e produtos repassados de fato chegarão ao local. “O recurso que o adotante disponibiliza é ele próprio que gasta, ele próprio que faz o pagamento, seja para serviço ou para aquisição de produtos. Com isso, a gente ganha muita agilidade. Não é um programa de arrecadação do Governo Federal. É o próprio privado, o próprio parceiro que escolhe o parque, que escolhe a Unidade de Conservação, coloca o recurso que ele se comprometeu à disposição, e ele mesmo faz as contratações de serviços ou produtos para aquela unidade”, finalizou o ministro.

Balanço do programa

Cinco empresas já assinaram contrato com o Ministério do Meio Ambiente para participar do Programa Adote um Parque. São elas: Carrefour; Empresa Genial Investimento; Geoflorestas; Cooperativa Agroindustrial e a Coopecredi Guariba – Cooperativa de Crédito.

A Coopecredi Guariba assinou um protocolo de intenções no Ministério do Meio Ambiente, visando a adoção da Reserva Extrativista de São João da Ponta (PA). Com isso, tornou-se a primeira coop a participar do programa Adote um Parque, do governo de federal.

A reserva é uma das 132 unidades de conservação que fazem parte da primeira etapa do programa, cujo objetivo é para fortalecer a proteção de áreas federais. A assinatura do protocolo ocorreu no dia 17/3.

Localizada no município de São João da Ponta (PA), a unidade se estende por uma área de 3.408 hectares. Os recursos em bens e serviços, no valor de R$ 170,4 mil contribuirão para melhorias na unidade. Conforme estabelecido por portaria, os valores mínimos para adoção são de R$ 50 ou € 10 por hectare ao ano.

Segundo o presidente da cooperativa, Ricardo Bueno, a origem da Coopecredi Guariba foi o principal motivo da adesão. Além disso, segundo ele, a ideia é que mais e mais coops adotem áreas federais, mostrando ao mundo que é possível produzir e preservar. “Esse projeto tem a oportunidade de melhorar a imagem do Brasil e do setor agropecuário brasileiro, já que o agro produz e também preserva. Espero que essa pequena área adotada estimule que outras coops façam parte do programa”, enfatiza.

As Unidades de Conservação “adotadas”

Além da Unidade de Conservação Extrativista de São João da Ponta adotada Coopecredi Guariba, outras quatro unidades também foram adotadas: Dinâmica Biológica Fragmento Florestal, localizada entre os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva; Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, em Rondônia; a Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso, localizada no estado do Pará; e, por último, a Seringal Nova Esperança, no Acre.


Fonte: Aqui Acontece e Sistema OCB- com informações do Ministério do Meio Ambiente


Notícias Relacionadas:



Publicidade